A Comissão Nacional da Verdade vai investigar os nomes de todas as pessoas envolvidas no caso do deputado cassado Rubens Paiva, morto em 1971, no DOI-Codi do antigo 1.º Exército, no Rio. Em resposta ao filho do deputado, escritor Marcelo Rubens Paiva, que, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, disse que não basta conhecer e punir apenas quem bateu e torturou, sendo necessário responsabilizar também quem deu as ordens, assessores da comissão informaram nesta sexta-feira que toda a cadeia de comando será investigada.
A comissão segue o que está dito na lei que a criou, em 2011, segundo os assessores. No artigo que define seus objetivos, consta que cabe a ela esclarecer os fatos da ditadura e também “identificar os autores”. Na terça-feira (5), em Brasília, durante encontro com Vera Paiva, uma das filhas do deputado, o coordenador da comissão, Claudio Fonteles, disse que a investigação abrange todos os envolvidos. “Foi uma equipe, não foi obra de um só”, afirmou.
Em São Paulo, o deputado Adriano Diogo (PT), presidente da Comissão Estadual da Verdade Rubens Paiva, endossou as reivindicações feitas pelo escritor em sua entrevista. Segundo o deputado, ainda que as comissões em funcionamento no País não tenham poder de punição, elas podem esclarecer os fatos e apontar os envolvidos.
Diogo também enfatizou que, passados 42 anos da morte, o Estado ainda não conseguiu esclarecer completamente os fatos que a envolvem. “O mínimo que se pode dizer é onde morreu, como morreu e onde foi enterrado”, afirmou. (As informações do Estadão)
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