sábado, 1 de junho de 2013

PROJETO DE LEI POLÊMICO QUER PROIBIR USO DE BOMBAS BARULHENTAS NO SÃO JOÃO EM SALVADOR

O mês de junho começa e, junto com ele, a polêmica discussão sobre o barulho das bombas usadas durante os festejos de São João. Quem mais sofre com os estrondos causados pelos explosivos são os idosos, pacientes de hospitais, mulheres grávidas, crianças e animais, sem contar os mutilados e queimados pelos fogos. Para amenizar esses impactos, a vereadora Ana Rita Tavares (PV) resolveu colocar a 'mão no vespeiro' e propor uma reflexão sobre o tema.

A parlamentar apresentou na última semana, na Câmara de Salvador, o Projeto de Lei nº 414/13 que visa proibir, ao menos, os fogos de alto impacto sonoro, permitindo o uso daqueles que privilegiam apenas os efeitos visuais. Ela cita o levantamento do Ministério da Saúde, feito entre 2007 e 2010, que relata mais de mil pessoas internadas, vítimas do uso desses materiais, sendo o maior número registrado na Bahia.

Os explosivos, além de causarem poluição, produzem ruídos que ultrapassam os 125 decibéis, valor maior que o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para não causar prejuízos ao ser humano. Outro aspecto negativo é a fabricação clandestina, que provoca acidentes constantes com as pessoas que produzem as bombas. Além disso, existe a exploração da mão de obra barata de adultos, crianças e adolescentes, muito comum nas regiões regiões pobres.

O Hospital Geral do Estado (HGE) registrou 103 atendimentos de pacientes vítimas de queimaduras e explosão de bomba entre os dias 22 de junho e a manhã do dia 27 de junho de 2011. Desse total, 41 atendimentos foram decorrentes de queimaduras em geral, sendo 14 relacionados diretamente com os festejos juninos. No caso de explosão de bomba, foram 62 atendimentos. (As informações do Correio)

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