O estudante Marcelo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de matar os pais, a avó, a tia-avó e depois se suicidar, teria mudado de comportamento antes dos crimes, de acordo com os depoimentos ouvidos no inquérito.
Duas semanas antes das mortes, no dia 5, na residência da família na Brasilândia, zona norte de São Paulo, Marcelo teria começado a apontar a arma do pai para parentes e tentado ir à escola vestindo uma touca. Ele teria acesso à arma do pai, o sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), Luís Marcelo Pesseghini, de 40 anos, que era casado com a cabo Andréia Regina Pesseghini, de 36 anos.
Cinco crianças que estudavam com o garoto no Colégio Stella Rodrigues já foram à polícia. Segundo pessoas que acompanharam as investigações, elas disseram que Marcelo havia avisado da intenção de matar os pais.
Logo nos primeiros depoimentos, o garoto foi retratado como um filho exemplar e bom aluno. Mas, de acordo com policiais, os professores e pais de alunos não tinham conhecimento dos comentários que fazia no colégio. Segundo a investigação, os próprios pais de Marcelo poderiam não ter prestado atenção à mudança de comportamento do filho.
Na data do crime, ele voltou da escola de carona com o pai de um colega. A polícia pretende ouvir na próxima terça-feira (20), a médica que acompanhava o tratamento de Marcelo para fibrose cística, uma doença degenerativa que o garoto havia conseguido controlar. Ela teria atendido o garoto desde quando ele tinha 1 ano. (As informações do Estadão)
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