Para o secretário estadual do Planejamento, José Sérgio Gabrielli, a obra de construção da ponte sobre a Baía de Todos-os-Santos trará benefícios significativos à população, pois, segundo o gestor, reduzirá em até 200 km o percurso que os veículos fazem na direção sul-norte e tornará a economia da região mais dinâmica. "O fácil acesso também atrairá novas empresas e indústrias, fomentará o turismo e o desenvolvimento imobiliário no litoral sul da Bahia e na Ilha de Itaparica, aspectos que proporcionam aumento de empregos e elevação de renda", completa o secretário Gabrielli.
Alternativas - Entretanto, a arquiteta e urbanista Ângela Gordilho, também professora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia (Ufba), aponta que antes de decidir por um projeto como desse tipo, de tal complexidade e tamanhos custos, outras alternativas viárias pela região do Recôncavo deveriam ser estudadas pelo governo baiano.
Uma delas, segundo a especialista, seria o sistema férreo. "Esse sistema é utilizado por várias cidades do mundo contemporâneo e, provavelmente, seria muito mais barato, considerando que o País já tem bases de estruturas férreas definidas.
Um outro ponto que deve ser observado, de acordo com a urbanista, é a prioridade de investimento. "Uma pesquisa acadêmica feita em 2008 mostrou que era preciso um valor estimado de R$ 2,5 bilhões para desenvolver o plano habitacional de Salvador. Precisamos saber o que é mais importante: resolver o déficit de moradias de toda a cidade ou construir uma ponte, que atenderá um grupo pequeno de pessoas?", questiona.
Para o pesquisador Paulo Ormindo, que tem se revelado um ferrenho crítico do projeto da ponte, os impactos também devem ser levados em conta. "A construção da ponte e da Linha Viva (BA-001) vão provocar problemas no tráfego marítimo, engarrafamentos na ilha e em Salvador, além de destruir matas primárias e provocar a remoção de famílias", aponta Ormindo. (As informações do A Tarde)
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