segunda-feira, 5 de agosto de 2013

PROJETO REFORÇA ENSINO DE HISTÓRIA DA ÁFRICA

"Nos estabelecimentos de ensinos fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre história e cultura afro--brasileira", diz a lei federal 10.639, promulgada em janeiro de 2003. Dez anos depois, ainda são grandes os obstáculos para que isso se torne realidade. Foi o que perceberam duas alunas concluintes do curso de museologia da Universidade Federal da Bahia, Débora Luz, 24, e Joice Oliveira, 26.

"Quando se estuda a história da África, só se fala das mazelas. Ninguém fala das contribuições para a metalurgia, a medicina, a arquitetura, a irrigação", disse Débora. A partir dessa concepção, as alunas, que realizavam trabalho de monitoria no Museu Afro-Brasileiro da Ufba (Mafro), decidiram criar o projeto Sankofa. O nome faz alusão a um pássaro mítico de duas cabeças que traz a mensagem de que nunca é tarde para voltar e resgatar o que ficou deixado para trás.

O projeto se baseia em um material composto por caixas temáticas que se subdividem em espécies de gavetas. Cada uma dessas, por sua vez, traz miniaturas que ajudam a reconstruir de maneira lúdica aspectos da história, geografia e religiosidade africanas.

O objetivo do projeto é que o material possa ser apresentado nas escolas públicas ou que essas possam realizar excursões ao Mafro, onde os alunos têm também acesso ao acervo do museu. O público-alvo é composto por estudantes do 1º ao 5º ano do ensino fundamental. O equipamento foi decorado com a colaboração de artistas plásticos, que representaram através de diversas técnicas, como papel, escultura e pintura, os orixás das religiões afro-brasileiras.

"O negro tem uma grande importância na história do nosso país, e o candomblé quase não entrava [no currículo escolar]", disse o artista plástico SuperAfro, 26, que fez miniaturas de representação do orixá Omolu. (As informações do A Tarde)

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