O resultado da auditoria da empresa Performance, referente às contas do Esporte Clube Bahia de 1º de janeiro de 2012 a 30 de junho de 2013. O período corresponde ao segundo mandato do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, até ser destituído do cargo por uma intervenção judicial.
De acordo com o documento, o endividamento global do clube (somando todos os ativos e deduzindo os passivos circulantes) é de R$ 83.283.385. Esse débito, aponta o documento, "se não for tempestivamente equacionado" pode até "comprometer a continuidade operacional da Entidade".
No entanto, o valor projetado pela auditoria para a dívida do clube é de R$ 132,9 milhões. A cifra pode ser maior ou menor, pois ainda precisa ser ajustada por levar em conta valores que ainda não foram registrados contabilmente.
Dos R$ 83,2 milhões, ainda segundo a auditoria, R$ 20 milhões foram contraídos nos últimos seis meses da gestão de Marcelo Filho, de janeiro a junho deste ano. Em 2012, a dívida no mandato do ex-presidente foi de R$ 2,8 milhões.
A auditoria também identificou que o Bahia fez um adiantamento com a Rede Globo de R$ 40 milhões, relativos aos bônus de contratos de direitos de transmissão. O valor corresponde aos anos de 2012 a 2018 com a Globo para transmissão dos jogos do Bahia.
Além das cotas antecipadas, a gestão do ex-presidente também comprometeu mais R$ 7,7 milhões das cotas de TV como garantia para liquidar empréstimos com os bancos Safra, BMG, BVC e Itaú. Por causa das constantes ordens de bloqueios judiciais, "existe a prática rotineira do clube em emitir cheques para retirar o dinheiro da conta. Este procedimento tem por objetivo evitar que o recurso que entra na conta bancária seja bloqueado", aponta o relatório. (As informações do A Tarde)
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