domingo, 15 de setembro de 2013

SEM RESPOSTA SOBRE ESPIONAGEM, DILMA DEVE CANCELAR VIAGEM AOS EUA

Depois de se reunir com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff praticamente decidiu que, sem uma resposta razoável do governo dos Estados Unidos para as espionagens realizadas pela Agência de Segurança Nacional (NSA, sigla em inglês), o que até agora não aconteceu, ela realmente deve desistir da visita de Estado a Washington, a convite de Barack Obama.

A decisão de cancelar a viagem poderá ser anunciada oficialmente nesta semana, depois do encontro de Dilma com o ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo. A decisão ocorreria antes da viagem da presidente à Nova York, marcada para a semana que vem. Mas o governo tenta construir uma última etapa de negociação para evitar o cancelamento. O palco seria em 24 de setembro, dia em que Dilma e Obama discursarão na abertura da Assembleia da ONU, quando uma nova conversa entre os dois poderá ocorrer, ainda que informalmente.

Nesta terça-feira, a presidente Dilma terá a primeira reunião oficial com o chanceler brasileiro, que na quarta-feira passada foi recebido em Washington pela assessora de segurança Nacional da Casa Branca, Susan Rice, que levou novas explicações do governo norte-americano para o Brasil sobre as espionagens contra a presidente, e-mails e empresas brasileiras, como a Petrobras.

Para que a viagem seja viabilizada, o governo Obama precisaria dar garantias de que a espionagem não ocorrerá mais, uma vez que todas as explicações dadas até agora não se mostraram verdadeiras e mais vazamentos comprovaram isso. Como tanto o Brasil quanto os Estados Unidos não sabem o que mais tem para ser vazado por Edward Snowden, e os norte-americanos não têm como garantir nada, há preocupação de parte a parte. “Imagine se a presidente está lá em Washington e sai um outro vazamento com uma outra denúncia grave como as últimas, que espionaram isso ou aquilo. Será um vexame monumental”, disse um interlocutor de Dilma. (As informações do Estadão)

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