Na Bahia, 1,5 milhão de veículos são pagantes de Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Deste total, mais de 155 mil estão em débito com o tributo, o que representa cerca de 10% de inadimplência. Em Salvador, a porcentagem dos veículos em dívida com o IPVA é aproximadamente a mesma da que ocorre no estado - em torno de 10% dos 750 mil automóveis contribuintes do imposto.
Segundo dados da Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz), o débito dos veículos em dívida com o IPVA gira em torno dos R$ 80 milhões. Uma operação conjunta entre Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz), Detran, Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) e Polícia Militar começa esta semana para combater a inadimplência.
Conforme o assessor técnico do Detran, major Genésio Luide, a última blitz dessa natureza foi feita no mesmo período de 2012, pois obedece ao calendário de pagamento do IPVA. Após outubro, último mês de pagamento, é possível monitorar os devedores.
A primeira fiscalização acontece nesta terça-feira, 6, a partir das 8h. O local não foi informado para que motoristas não evitem passar pela região onde a ação será feita. Ao longo do mês de novembro, serão realizadas, ao menos, três operações por semana, em horários e locais aleatórios.
Novidade - De acordo com Luide, somente os veículos em débito serão parados nas blitzes. Para isso, ele explica, uma equipe do Detran ficará instalada antes do local da abordagem para fazer a identificação prévia dos veículos que estiverem devendo o imposto. "Os agente do Detran farão esta identificação utilizando notebook e rádio transceptor. Quando identificarem o veículo devedor, vão comunicar aos agentes que estarão na blitz para que parem este automóvel", explica Luide.
O major afirma que uma das novidades da operação é que os motoristas abordados poderão pagar a dívida e ter o veículo liberado logo após a realização do pagamento. "No local da blitz, um posto móvel da Sefaz vai gerar o boleto na hora e o motorista poderá pagar em qualquer agência bancária próxima. O carro ficará detido, mas o condutor poderá retirá-lo, apresentando apenas o comprovante de pegamento", diz.
Caso não pague, o veículo é apreendido e rebocado. Neste caso, além do imposto devido e das multas cabíveis, o condutor deverá arcar ainda com os custos do reboque e das diárias nos pátios do Detran e da Transalvador. (As informações do A Tarde)
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