O PMDB vai tenta usar a percepção negativa do mercado em relação à área econômica do governo Dilma Rousseff para reformular sua atuação com o Planalto. Peemedebistas passaram a pautar temas com impacto sem o respaldo da presidente. O discurso é que é preciso "restaurar" a confiança. Mas o objetivo é outro: pressionar Dilma para obter mais espaço na máquina, além de apoios a candidaturas estaduais.
Em vez de atuar no Legislativo negociando mudanças a projetos enviados pelo governo ao Congresso, os parlamentares passaram a apresentar sua própria pauta econômica autônoma. A iniciativa mais evidente da estratégia foi deflagrada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Sem ter avisado Dilma, ele defendeu a votação até o final do ano do projeto de lei que fixa mandato de seis anos para diretores do Banco Central.
O presidente do Senado justificou a iniciativa dizendo que o projeto fazia parte da sua plataforma de campanha para voltar ao comando do Congresso, em fevereiro. Mas, segundo aliados, o que Renan pretende é a apressar a nomeação do correligionário e senador Vital do Rêgo (PB) para o Ministério da Integração Nacional, cargo ocupado por um técnico interino afilhado político do governador do Ceará, Cid Gomes.
Essa mudança irritou o PMDB, que desconfia que o ministério ficará na cota do PROS, novo partido de Cid. Outro objetivo seria forçar o apoio do Executivo seu filho, o deputado federal Renan Filho (PMDB-AL), para concorrer ao governo alagoano. O Planalto tem sinalizado que só quer apoiar o próprio Renan, primeiro colocado nas pesquisas, para a disputa. Se assim não for, ensaia fechar apoio ao senador Benedito de Lyra (PP-AL). (As informações da Agência Estado)
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