A investigação sobre o desaparecimento do Boeing 777 da Malaysia Airlines vai ganhando contornos de um caso criminal. Na madrugada deste sábado, oficiais do governo da Malásia chegaram a informar que a já havia a conclusão de que o avião foi sequestrado, mas o primeiro-ministro do país, Najib Razak, afirmou que essa hipótese ainda não poderia ser confirmada.
Najib ressaltou que os investigadores estão considerando todas as possibilidades quanto ao motivo pelo qual o avião foi desviado tão dramaticamente de seu curso, dizendo que autoridades não poderiam confirmar se houve sequestro. Autoridades disseram que irão investigar pilotos como parte do processo mas não divulgaram nenhuma informação sobre o progresso. Neste sábado, policiais foram aos endereços de residência do piloto e do co-piloto do avião, segundo diversos repórteres locais.
Especialistas vinham dizendo que quem quer que pudesse ter desabilitado os sistemas de comunicação deve ter um alto grau de conhecimento técnico e experiência de voo. Com isso, levantou-se a possibilidade de que um dos pilotos tivesse cometido suicídio.
Antes disso, um oficial norte-americano chegou a afirmar à Associated Press que investigadores estavam investigando a possibilidade de o desaparecimento do avião ter sido fruto de um ato de pirataria Investigadores têm no momento alguma certeza de que um dos sistemas de comunicação do avião foi desabilitado antes de a aeronave chegar à costa leste da Malásia, segundo disse o primeiro-ministro. Depois disso, alguém a bordo desligou o transponder, que envia sinais para o controle de tráfego aéreo civil.
Najib confirmou ainda que os radares da força aérea da Malásia continuaram recebendo sinais do avião, que virou para leste, cruzando a região peninsular e indo em direção a trechos do norte do estreito de Malaca. O primeiro-ministro disse ainda que o último sinal confirmado entre a aeronave e o satélite chegou as 8h11, sete horas e meia depois da decolagem. Isso é mais de cinco horas depois do tempo anterior dado pelas autoridades da Malásia como o do último contato. (As informações do Estadão)

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