terça-feira, 10 de junho de 2014

CEMITÉRIOS MUNICIPAIS DA CAPITAL EXIBEM CENÁRIO DO ABANDONO

A precariedade dos cemitérios municipais da capital baiana é alvo de reclamações de pessoas que já sofrem com a perda de parentes e, sem recurso financeiro, procuram as unidades para sepultá-los. Mato, sujeira e estruturas físicas deterioradas são problemas comuns a pelo menos três unidades visitadas ontem, apesar de a prefeitura ter anunciado intervenções há cerca de seis meses.

No cemitério de Plataforma, no subúrbio ferroviário, a vegetação alta chega a cobrir alguns mausoléus. Uma lixeira jogada no chão contribui ainda mais para o cenário de descaso. O operador de máquinas José Augusto Góes Neto, 37, foi enterrar o corpo de um vizinho e queixou-se da falta de conservação no local.

"Está muito feio. É uma falta de respeito com nossos parentes que se foram. É preciso cuidar desse espaço também. É mato alto, lixo, mau cheiro. Tudo degradado. Eu não queria ser enterrado aqui. Acho que as pessoas só vêm para cá porque não têm jeito", disse.

O agente funerário Vagner Braga, 35, relatou que a situação é semelhante em outros cemitérios municipais. "É horrível. Falta limpeza e conservação. Há lixo no chão. Não só em Plataforma, em Brotas e Paripe também", destacou.

"É tudo muito precário, a começar pelo banheiro. O mato está tão alto que dá para ver que há meses não fazem nada", acrescentou o estudante de arquitetura da Ufba Roberth Carvalho, 22. (As informações do A Tarde)

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