Enquanto o impasse entre os médicos baianos e o Bradesco Saúde não é resolvido, clientes do plano no estado enfrentam dificuldades para marcar consultas e procedimentos há 42 dias, desde que o atendimento foi interrompido. Como resultado de ação civil pública impetrada na 31ª vara da Justiça do Trabalho pelo Sindicato dos Médicos (Sindimed) na semana passada, uma audiência de conciliação foi marcada para o dia 18. O sindicato argumenta que o Bradesco tem se negado a fazer negociações.
Uma nova assembleia dos médicos está marcada para esta quarta-feira, 6, às 19h30, na sede da Associação Bahiana de Medicina (ABM) para discutir as recusas do Bradesco Saúde em abrir negociação com os médicos baianos. A suspensão também será assunto de pauta da próxima reunião do Conselho Nacional de Saúde Suplementar (Consu), dia 7 de agosto, em Brasília. Segundo o Sindimed, 400 mil baianos são associados ao Bradesco Saúde.
A ação civil pública cobra a recomposição dos reajustes praticados nos últimos 10 anos, com base nos índices aplicados nas mensalidades dos usuários e não repassados aos médicos, tendo como parâmetro a Classificação Brasileira de Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). A ação também pede a garantia do cumprimento do contrato entre o Bradesco e seus usuários.
Em nota oficial, a Bradesco Saúde informou que não foi notificada sobre a ação civil e, por isso, não vai se pronunciar. Disse ainda que a empresa está entre as operadoras privadas que melhor remuneram o ato médico no Brasil e faz o reajuste anualmente dos valores das consultas e de procedimentos médicos acima da inflação geral e dos índices de reajuste anual de mensalidades autorizado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
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