Apesar do destaque dado à eliminação de 1.694 cargos na sua reforma administrativa, o governador eleito da Bahia, Rui Costa (PT), ainda terá à sua disposição cerca de 9,6 mil cargos comissionados, segundo quadros publicados na edição desta terça-feira, 2, do Diário Oficial (ver infográfico abaixo). Segundo a equipe de transição, existem 131.542 servidores efetivos.
Procurada, a Secretaria da Fazenda não informou até o fechamento desta edição quanto da folha de pessoal do Estado corresponde a comissionados atualmente e como ficaria após a reforma de Rui. O Orçamento ainda será adequado à nova realidade, já que a proposta orçamentária para 2015 aponta 11.404 cargos em comissão. Atualmente, conforme a equipe de transição, há 11.113 cargos comissionados no Estado, o que significa que a redução será de aproximadamente 13%, para atingir os 9,6 mil.
No projeto encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador eleito, não consta a extinção dos quase 1,7 mil cargos anunciada na última segunda-feira por ele. Na verdade, o texto traz a eliminação de 1.035 cargos comissionados mas, por outro lado, a criação de outros 635. Feito o balanço, são 400 cargos comissionados a menos. O restante das eliminações é referente a cargos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e da Bahiatursa, que serão transformadas em órgãos de regime especial vinculados às secretarias de suas áreas.
De acordo com a equipe de transição, os cargos extintos de tais entidades não poderiam constar neste primeiro projeto de reforma administrativa por uma questão técnica. Após o anúncio das mudanças, oposicionistas criticaram a reforma por considerá-la pequena. "É melhor do que nada, mas acho uma reforma muito tímida. Ele (Rui) está extinguindo secretarias que já estavam acabadas, como a Secopa e a dos Portos", disse o deputado Carlos Gaban (DEM), vice-líder da oposição na AL-BA.
O deputado federal eleito José Carlos Aleluia (DEM) alfinetou o governador Jaques Wagner. "Ao calcular que o corte vai gerar uma economia anual de R$ 200 milhões, o governador eleito Rui Costa confessa que Jaques Wagner, em oito anos de governo, desviou R$ 1,6 bilhão dos cofres públicos para financiar o fisiologismo de petistas e aliados", afirmou. (As informações do A Tarde)
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