Virou problema político dos grandes para o governador Rui Costa (PT) a extinção das Diretorias Regionais de Saúde (Dires). Em quase todas as 31 cidades onde havia Dires, os seus dois mil profissionais articularam - junto com parlamentares e prefeitos da base aliada e da oposição – frentes de pressão contra o fechamento das unidades, responsáveis pelo fornecimento de vacinas e medicamentos, controle de epidemias, análise da água e fiscalização em hospitais e farmácias.
Nos dois últimos dias, a medida repercutiu negativamente em rádios e portais de notícia espalhados pelo interior e levou o Palácio de Ondina a discutir saídas para enfrentar a onda de críticas.
Entre os porta-vozes da grita contra o fim das Dires, o mais ativo é o deputado eleito Jorge Solla (PT), ex-secretário de Saúde do estado. Em entrevistas a rádios do interior, Solla não alisou. Disse que o governo do estado tomou a decisão sem dialogar com a sociedade, profissionais e antigos gestores da Sesab e que a medida põe em risco programas importantes do SUS.
Para a Sesab, a pressão tem duas origens: as disputas políticas e as insatisfações de 800 médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem que estavam em funções administrativas e terão que voltar ao atendimento. Afirma ainda que foram criados nove Núcleos Regionais de Saúde para concentrar as ações das Dires. (As informações do Correio)
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