Os já clássicos vendedores ambulantes que trabalham nos ônibus de Salvador terão o acesso facilitado a partir de março nos novos ônibus da frota da cidade. Desde que os coletivos começaram a circular, trabalhadores como o vendedor de picolé Rogério Silva, 27, têm dificuldade para entrar "no buzu", como o próprio chama.
"As vendas caíram, está muito ruim para nós. Imagine quando todos os ônibus forem assim", lamentou, ainda sem saber do acordo que a União dos Baleiros da Bahia (Unibal) fechou com a prefeitura para liberar o comércio nos coletivos.
Segundo o presidente da entidade, Gilson Rodrigues, o acerto feito com a Secretaria de Mobilidade (Semob) prevê que todos os comerciantes com uniforme padronizado terão acesso aos veículos para vender.
Uniformes - Até o início de março, de acordo com o sindicalista, as empresas privadas Brasil Kirin, Pepsico, Bolsas Santa Helena e Ok Alimentos entregarão os uniformes à Unibal. Em troca disso, as marcas das corporações serão estampadas na indumentária dos ambulantes. "Dessa forma, vamos impedir que pessoas se passem por ambulantes para não pagar a passagem", explica o secretário de Mobilidade de Salvador, Fábio Mota.
O gestor garante que "nunca foi intenção da prefeitura impedir o acesso dos ambulantes, porque a venda dos produtos nos ônibus é um hábito cultural da cidade que precisa ser respeitado pelo poder público". Conforme Mota, a entrada dos ambulantes será como a dos idosos, mediante liberação da catraca pelos cobradores. Já o presidente da Unibal, Gilson Rodrigues, afirma que o acesso se dará pela porta traseira, usada para desembarcar nos novos coletivos. (As informações do A Tarde)
Nenhum comentário:
Postar um comentário