O ministro do Trabalho, Manoel Dias (PDT), anunciou ontem que o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) deve lançar, até o final de março, 10 programas que, juntos, devem gerar mais de R$ 10 bilhões em arrecadação extra para os fundos dos trabalhadores e, consequentemente, para a Previdência Social. A maioria desses projetos visa aumentar a fiscalização nos benefícios trabalhistas.
Esse montante deverá se somar aos R$ 18 bilhões que o governo pretende economizar por ano com as recentes mudanças nos benefícios trabalhistas e previdenciários. Dias falou após participar de reunião na sede da Força Sindical. Disse que dois programas serão lançados na quarta-feira, 11. O primeiro será a implantação da fiscalização eletrônica de empresas.
A previsão é de que o total de companhias fiscalizadas aumente de 200 mil para 800 mil. O programa deverá gerar uma arrecadação extra de R$ 2,7 bilhões. “O auditor vai poder fiscalizar mil empresas ao mesmo tempo sem sair do local de trabalho”, disse.
O segundo programa a ser lançado na próxima quarta-feira será o de combate ao trabalho informal. A estimativa é incluir mais de 500 mil trabalhadores na formalidade somente em 2015. Aumento que deverá render perto de R$ 2,6 bilhões de arrecadação extra aos fundos dos trabalhadores, estimou. “E a ideia é aumentar esses números nos outros anos”, afirmou o ministro.
Um terceiro programa, ainda sem data prevista para ser lançado, será o que prevê aumentar a fiscalização contra as chamadas “doenças profissionais”. O programa deverá gerar uma arrecadação extra de R$ 1,2 bilhão. (As informações do G1)
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