A crise no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) acarretou mais 2,5 mil demissões. Desde dezembro sem receber salários, trabalhadores da Alumini - empresa citada na Operação Lava Jato que atuava no complexo e entrou em recuperação judicial em janeiro - estiveram no pátio da Vara do Trabalho da cidade de Itaboraí, onde a unidade está instalada, para pedir baixa na carteira de trabalho, anteontem.
Na semana passada, o juiz titular da Vara do Trabalho de Itaboraí, Andre Corrêa Figueira, homologou um acordo de conciliação entre a Alumini e os trabalhadores. Pelos termos do acordo, a empresa tem até o dia 30 de março para pagar a primeira parcela das verbas rescisórias, referentes ao período de 15 de janeiro a 27 de fevereiro. Caso não respeite o prazo, a Alumini terá de pagar uma multa de 50% sobre o saldo devedor.
O restante das verbas referentes à rescisão, como o aviso prévio, 40% de FGTS, férias e 13º salário, será pago em seis parcelas iguais, a partir de 1º de agosto. Se a Alumini descumprir a data de pagamento da primeira parcela, em 30 de março, ou não houver homologação do plano de recuperação judicial até 1º de agosto, o Ministério Público do Trabalho ajuizará ação civil coletiva para cobrar os valores. Nesse caso, a Petrobras também será acionada para quitar a dívida. (As informações do G1)
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