O presidente nacional do PT, Rui Falcão, divulgou nota reafirmando o “integral apoio” do partido ao prosseguimento das investigações da Operação Lava Jato. “O partido reafirma ainda sua convicção de que todos os acusados devem ter direito ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal.
E, ao final de eventual processo, caso seja comprovada a culpa de qualquer filiado ao PT, serão aplicadas punições previstas no estatuto”, diz a nota assinada por Falcão. O PT conclui o comunicado declarando que todas as doações financeiras de campanha que recebe “são legais e devidamente declaradas à Justiça Eleitoral” e diz que “se orgulha de liderar governos que combatem implacavelmente a corrupção”.
O Partido Progressista (PP), que terá 32 investigados pela Procuradoria, divulgou nota na qual disse não compactuar com atos ilícitos e que confia na apuração da Justiça, “para que a verdade prevaleça nas investigações da Operação Lava Jato”.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse, em nota, que dará “todas as explicações à luz do dia” e que prestará “as informações que a Justiça desejar”. A assessoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que o parlamentar vai esperar a formalização do conteúdo do inquérito para se pronunciar.
O ex-governador de Minas e senador Antonio Anastasia (PSDB) também disse que vai esperar seu advogado. “O senador não vai comentar enquanto o advogado constituído não tomar conhecimento do teor do processo”, informou a assessoria do tucano.
Alvo das delações, Renan Calheiros responderá a três inquéritos por lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha. O presidente do Congresso e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), será investigado pelo STF pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, o ministro Teori Zavascki autorizou a abertura de três inquéritos contra o peemedebista.
A partir das petições 5254 e 5274, Renan Calheiros será investigado, juntamente com o deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em dois inquéritos separados. O primeiro inquérito é baseado na delação premiada do ex-diretor da Área de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa sobre corrupção na Transpetro.
No segundo inquérito, que também cita o depoimento de Costa, o doleiro Alberto Youssef fala de negociação com uma construtora em que Aníbal Gomes receberia “pagamento da comissão” para Renan. O terceiro inquérito contra o senador, a partir da Petição 5260, relaciona Renan ao cometimento dos crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva com outros 36 políticos.(As informações do G1)
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