Do banco de reservas Claudinei Oliveira buscava em Carlos Amadeu conselhos para conseguir mudar o fim da vergonhosa noite de sábado no Barradão. As mudanças vieram, mas só em nomes. E o time que se classificava às semifinais até com derrota por um gol de diferença, acabou levando 2x0 do Colo-Colo e abandonando a disputa prematura. Essa será a primeira vez desde 1984 que o Vitória não vai figurar sequer entre os quatro primeiros do estadual.
E após Neto Baiano, que perdeu pênalti aos 40 do segundo tempo, se culpar pela eliminação, foi a vez do estreante Claudinei tentar explicar o inexplicável. “Nem no pior dos pesadelos, imaginávamos ser eliminados nas quartas de final do Campeonato Baiano. Se estou aqui, é porque algo não estava bem. Lamento estrear com derrota, mas preferi sentar na beira do campo, porque é meu perfil é botar a cara. O futebol não tem tempo técnico. Se tivesse, a gente parava depois do primeiro gol”, declarou Claudinei, que assinou por dois anos e já sabe que, se cumprir o contrato, não vai disputar o Nordestão 2016 – só os três primeiros do estadual garantem vaga.
Por falar na Copa do Nordeste, é a única competição no semestre capaz de minimizar a vergonha de sábado. Na quinta-feira, o rubro-negro volta a campo para pegar o América-RN, pelo jogo de ida das quartas de final. E ainda no calor da fracasso, foi inevitável pra Claudinei não falar em possíveis mudanças.
“Não dá nem prazer em rever, mas temos que ver (vídeo do jogo) para crescer e aprender como nossos erros. Alguma coisa deve mudar com nosso jogo. Fui contratado para resolver, para encontrar soluções. É o que vou fazer. O tempo é curto agora para trabalhar, mas vamos ter uma evolução, desde que tenha tempo”, comentou Claudinei. (As informações do Correio)
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