Duas semanas após anunciar medidas de redução de gastos, a Universidade Federal da Bahia (Ufba) divulgou que tem um déficit de R$ 25 milhões relativo ao orçamento de custeio do ano passado. Este valor inclui desde o pagamento das contas de água, luz, telefone e terceirizados até a compra de materiais básicos, como papel higiênico. Em um comunicado, a instituição detalhou o orçamento que vai dispor em 2015 e reforçou que a situação não está nada boa.
Este ano, em meio às orientações de redução de consumo de energia, água e telefone e até de contratos com empresas terceirizadas, a verba total aprovada para a universidade foi de R$ 1.314.749.911. O valor é 16,9% maior do que o de 2014, quando a instituição teve pouco mais de R$ 1,12 bilhão disponibilizado pelo Ministério da Educação (MEC). Mas o problema é que, desde o ano passado, os gastos já estavam fora do controle: o orçamento efetivamente executado foi cerca de 1,2 bilhão, ou seja, maior do que o que poderia.
De acordo com a Ufba, o déficit no custeio se deu porque os contratos de 2014 tiveram valores mensais que ultrapassaram a disponibilidade prevista na lei orçamentária do ano (LOA). No primeiro lugar das dívidas ficaram os serviços de manutenção predial, reformas e projetos, com um déficit de R$ 5,5 milhões.
Logo em seguida vêm os serviços de vigilância, com R$ 4,5 milhões, e os serviços de limpeza, com R$ 4 milhões. Depois entra o fornecimento de energia elétrica (R$ 2,3 milhões), os serviços de portaria (R$ 1,7 milhão), manutenção de equipamentos e serviços. Para completar, de janeiro a março deste ano, os recursos da Ufba ainda foram diminuídos em 30%, já que a instituição aguardava a aprovação da LOA de 2015 pelo Congresso Nacional – o que só ocorreu em 17 de março. A lei ainda precisa ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff. (As informações do Correio)
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