sábado, 18 de abril de 2015

PF ENTREGA DEPOIMENTOS DE TRÊS DEPUTADOS AO SUPREMO

A Polícia Federal encaminhou nesta sexta-feira (17) ao Supremo Tribunal Federal (STF) documentos com provas e depoimentos de três deputados. As declarações dos parlamentares foram dadas na semana passada, em um dos inquéritos da Operação Lava Jato, que investiga suposto esquema de pagamento de propina com recursos de contratos da Petrobras. Em março, o ministro do STF Teori Zavascki autorizou a abertura de inquéritos para investigar 49 pessoas – das quais 47 políticos. Os documentos encaminhados nesta sexta ao Supremo se referem a um dos inquéritos, que tem 39 investigados e apura se existiu uma quadrilha para fraudar a Petrobras.

Em depoimento prestado no último dia 10, o deputado do PP Luiz Carlos Heinze (RS) afirmou que “já tinha ouvido falar de esquemas de corrupção dentro do partido”. Ele, no entanto, negou participação no suposto esquema e disse não saber quem participava. Dos cinco partidos com políticos listados nesta fase da investigação, o PP é o que tem o maior número de integrantes sob suspeita: 32 membros.

O G1 entrou em contato com a assessoria de imprensa da presidência do PP, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem. Além de Heinze, também foram ouvidos pela PF os deputados do PP Renato Molling e Jerônimo Goergen, todos do Rio Grande do Sul.

Heinze disse não conhecer Alberto Youssef e afirmou que acredita que seu nome “tenha sido usado indevidamente por lideranças do PP que se beneficiaram do esquema”. “[Ele disse] que, como parlamentar integrante dos quadros do PP, já tinha ouvido falar de esquemas de corrupção dentro do partido. Que [ele próprio] não tinha envolvimentos com a cúpula do partido [... e] que não sabe exatamente quem participava" do suposto esquema, diz o documento da PF. (As informações do G1)

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