Navegando em mar turbulento, o governador Rui Costa (PT) completou 100 dias de gestão fazendo o "feijão com arroz", em função da escassez de recursos que se refletiu numa queda de 4% na arrecadação nos três primeiros meses do ano. O enxugamento, o corte de despesas e uma política de "ajustes" foram as balizas desse período. O governo tenta implantar a reforma administrativa aprovada no final do ano passado para tentar economizar R$ 200 milhões por ano, mas o processo é lento e os resultados só serão sentidos do segundo semestre em diante.
Enquanto isso, a gestão sofre a pressão dos servidores que lutam pela reposição do salário pelo índice inflacionário de 6,41% (que representa um aporte de R$ 800 milhões em 2015) e a insatisfação dos deputados estaduais. O governo só admite pagar a reposição em duas etapas, 3,5% em março e 2,9% em novembro.
O governador negou em março pedido de verba suplementar para a Assembleia Legislativa. Também se reuniu com parlamentares para avisar sobre a impossibilidade de contratar obras novas nas bases eleitorais dos deputados.
O vice na Lava Jato - Outro incômodo foi a lista de políticos envolvidos com os supostos desvios investigados na Operação Lava Jato. Na relação que o procurador da República Rodrigo Janot enviou para o Supremo Tribunal Federal (STF) estão o vice-governador João Leão (PP) e os aliados Mário Negromonte, conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) e o deputado Roberto Britto (PP).
O governador tenta tocar a gestão como se a Lava Jato não afetasse o dia a dia, embora a operação tenha causado um forte impacto num dos grandes projetos de infraestrutura do estado, o Estaleiro Paraguaçu, que paralisou suas obras de conclusão devido à falta de repasse de seu principal cliente, a Sete Brasil, envolvida no chamado Petrolão. LEIA MAIS
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