A Aneel puniu os consórcios responsáveis pelas três hidrelétricas em construção mais importantes do país pelos atrasos nas obras e na oferta de energia que elas eram obrigadas a cumprir por contrato. O governo diz que a decisão da agência reguladora não é definitiva e aguarda um parecer da Advocacia Geral da União. Só nos três primeiros meses do ano, em média, o aumento de energia foi de 43%, comparado ao mesmo período de 2014. O consumidor sentiu.
São várias as causas: a seca, o uso das térmicas e também o atraso em obras de usinas que prometiam colocar energia nova no mercado, mas não colocaram. A maior hidrelétrica em construção no país, a usina de Belo Monte, no Pará, deveria ter começado a gerar energia em fevereiro deste ano, mas isso só vai ocorrer em fevereiro do ano que vem. A Aneel também comprovou atrasos nas obras das usinas de Jirau e de Santo Antonio, em Rondônia. Elas começaram a gerar energia, mas menos do que deveriam por contrato. Por isso a agência reguladora decidiu punir os consórcios responsáveis pelas três hidrelétricas.
Pela decisão, as usinas terão que pagar as distribuidoras com quem tinham contrato e que tiveram que comprar no mercado à vista a energia que faltou, pra não deixar o consumidor sem luz. “Hoje, o que está estabelecido na carteira de contrato das distribuidoras é que esses contratos vão entrar pelo preço do leilão. Se essa energia não entrar e a distribuidora tiver que comprar essa energia no mercado, ela vai comprar essa energia por um preço quatro vezes mais caro do que o preço do contrato e ela vai ter que repassar isso para o consumidor final, então, a decisão vai pender ou pra um lado ou pra outro”, explica Cristopher Vlavianos, presidente da Comerc. Pelos cálculos da consultoria, esse ressarcimento que as hidrelétricas teriam que fazer seria de cerca de R$ 5,7 bilhões. (As informações do G1)
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