A Justiça paquistanesa condenou à prisão perpétua dez homens envolvidos no ataque à jovem ativista Malala Yousafzai em 2012, informou ontem um promotor público. Vencedora do prêmio Nobel da Paz do ano passado, a militante pelo direito à educação foi alvo de um atentado dos talibãs paquistaneses do TTP quando retornava da escola em sua cidade natal de Mingora.
Malala tinha 14 anos e escrevia um blog em defesa do acesso das mulheres ao ensino formal. No dia 9 de outubro de 2012, vários jihadistas do TTP invadiram o ônibus escolar a sua procura e dispararam à queima-roupa contra a cabeça da adolescente. Por milagre, o tiro não matou a jovem. Em estado de coma, Malala foi levada para um hospital de Birmingham, na Grã-Bretanha, onde recuperou a consciência seis dias depois. Em setembro do ano passado, o Exército paquistanês anunciou a detenção de 10 suspeitos.
Os acusados foram julgados por um tribunal antiterrorista local. “Cada um deles recebeu uma pena de 25 anos de prisão”, o que equivale à prisão perpétua no direito paquistanês, informou uma fonte, que pediu anonimato por temer represálias dos talibãs. De acordo com o G1, as autoridades de Islamabad, onde ocorreu o julgamento, afirmam que o homem suspeito de ser o autor do disparo contra Malala, identificado como Ataullah Khan, estaria foragido no Afeganistão, junto com o líder talibã paquistanês, Mulá Fazlullah, que ordenou o ataque.
Uma autoridade disse à Reuters que nenhum dos quatro ou cinco homens que atacaram Malala, em 2012, está entre os dez militantes condenados, os quais estariam envolvidos no planejamento e na execução da tentativa de assassinato. Não se sabe exatamente quais são as acusações feitas contra os dez militantes, que foram julgados em um tribunal antiterrorismo. Ameaçada de morte pelo Talebã, Malala, hoje, vive com a sua família no Reino Unido. (As informações do G1)

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