quarta-feira, 20 de maio de 2015

ENTIDADES REAGEM A SEQUESTRO DE MÉDICA EM SAÍDA DE HOSPITAL

Três dias após o sequestro e estupro de uma médica do Hospital São Rafael, profissionais da unidade fizeram na manhã desta terça-feira, 19, manifestação por mais segurança. Depois, a direção do hospital, integrantes do sindicato dos médicos e do Conselho Regional de Medicina se reuniram com representante Well Park, que administra o estacionamento onde a médica foi abordada, para cobrar controle de acesso.

Apesar de o tema segurança ter norteado o encontro, a equipe de A TARDE observou que o acesso ao estacionamento era livre. No final da manhã, o portão continuava aberto e nenhuma pessoa havia sido abordada. O sentimento de quem usa o espaço é de medo: "Não só aqui nesse estacionamento, mas em muitos outros espalhados pela cidade. O perigo é maior para mulheres", frisou uma enfermeira.

Relação de consumo - Mais que uma questão de segurança nos estacionamentos privados, qualquer crime nesses espaços envolve uma relação de consumo. É o que diz o diretor de fiscalização do Procon-BA, Iratan Vilas Boas. "O Código de Defesa do Consumidor diz que a responsabilidade (em casos de crimes ocorridos em estacionamentos pagos) é objetiva do fornecedor, ainda que não tenha culpa do acontecido, mas pelo fato de a prestação do serviço se considerar defeituosa".

O mesmo vale para estabelecimentos que não cobram pelo estacionamento, como supermercados e shoppings. "Porque também se configura uma relação de consumo, tendo em vista que a cobrança é indireta, já que o cliente foi atraído pelos produtos e serviços oferecidos no local". Nesses casos - prossegue - quando o consumidor é vítima de um crime (seja roubo, sequestro, estupro ou homicídio, por exemplo), a empresa que oferece o serviço de estacionamento deve responder na Justiça pelos danos materiais e morais.

A vítima, de 32 anos, foi abordada no estacionamento por um homem de jaleco por volta das 18h30 de sábado. Antes de sair do local, de tentar fazer saques na conta bancária e, depois, estuprar a vítima, o criminoso passou cerca de 90 minutos com a mulher. Por volta das 20h, os dois deixaram o estacionamento, com a médica dirigindo seu Honda Civic prata e o estuprador no banco do carona. O bandido ainda ordenou que a vítima apagasse todos os aplicativos do celular e do tablet, para não ser rastreado durante o crime.

O estuprador, então, deu prosseguimento ao crime e levou a mulher para uma agência bancária em Porto Seco Pirajá. Como a agência estava fechada, o agressor obrigou a vítima a dirigir até um matagal, onde consumou o estupro, fazendo uso de preservativo. (As informações do A Tarde)

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