A arrecadação de impostos e contribuições continuou sofrendo, em julho, os efeitos da crise econômica e do baixo nível de atividade e teve desempenho ruim para o mês - apesar do aumento de vários tributos autorizado no começo deste ano - segundo dados da Secretaria da Receita Federal divulgados nesta terça-feira (18).
No mês passado, a arrecadação federal somou R$ 104,8 bilhões e, com isso, teve queda real de 3,13% sobre o mesmo mês de 2014. Este foi o pior desempenho, para meses de julho, desde 2010, ou seja, dos últimos cinco anos. O fraco resultado aconteceu apesar do ingresso, no mês passado, do pagamento de R$ 2,3 bilhões pelas empresas relativo ao pagamento de impostos atrasados.
"O comportamento da arrecadação decorre de uma conjugação de fatores, todos eles vinculados à atividade econômica. A forte desaceleração da atividade econômica impactou muito fortemente a arrecadação tributária", declarou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias.
Segundo ele, alguns tributos têm comportamento muito "aderente" (ligado) ao desempenho do consumo e do comércio varejista, enquanto outros têm comportamento muito próximo ao desempenho da indústria. "E outros à perspectiva de resultados positivos, como o IR e a CSLL. Em um momento de incertezas, isso gera impacto forte sobre o IR e a CSLL", acrescentou o representante do Fisco. (As informações do G1)
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