terça-feira, 18 de agosto de 2015

SEM COMBUSTÍVEL, ÔNIBUS DE FEIRA DE SANTANA PARAM PELO TERCEIRO DIA

Falta de óleo diesel. Esta é a alegação das empresas 18 de Setembro e Princesinha para a paralisação dos ônibus de Feira de Santana (a 109 quilômetros de Salvador). A interrupção teve início na tarde de domingo, 48 horas após serem anunciadas as duas empresas vencedoras da licitação, que devem operar o sistema por 15 anos.

Nesta terça-feira, 18, a cidade amanheceu, pelo terceiro dia consecutivo, sem os 270 coletivos que compõem a frota nas ruas. Por conta disso, os moradores lotam os pontos de mototáxis e de vans. Para usar o serviço de motos, por exemplo, os passageiros estão desembolsando cerca de R$ 25.
Segundo Ronaldo Mendes, advogado da 18 de Setembro e Princesinha, com o fim do contrato emergencial de prestação do serviço de transporte urbano, na sexta-feira, 14, os fornecedores de combustíveis suspenderam automaticamente os contratos que mantinham com estas duas empresas, inseguros quanto à continuidade do pagamento.

Já a prefeitura disse em nota que o contrato emergencial com as duas empresas vigora até o dia 25 e que legalmente elas não podem recolher os seus veículos. E que a administração municipal propõe a prorrogação por mais seis meses, que é o prazo máximo para as vencedoras da licitação assumirem o serviço, com 270 ônibus novos. A prefeitura diz que adotará todas as medidas que estejam ao seu alcance no sentido de garantir o cumprimento das responsabilidades por parte das empresas que ainda se encontram à frente do transporte urbano e, ao mesmo tempo, assegurar a mobilidade do cidadão usuário do serviço.

"Na verdade, tínhamos um acordo com os fornecedores, os quais temos uma dívida antiga, então estávamos comprando o combustível à vista. Mas, como houve o fim do contrato emergencial (negado pela prefeitura), eles suspenderam o abastecimento alegando que não tinham segurança de receber, já que as empresas não mais circulariam no município", alegou.

Segundo o advogado, em 25 de fevereiro foi feito um contrato emergencial entre as empresas e a prefeitura, com duração de seis meses, para que as mesmas continuassem operando até o fim da licitação (que é alvo de demanda judicial), o que (garante ele) ocorreu na última sexta.
"Então, não estamos errados. Houve o anúncio das vencedoras e automaticamente o nosso contrato foi finalizado. Se a prefeitura tinha a vontade de continuar, deveria ter nos chamado para um acordo, o que não foi feito", alegou. (As informações do A Tarde)

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