quinta-feira, 20 de agosto de 2015

SUSPEITO DE MATAR PADRE FOI PRESO APÓS DENÚNCIA; COMPARSA FUGIU

O suspeito de envolvimento na morte do padre Antonio Alves de Almeida foi preso pela polícia depois de uma denúncia anônima. Italo Fernando Moreira Santana, 22 anos, o Tito, foi preso em uma casa na Boca do Rio. Um comparsa dele, também envolvido no crime, estava na casa mas conseguiu fugir. A polícia já identificou este suspeito e um terceiro envolvido, que seguem sendo procurados.

O padre foi morto em junho deste ano. Ele foi encontrado na casa em que morava, na Boca do Rio, com as mãos e pescoços amarrados e sinais de apedrejamento, além de facadas pelo corpo. Ele atuava como capelão do Cemitério Bosque da Paz.

Italo afirmou que sua participação no crime seria ser o motorista de chegada e de fuga. A intenção dos bandidos era roubar o padre, segundo a polícia. O suspeito responderá por latrocínio. Segundo a Polícia Civil, Italo tinha passagem por roubo de carro e era conhecido pela violência com as vítimas. O padre estava se preparando para voltar a morar em Pernambuco quando foi morto.

Relembre o caso - "Um inquilino do padre estranhou por que ele não respondia aos chamados e acionou a polícia. Uma das nossas equipes foi até o local e, quando entrou na casa, encontrou o corpo dele”, explicou o delegado Marcelo Sansão, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ainda segundo o delegado, o padre usava camisa e bermuda quando foi localizado. Ele morava no segundo andar da casa, que tinha três pavimentos. Os outros dois, o padre alugava. O dinheiro desses aluguéis, segundo Sansão, ele remetia para os irmãos, que moram em Pernambuco.

A casa tinha objetos revirados, louças sujas na pia, uma faca de serra sobre a cama e um tijolo. O padre, que morava sozinho, foi golpeado com o tijolo e com a faca. O delegado Sansão não soube precisar quantas facadas foram desferidas, mas ressaltou que foram “muitas”. O padre teve apenas um celular e as chaves do carro roubados.

VisitasPessoas próximas ao religioso contaram que, ocasionalmente, o padre recebia visitas em casa para jogar pingue-pongue. As visitas não eram vistas com bons olhos pelo afilhado, o comerciante Mardosn Souza Almeida, 31, temia que algo acontecesse, já que o padre já havia sofrido uma tentativa de assalto “há alguns anos” e também acabou amarrado e trancado dentro do banheiro.“Pediam para ele entregar dinheiro, mas ele disse que não tinha. Três ou quatro bateram nele”, contou Mardson. "Eu sempre falava para ele não levar essas pessoas que ele não conhecia para dentro de casa. Porque, às vezes, ele só conhecia um deles, que levavam outros amigos. Mas ele não me ouvia”, contou o afilhado. (As informações do Correio)

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