quarta-feira, 14 de outubro de 2015

APÓS ROUBO, LADRÕES TROCAM TIROS COM POLÍCIA NA PARALELA

Uma troca de tiros assustou quem passava perto de um ponto de ônibus próximo a uma universidade na Avenida Paralela na noite desta terça-feira (13). Segundo a Central de Polícia, ladrões estavam roubando pessoas no ponto de ônibus quando um policial militar que passava pelo local reagiu. O roubo aconteceu perto de uma passarela que liga o ponto à Unijorge. Não houve feridos. Os ladrões estavam em um carro preto e conseguiram fugir. Até o momento, eles não foram identificados e ninguém foi preso. Os bandidos seguiram sentido Shopping Paralela. A polícia orientou quem teve pertences roubados a registrar queixa na delegacia.

Morte de PM - Em setembro, um cabo da PM estudante da Unijorge foi morto em uma tentativa de assalto na passarela. O assaltante que atirou e matou o cabo da Polícia Militar Arisvaldo das Neves Santana, 47 anos, na passarela em frente à Unijorge, fingiu ter sido vítima de um assalto, voltou para o bairro onde mora e pediu socorro a um vizinho. Antônio de Jesus Oliveira, 38 anos, levou um tiro no lado esquerdo do peito quando tentou roubar o PM, a esposa dele e o sobrinho.

Antônio estava com o comparsa Tawan da Silva Barbosa Tosta, 19 anos, quando abordou as vítimas na passarela. Segundo o delegado Odair Carneiro, da Delegacia de Homicídios Múltiplos (DHM), foi Antônio quem estava na passarela aguardando a primeira vítima que passasse para assaltar. Tawan ficou no carro de Antônio, próximo ao local do crime, aguardando o comparsa ajudar na fuga. "Eles estavam lá para assaltar qualquer pessoa, o policial estava presente, fez um movimento brusco, o homem atirou, ele revidou e o policial morreu", disse.

Quando as vítimas passaram, Antônio anunciou o assalto, mas o PM reagiu. Arisvaldo sacou a arma, mas foi baleado na região do tórax e embaixo da axila. Ele conseguiu atirar no assaltante, mas o suspeito conseguiu pular da passarela, entrar no carro e fugir.

Socorro - Após o crime, Antônio e Tawan voltaram para a rua Sete de Setembro, no bairro de Mata Escura, onde moram e pediram socorro a um vizinho. "Eles chegaram lá dizendo que tinham sido vítimas de um assalto. Contaram que o combustível do carro estava acabando e o vizinho levou Antônio para o Hospital Roberto Santos", contou o delegado.

No hospital, o assaltante assumiu a autoria do crime aos policiais da 23ª Companhia Independente da Polícia Militar (Tancredo Neves) e do Policiamento Tático (Rondesp Central). "Quando começaram a fazer o interrogatório, o Tonho [Antônio] confessou ter participado do crime", disse Odair Carneiro. Ele também revelou a participação de Tawan e onde ele estava. O jovem foi preso na casa dele ainda com o carro usado durante o crime. Antônio segue custodiado no hospital.

"Em operação conjunta, conseguimos prender o Tawan, que foi conduzido para a sede do DHPP. Eles sempre eles iam de carro, paravam próximo à passarela, e um dos indivíduos iam em direção a populares", explicou. O sepultamento de Arivaldo foi às 16h, no cemitério Bosque da Paz. Ele era lotado no Departamento de Modernização e Tecnologia (DMT) e estava na corporação havia cerca de 20 anos. O PM estudava administração na Unijorge e deixou a esposa e duas filhas, um de três e outra de nove anos.

Segundo a irmã da vítima, que não quis se identificar, ele tinha atravessado a passarela com a esposa e o sobrinho, que para pegar um ônibus intermunicipal e seguir até Arembepe, onde morava. "Ele era muito responsável e cuidava da mãe que é deficiente física. Era ele quem levava ela para os médicos e resolvia tudo", contou. O delegado informou que os suspeitos não têm passagem pela polícia. "O Antonio saiu há 90 dias da Insinuante e Tawan, há 60 dias deixou o emprego de recepcionista", disse o delegado, que informou que somente o inquérito poderá dizer se o crime pode ter sido motivado pelo desemprego de ambos.

Assaltos - Ainda de acordo com ele, os assaltos são constantes na região, principalmente na saída dos estudantes das faculdades localizadas na avenida. Ainda segundo ele, não há registros de que a dupla praticava assaltos na região. De acordo com o major Agnaldo Ceita, a PM faz policiamento ostensivo nas passarelas. "Temos policiamento ostensivo na região das passarelas da Unijorge, da FTC, e outras faculdade ali situadas. Não conseguimos cobrir todas, principalmente, porque a ação é sempre nas saídas dos estudantes e aproveitam para realizar esse tipo de delito", informou. Ele não soube dizer se havia policiamento em alguma passarela da avenida no momento do crime. (As informações do Correio)

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