O chefe do escritório de Direitos Humanos da ONU, Zeid Ra'ad al-Hussein, classificou de "crime de guerra" o bombardeio que atingiu um hospital da organização Médico sem Fronteiras (MSF) em Kunduz, no norte do Afeganistão. Pelo menos 19 pessoas morreram. “Esse evento profundamente chocante deve ser rapidamente, profundamente e independentemente investigado, e seus resultados devem ser tornados públicos”, disse Zeid Ra'ad al-Hussein em um comunicado divulgado neste sábado (3).
“A seriedade do incidente é ressaltada pelo fato de que um bombardeio contra um hospital pode ser considerado um crime de guerra”, finalizou. Para Zeid Ra'ad, o incidente "extremamente trágico, sem desculpas e possivelmente até criminoso". A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) condenou o ataque que causou a morte de, pelo menos, 12 membros da organização, quatro pacientes adultos e três crianças. O ataque deixou mais 37 feridos.
“É com profundo pesar que confirmamos a morte de nove elementos da MSF durante o bombardeamento da noite passada num hospital da organização em Kunduz”, diz comunicado da MSF. A MSF esclarece que todas as partes envolvidas no conflito, inclusive em Cabul e Washington, foram claramente informadas da localização exata (coordenadas GPS) das instalações da organização em Kunduz, incluindo o hospital, a pousada, o escritório e uma unidade de estabilização em Chardara, no noroeste de Kunduz. (As ninformações do G1)
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