A rede portuguesa Pestana anunciou ontem que vai demitir mais 40 funcionários em Salvador. Em crise com baixos níveis de ocupação, a empresa já havia dispensado entre 110 e 120 trabalhadores da unidade do Rio Vermelho no ano passado. A notícia de novos cortes aconteceu cinco dias após a confirmação do fechamento da unidade para reformas, por tempo indeterminado, a partir de 1º de março.
Conforme noticiado pelo CORREIO, o primeiro cinco estrelas de Salvador e ainda hoje o maior hotel da cidade passa por dificuldades, que culminaram em demissões e no fechamento de nove dos andares de apartamentos. As unidades do Pestana no Convento do Carmo, no Centro Histórico, e o Bahia Lodge, que funciona como aparthotel no Rio Vermelho, vão continuar operando normalmente.
“Hoje temos 120 funcionários e devemos ficar com 80. Num momento em que o nível de ocupação fechou o ano em 52% – sendo que estamos com uma média de 54% (agora em janeiro) – e a gente passou de 430 apartamentos em funcionamento para 310, desligamentos são inevitáveis”, explica o diretor de operações do grupo no Brasil, Paulo Dias, em entrevista ao CORREIO. Segundo ele, com o Lodge, apenas 100 apartamentos serão oferecidos a interessados em se hospedar no local. Ao sindicato dos empregados do setor (Sindhotéis), o hotel vinha negando as demissões, como revelou o presidente José Ramos. “Eles disseram que não iam demitir mais”, disse. De acordo com ele, o Sindhotéis tem reunião marcada com a diretoria do hotel hoje, às 9h. “Vamos tentar negociar ao menos o plano de saúde por mais tempo, para aliviar o sofrimento dos demitidos”, explica.
O diretor do Pestana diz que o hotel fechou as contas no vermelho, como boa parte dos hotéis da capital baiana, o hotel encerrou 2015 no vermelho. “O nível de demanda da cidade tem caído há mais de seis anos”, afirma. Dias disse que o hotel está inserido em uma crise pela qual passa todo o setor hoteleiro. Ele atribuiu a situação a três fatores: a queda da Bahia do posto de primeiro destino do Norte/Nordeste e, consequentemente, do turismo de lazer; a crise econômica e a queda do turismo de negócio; além de deficiências na infraestrutura, com o fechamento do Centro de Convenções da Bahia (CCB) e a reforma no aeroporto internacional de Salvador. Segundo ele, o caminho para que o setor volte a crescer passa por uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada. “Temos que lutar para voltar a ser o melhor destino do país”, acredita. (As informações do Correio)
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