Manter a tradição sem agredir o meio ambiente será o desafio que os membros da Colônia de Pescadores do Rio Vermelho decidiram encarar durante a Festa de Iemanjá deste ano. A ideia é que os presentes à Rainha do Mar, que costumam incluir materiais poluentes, tenham materiais biodegradáveis. A própria colônia, que faz a entrega do presente principal ao orixá, resolveu fazer uma campanha de preservação ao mar, com faixas e cartazes espalhados pelo bairro.
Segundo o presidente da Colônia Z1, Marcos Souza, o Branco, a ideia é que a tradição da oferenda seja mantida, mas que a sujeira fique longe da festa. “Estamos fazendo uma campanha sobre a preservação do mar. Vamos fazer uma estratégia de conscientização: só produtos biodegradáveis”, explica ele, apesar de o presente principal, este ano, ainda não ser totalmente biodegradável ou não poluente.
Hoje, o material ofertado será uma escultura de um animal marinho em extinção, semelhante ao que aconteceu em 2014, quando os pescadores ofereceram ao orixá a escultura de uma tartaruga cabeçuda. De acordo com Branco, a escultura deve se tornar uma região de corais no fundo do mar e não prejudica o meio ambiente.
O presente chega ao barracão, instalado em frente à colônia, na Praia da Paciência, às 5h de hoje e será revelado ao público. Para quem vai seguir a recomendação dos pescadores, a representante da Comissão Gestora do Bairro-Escola Rio Vermelho, Fernanda Colaço, indica que, quem puder, faça balaios coletivos.
“A gente recomenda que as pessoas façam balaios coletivos, porque já é uma quantidade menor de dejetos no mar, juntas várias pessoas e coloca menos”, indica. A comissão sempre faz campanhas de conscientização para a preservação do meio ambiente durante a festa. Nesse caso, a recomendação é que se oferte frutas e flores. (As informações do Correio)
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