Rui Costa reuniu-se na semana passada, num encontro por ele provocado, com os dirigentes dos outros poderes: Maria do Socorro Santiago (TJ), Marcelo Nilo (Assembleia), Inaldo Paixão (TCE), Chico Neto (TCM) e Clériston de Macêdo (Defensoria Pública). Fez detalhada explanação sobre a situação financeira do estado, que na crise sofreu grandes perdas de receita, principalmente nos repasses do Fundo de Participação dos Estados (FPE). Disse que já ultrapassou o limite prudencial e está à beira do colapso. E pediu a todos rigor na contenção de gastos, com o lembrete: se a coisa continuar como vai, a Bahia corre sério risco de ter que, a partir de novembro, fazer o que mais de 20 dos 27 estados já estão fazendo, parcelar o pagamento de salários.
Rui quer que tais reuniões sejam mensais. Em suma, o aperto de cinto vai ser geral. Perdas - Os números da Sefaz apontam que a queda do FPE é vertiginosa, beira os 50%. Em 2012 significava 36% da receita do estado, ano passado era 32%. A perda é de R$ 1,05 bilhão, além de mais R$ 1,5 bilhão de convênios firmados com o governo federal e não honrados.
Com Jucá - Rui e o secretário Manoel Vitório (Fazenda) embarcaram nesta quarta para Maceió para reunião com os governadores do Nordeste. Vão discutir a situação. Governadores foram a Romero Jucá, novo ministro do Planejamento, pedir carência de um ano no pagamento das dívidas com a União.
Resposta de Jucá: 'Nem pensar'. Condenação - Com todos esses problemas, Rui Costa ganhou um a mais: o juiz Mário Soares Caymmi Góes, da 8ª Vara da Fazenda Pública, condenou ele e o secretário Manoel Vitório, se não chamarem os agentes de presídio que passaram num concurso. (As informações do A Tarde)
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