quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

COM A RECESSÃO, INFLAÇÃO OFICIAL FICA ABAIXO DO TETO DA META EM 2016

Os aumentos de preços na economia brasileira voltaram a ficar comportados em dezembro. A alta de 0,30% no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi o resultado mais baixo para o mês desde 2008. A variação contribuiu para a inflação oficial encerrar 2016 em 6,29%, dentro da meta estipulada pelo governo, informou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação em 2016 livra o Banco Central de dar explicações ao Ministério da Fazenda. Mas, segundo o IBGE, o arrefecimento dos preços foi impulsionado por ingredientes negativos, como recessão econômica, deterioração no mercado de trabalho e juros altos.

“A demanda mais fraca contribuiu muito no sentido de desacelerar o IPCA em 2016”, disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. A tendência é que o alívio na inflação se prolongue ao longo deste ano e traga o IPCA para o centro da meta (4,5%), o que vai permitir uma redução mais forte na taxa básica de juros (Selic) nos próximos meses, dizem analistas.

Segundo Eulina, vários componentes pressionaram os preços no ano passado, como o impacto climático sobre as lavouras, o efeito da instabilidade política sobre o dólar e o aumento do ICMS sobre diversos produtos, como chocolate, cigarro e cerveja. No entanto, desemprego, queda na renda e restrição ao crédito reduziram o consumo das famílias, impedindo repasses maiores aos preços.

A demanda mais fraca está presente nos aumentos menores dos alimentos, mas também em recuos importantes como os de passagens aéreas, automóvel usado, peças de mobiliário. Já as principais elevações de preços em 2016 entre os itens não alimentícios foram consequência da indexação, ou seja, de aumentos que repõem a inflação passada, que foi bastante elevada. Foi o caso dos planos de saúde, que subiram 13,55% em 2016, causando o segundo maior impacto no IPCA do ano, atrás apenas da alimentação fora do domicílio (com alta de 7,22%). (As informações do Estadão)

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