quinta-feira, 8 de junho de 2017

GERAÇÃO SOLAR FICA MAIS COMPETITIVA E ATRAI INTERESSE DE EMPRESAS BAIANAS

A busca da economia de energia por uso de sistema solar tem crescido entre empresas e instituições baianas. Somente na companhia Ecoluz, especializada na consultoria, elaboração e instalação de projetos na área, foram encomendados estudos de viabilidade econômica por instituições que atuam em diversos segmentos em Salvador, a exemplo dos shoppings Barra e Bela Vista, Secretaria da Fazenda do Estado e Santa Casa da Misericórdia, provedora do Hospital Santa Izabel e do Cerimonial Rainha Leonor (Pupileira).

Em julho, a concessionária Trilha, revendedora da montadora Troller em Lauro de Freitas, deve começar a operar um sistema próprio a partir de energia produzida com placas fotovoltaicas instaladas a mais de 860 quilômetros da concessionária. A usina foi instalada na fazenda do grupo no município de São Félix do Coribe, no oeste do estado.

A geração remota, quando as placas são instaladas fora do local de consumo, funciona assim: a empresa produz a energia solar e, depois, transfere para o sistema de distribuição da Coelba, no caso, em São Félix do Coribe, recebendo, por outro lado, no prédio da concessionária, na RMS, a compensação, em créditos, pela produção gerada para a Coelba no oeste baiano.

A economia de energia prevista para a concessionária, com a geração solar remota, pode chegar a 95%, segundo informou o empresário Rodrigo Firpo, da empresa Conecta Sol, contratada pela Trilha para também contribuir na execução do projeto. “É um dos primeiros modelos de geração remota da Bahia, tendo na ponta um sistema exclusivamente para geração, sem unidade consumo no local”, frisou Firpo. A previsão é de geração de 8 mil kW/mês.

O sistema de energia solar também já é uma realidade no Hospital da Bahia, em Salvador. No caso do hospital, parte da energia consumida já é compensada por um pequeno sistema de placas fotovoltaicas instaladas em área onde antes funcionava um antigo estacionamento.

Tendência mundial - Para o diretor da Ecoluz, o engenheiro eletricista Luiz Carlos Lima, o crescimento da produção própria de energia a partir da captação solar “é uma tendência mundial que agora começa a ser seguida na Bahia. “Com índices elevados de irradiação solar, sobretudo no semiárido, o estado ainda tem um enorme potencial de expansão desse mercado”, diz. Na própria sede da Ecoluz, no bairro do Saboeiro, foi instalada uma usina que pode gerar 15,6 kWp, ou seja, 15.600 watts no pico.

“Produzimos para abastecer o escritório e ainda sobra”, conta Lima, que também instalou junto com outros dez amigos um sistema de geração compartilhada que atende sua casa, no caso, com geração remota, a partir de uma usina solar instalada na Fazenda Ecoluz, também no oeste baiano. Segundo ele, também vem sendo cada vez mais frequente o aluguel de terrenos improdutivos na região do semiárido para instalação de usinas para geração remota.

Na Bahia, entretanto, ainda não há fábricas de placas fotovoltaicas, atualmente produzidas no Brasil apenas em São Paulo (Canadian e BYD), Ceará (JA Solar) e Alagoas (DYA Solar). Todas, entretanto, importam o componente básico do sistema, o microcondutor wafer. No caso da Ecoluz foi firmada uma join-venture com a empresa francesa Exosun, especializada em sistemas de apoio e assistência para centrais fotovoltaicas. (As informações do A Tarde)

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