quinta-feira, 8 de junho de 2017

PLANALTO PREVÊ VITÓRIA DE TEMER NO JULGAMANTO, MAS TEME 'FATO NOVO'

Após duas sessões do julgamento da ação no Tribunal Superior Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, o Palácio do Planalto contabiliza uma maioria apertada, mas suficiente para garantir a absolvição do presidente. A maior preocupação, porém, é com um "fato novo" referente às investigações envolvendo o presidente que possa influenciar no resultado do processo. A previsão é de que o julgamento termine, no mais tardar, no sábado (10).

Ministros ouvidos pela reportagem disseram estar confiantes de que Temer não terá o mandato cassado pelo TSE - a previsão do placar é de 4 a 3 votos a seu favor. A avaliação, contudo, é de que a crise política está longe de ser resolvida e seu desfecho é considerado imprevisível.

No radar do Planalto estão, principalmente, o ex-assessor Rodrigo Rocha Loures e uma eventual denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O governo tem informações de que Loures - preso preventivamente - estaria disposto a fazer delação no Ministério Público Federal, embora seu advogado, Cezar Bitencourt, seja contra a medida.

Aliados do Planalto dão como certo que Janot apresentará acusação formal contra Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF) e caberá aos parlamentares da base de sustentação do governo impedir o prosseguimento do processo. Circulam ainda no Congresso rumores de que pessoas próximas a Temer podem ser presas por envolvimento nas investigações da Lava Jato. Há também o temor de que novas conversas consideradas comprometedoras sejam divulgadas.

Outro fator que aumentou a pressão sobre o Planalto foi a divulgação de que o dono da JBS, Joesley Batista, entregou à Procuradoria-Geral da República um diário de voo mostrando que Temer e sua mulher, Marcela, viajaram em 2011 em um jatinho pago pela empresa para Comandatuba e Porto Alegre.

O governo informou inicialmente que o presidente usou avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para os dois destinos, mas na quarta-feira (7), recuou e afirmou que recorreu a um jato particular, sem pagar pelo serviço. Temer disse que "não sabia a quem pertencia a aeronave". (As informações do Estadão)

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