terça-feira, 12 de setembro de 2017

"O PMDB É MAIOR DO QUE A FIGURA DE A, B OU C", AFIRMA NETO

O prefeito ACM Neto (DEM) comentou, nesta segunda-feira, 11, no lançamento do Festival da Primavera, no Palácio Tomé de Souza, a crise gerada internamente no PMDB e o impacto na aliança com o DEM depois que o ex-ministro Geddel Vieira Lima foi preso na última sexta. “O PMDB é maior do que a figura de A, B ou C”, afirmou Neto, sobre o principal partido da sua base de sustentação e que tem no vice-prefeito, Bruno Reis (PMDB), o seu maior representante no governo.

O democrata declarou, em coletiva à imprensa, que pela tradição do PMDB e a dimensão do partido na Bahia, a legenda tende a superar essa crise. “O partido tem uma dimensão relevante na Bahia, inclusive, por prefeitos, ex-prefeitos e deputados. Ontem (domingo), por exemplo, eu fui convidado e estive na cidade de Serrinha com o prefeito Adriano, que é o do PMDB. Um prefeito que vem fazendo um bom trabalho naquela cidade. Coincidentemente, outros prefeitos do PMDB estavam presentes”, afirmou Neto, que deve disputar o governo em 2018.

Nas últimas três décadas, o partido vem sendo comandado por Geddel e por seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima. Na última sexta feira o peemedebista foi preso depois que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões e, um apartamento no bairro da Graça, em Salvador, com as digitais do ex-ministro.

Nos últimos dias, parlamentares e lideranças do PMDB dão como certo a mudança na direção partidária, após as denúncia de corrupção envolvendo Geddel. A TARDE não conseguiu falar com o vice-prefeito Bruno Reis nem com o deputado estadual Pedro Tavares, que responde interinamente pelo PMDB´, nem com o deputado Lúcio Vieira Lima – que foi quem pediu emprestado ao empresário Silvio Silveira o apartamento onde a PF encontrou o “bunker”.

Sobre a prisão de Gustavo Ferraz, também preso junto com Geddel e que foi exonerado da Defesa Civil na sexta, ACM Neto negou que ele estivesse na prefeitura na cota do PMDB.

Segundo o prefeito, Ferraz já era colaborador da administração municipal, tendo ocupado no primeiro governo a diretoria de habitação. “Eu não tenho bola de cristal, eu não posso prever ou saber ou ter conhecimento do que eventualmente assessores nossos, colaboradores nossos podem estar envolvidos”, disse o gestor, que elogiou a atuação de Gustavo Ferraz à frente da Codesal. (As informações do A Tarde)

Nenhum comentário:

Postar um comentário