segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PRESIDENTE CHINÊS DEFENDE REFORMAS E CADEIAS DE PRODUÇÃO PARA BRICS

O presidente da China, Xi Jinping, defendeu que os cinco países dos Brics abram suas economias, promovam reformas, criem cadeias de produção globais e surfem na revolução industrial tecnológica para criar novos motores de desenvolvimento. O grupo que impulsionou a expansão mundial na década passada teve performances díspares nos últimos anos, quando China e Índia mantiveram forte ritmo de crescimento, enquanto Brasil, Rússia África do Sul mergulharam na recessão. No discurso que fez a empresários dos Brics em Xiamen, no Sul da China, Xi reconheceu que sócios do bloco enfrentaram ventos contrários de intensidade variada.

A queda no preço das commodities e da demanda global e o aumento de riscos financeiros representam desafios para os cinco países, afirmou o líder chinês. Entre os que assistiram seu pronunciamento, estava o presidente Michel Temer. "Nós devemos aproveitar a oportunidade apresentada pela nova revolução industrial para promover o crescimento e mudar o modelo de desenvolvimento por meio da inovação", afirmou Xi em um discurso de 45 minutos. "Nós devemos remover os impedimentos para o crescimento por meio de reformas, remover barreiras institucionais e sistêmicas e energizar o mercado e a sociedade, para atingir um crescimento de melhor qualidade e mais resiliente e sustentável."

Xi defendeu que os cinco países do Brics se abram mais para os parceiros do bloco, ampliem seus interesses convergentes e invistam em infraestrutura que possibilite uma maior integração. "O desenvolvimento de mercados emergentes e em desenvolvimento não é destinado a mexer no queijo de ninguém, mas a tornar a torta do crescimento global maior." Como em muitos de seus pronunciamentos recentes, o presidente chinês condenou o protecionismo e defendeu a globalização. Mas o discurso nem sempre está em sintonia com a realidade de seu próprio país, que mantém vários setores fechados para investimentos estrangeiros. (As informações do Estadão)

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