Vai pegar a estrada mais tarde ou amanhã para curtir o feriadão de 7 de setembro? Atenção para não entrar na estatística e repetir as infrações mais comuns nas rodovias federais: excesso de velocidade, não acender a luz baixa do farol de dia e realizar ultrapassagem indevida.
Os motoristas "velocistas" respondem por 258.375 multas de janeiro a agosto deste ano nas BRs. O maior número deste tipo de infração foi registrado na BR-116. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal: foram 145.883.
Na BR-324, foram 109.081 multas por exceder a máxima permitida - mais de 80% foram em relação a transitar em até 20% além da velocidade da via. Outra infração que está entre as mais cometidas pelos motoristas na mesma rodovia é trafegar sem acender a luz baixa do farol durante o dia. Até agosto, foram 8.136 registros, segundo a PRF, que alerta para o aumento do risco de acidente por conta do fluxo na 324 durante o feriado.
“Por conta do trânsito urbano, neste feriado os risco de acidentes aumentam muito. Só para se ter um comparativo, o fluxo normal na BR-324 é de 40 mil a 50 mil veículos por dia, e no feriadão vai para mais de 65 mil”, disse o inspetor da PRF Rafael Freire.
Para quem sai de Salvador, os trechos mais movimentados são a BR-324 (até Feira de Santana), onde em muitos locais o trânsito urbano se confunde com o rodoviário, e a BA-099, que dá acesso às praias do litoral norte por meio da Estrada do Coco e da Linha Verde.
Outras rodovias que exigem atenção por conta do fluxo são acesso à Chapada Diamantina (BR-242), ao sul do estado (BRs 116 e 101), ao norte, sentido Senhor do Bonfim (BRs 324 e 407), e ao nordeste (BRs 116 norte e 110). Nos trechos das rodovias mais ao norte e nordeste da Bahia, a pessoa que vai dirigir deve ter mais cuidado com animais na pista, sobretudo jumentos, alerta a PRF.
Chuvas e animais
As rodovias onde a pessoa que dirige deve mais ter atenção são a BR-116 sul e a BR-101, também na parte sul. Isto porque são trechos de rodovia que não são duplicados, na região costuma chover muito e sempre há problemas com animais na pista.
“As condições de tráfego estão boas, a pista está razoável, mas por conta de ser uma região onde ocorrem muitas chuvas, pode aparecer de um dia para o outro um enorme buraco. Então, toda atenção é pouca”, declarou Freire.
E não só os trechos grandes de rodovias, mas também os pequenos devem ser motivo de preocupação para motoristas, diz Freire, que exemplifica: “Entre Eunápolis e Porto Seguro, a BR-367 tem só 64 km, é um trecho onde muitas pessoas passam o dia na praia e depois pegam no volante”.
Redução de mortes
A Bahia possui 6.081 km de extensão de rodovias federais. A estatística da PRF aponta para redução de acidentes e mortes nessas rodovias em refiados de 7 de setembro: em 2015 foram 8 acidentes graves com dois óbitos e em 2016 houve apenas dois acidentes graves, sem mortes.
A última edição da pesquisa de rodovias da Confederação Nacional do Transporte (CNT), de 2016, apontou que 13 das 27 rodovias da Bahia estão em condições razoáveis de tráfego, seis estão boas, seis ruins e duas péssimas. O CORREIO procurou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para saber a respeito de investimentos em melhorias nas rodovias federais que cortam a Bahia, mas não houve resposta.
Rodovias estaduais
Durante os feriados na Bahia, as rodovias estaduais que mais são motivos de preocupação por parte das autoridades de trânsito são as BAs 026 (Anagé-Tanhaçu), 262 (Brumado-Vitória da Conquista); 263 (trechos da Serra do Marçal, próximo a Vitória da Conquista, e entre Belo Campo-Tremedal); 001 (Itacaré-Canavieiras); 270 (na área de Potiraguá e da BA-275 até a BR-101); e 460 (no Oeste, avaliada como a pior do Brasil na pesquisa CNT de rodovias 2016).
Na manhã desta quinta-feira (7), a PRE em Salvador e nas três Companhias Independentes de Policiamento Rodoviário (Itabuna, Brumado e Barreiras), inicia a Operação Independência 2017 nas rodovias estaduais, que seguirá durante o feriadão até a manhã de segunda-feira (11), com 600 policiais militares.
Serão realizadas abordagens preventivas para coibir o cometimento de crimes e fiscalizar os documentos de porte obrigatório, a ingestão de bebida alcoólica e os limites de velocidade com o uso de radares estáticos e portáteis.
A Polícia Militar orienta o condutor a não combinar direção com ingestão de bebida alcoólica, a efetuar revisão mecânica no veículo antes da viagem, a conferir a validade dos documentos de porte obrigatório, a descansar antes de viagem prolongada, a atentar para o uso do cinto de segurança em todos os assentos do veículo e o uso da cadeirinha obrigatória para crianças.
Alertas
Os problemas mais comuns nas rodovias estaduais, segundo PRE, são a precariedade (esburacadas, estreitas, sem acostamento), a presença de animais, a falta de sinalização, muitas vezes escondida pelo mato, e a falta de ações de recuperação com efeito de longo prazo. (veja o quadro com os pontos de atenção da PRE)
Dessas rodovias, a que está em melhores condições é a BA-001, no litoral sul. “Nelas, contudo, há problemas constantes de animais na pista. É algo que estamos combatendo sempre, mas que volta e meia acontece”, disse o major Edson José Ferreira de Brito Júnior, da PRE de Itabuna.
No sudoeste, a preocupação maior é na BA-236, entre Tremedal e Belo Campo, e no sentido Chapada Diamantina, via BA-026 (Anagé-Tanhaçu). “Tem muito buraco e a pista é estreita, sem acostamento”, declarou o tenente José Carlos Ribeiro Rocha.
No oeste da Bahia, onde foram registrados este ano 5 acidentes de trânsito com vítimas fatais (2 na BA-225, 1 na BA-460 e 1 na BA 459), a PRE alerta os condutores atenção redobrada na BA-172, a que apresenta maior incidência de animais na rodovia, seguida pela BA-160.
Na região, a BA-827 e a 172 são as que apresentam maiores infrações de trânsito, sendo os principais registros relacionados a falta do uso do cinto de segurança, ausência do documentos do veículo, falta de licenciamento condução sem a CNH.
O CORREIO procurou a Secretaria Estadual de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) para saber sobre investimentos em recuperação de estradas, mas não houve resposta. (As informações do Correio)

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