Após três horas e meia de protesto contra as reformas da previdência e trabalhista, manifestantes liberaram, por volta de 9h20, a rotária que liga o Dique do Tororó à Lapa. Pelo menos cem ônibus formaram uma enorme fila desde a Vasco da Gama, até as imediações da Lapa, onde se concentrou o ato, que reuniu pelo menos cem pessoas.
Motoristas foram impedidos de passar e, em alguns momentos, houve confusão. Na tentativa de se livrar do congestionamento, alguns condutores se arriscaram a sair de ré e até na contramão. O trânsito segue com intensidade no local. O protesto foi acompanhado pela Polícia Militar e equipes da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). O próximo ato, de acordo com os sindicalistas, está marcado para acontecer a partir das 11h no Largo do Campo Grande.
O prefeito de Salvador, ACM Neto, criticou a ação de manifestantes que provocou transtornos principalmente na região da Estação da Lapa e do Dique do Tororó. “É inconcebível que 80 pessoas que vivem no passado impeçam que pessoas do bem possam trabalhar e que pais e mães possam levar seus filhos à escola, ao médico ou simplesmente ao lazer”, disse o prefeito, em nota.
De acordo com Neto, os manifestantes que bloquearam parte do acesso à Estação da Lapa jogam contra Salvador. “São pessoas que sempre viveram das benesses dos sindicatos e nunca trabalharam. Ainda bem que a maioria absoluta da população de Salvador sabe diferenciar muito bem os baderneiros e os que trabalham pelo crescimento da cidade”. (As informações do Correio)

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