O Ministério da Fazenda ignorou uma decisão da Controladoria-Geral da União (CGU) que determinou que sejam tornados públicos valores discriminados por emissora e divididos por ano da renúncia fiscal decorrente do horário eleitoral. Se não fornecer os dados até o dia 13 de janeiro de 2019, servidores do órgão poderão ser punidos até com exoneração.
A renúncia fiscal acontece quando o governo abre mão de uma parte dos impostos cobrados para incentivar investimentos privados no desenvolvimento de determinadas atividades, como os horários reservados às propagandas eleitorais. A lei que garante a isenção foi criada em 2000.
Para se ter uma ideia do impacto desse tipo de isenção, a projeção é que o governo federal tenha deixado de receber R$ 864,5 milhões em 2018, o triplo em relação a 2013. Mas até hoje nunca foi divulgado o valor específico de isenção que foi dado a cada canal ou emissora, já que o Ministério da Fazenda entende que a compensação "pode exprimir situação econômica do sujeito passivo ou de terceiros e, portanto, está protegida por sigilo fiscal."
Esse entendimento foi mudado depois de a CGU ter analisado um pedido de informação feito por um cidadão que argumentou que os dados são públicos. Em 13 de novembro, uma decisão garantiu que todos os dados fossem publicados, ano a ano, separadamente por canal de TV/rádio. A reportagem do Estado também entrou com dois pedidos para ter acesso às informações, mas ambos foram negados.
O próprio Ministério, ao receber tal decisão da CGU, decidiu "manter" o entendimento de que a informação é sigilosa e entrou com um pedido de revisão da decisão. Segundo a própria CGU, esse tipo de recurso feito pelo próprio órgão não existe na lei e é considerado irregular. Apenas os próprios cidadão podem contestar decisões da CGU, de forma que o não envio dos dados no prazo determinado poderá ser considerado uma violação à lei. "A única situação em que é possível a alteração da decisão decorre da superveniência de fatos novos", disse o órgão ao Públicos. Ainda segundo a CGU, a decisão não tem caráter opinativo, e sim de determinação.
Procurado na sexta-feira, 28, o Ministério da Fazenda não se manifestou até o momento. (As informações do ESTADÃO)
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
GOVERNADOR VETA EXTINÇÃO DO INSTITUTO PEDRO RIBEIRO DE ADMINISTRAÇÃO JUDICIÁRIA
O governador da Bahia, Rui Costa (PT), vetou integralmente o projeto de lei que extinguia o Instituto Pedro Ribeiro de Administração Judiciária (Ipraj), encaminhado para Assembleia Legislativa do Estado (AL-BA) pelo Tribunal de Justiça (TJ-BA), no dia 27 de setembro do ano passado. A proposição havia sido aprovada pelos deputados em dois turnos no dia 12 de dezembro.
O projeto apontava que todos os bens de propriedade do Ipraj reverteriam ao patrimônio do Estado, e caberia ao presidente do Tribunal de Justiça representar o Estado nos atos relativos à aquisição, alienação e outros concernentes a bens imóveis pelo Poder Judiciário. (As informações do BN)
O projeto apontava que todos os bens de propriedade do Ipraj reverteriam ao patrimônio do Estado, e caberia ao presidente do Tribunal de Justiça representar o Estado nos atos relativos à aquisição, alienação e outros concernentes a bens imóveis pelo Poder Judiciário. (As informações do BN)
BOLSONARO COMANDA PRIMEIRA REUNIÃO AO LADO DE MOURÃO E ONYX
Ao lado do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, e do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente Jair Bolsonaro comanda sua primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto. Em imagem divulgada pela assessoria de imprensa da Casa Civil, estão presentes todos os 22 ministros e também alguns assessores na Sala Suprema.
A reunião começou por volta das 9h e, segundo Onyx antecipou, servirá para discutir o cronograma de medidas que serão implementadas inicialmente pelo governo. O grupo, chamado de Conselho de Governo, também vai debater pautas conjuntas. O encontro é fechado e ainda não há previsão de declarações após o término. (As informações do Estadão)
A reunião começou por volta das 9h e, segundo Onyx antecipou, servirá para discutir o cronograma de medidas que serão implementadas inicialmente pelo governo. O grupo, chamado de Conselho de Governo, também vai debater pautas conjuntas. O encontro é fechado e ainda não há previsão de declarações após o término. (As informações do Estadão)
TIA ERON É A NOVA SECRETÁRIA DA MULHER NO GOVERNO BOLSONARO
A nova secretária da Mulher ficou conhecida nacionalmente por um sumiço. A deputada federal Tia Eron (PRB-BA), anunciada nesta quarta-feira (2) para o cargo era membro do Conselho de Ética em 2016 e foi responsável pelo voto decisivo da cassação do então presidente da Casa, Eduardo Cunha (MDB-RJ).
Mas antes do voto de Minerva, Tia Eron desapareceu por uma semana. Ela era próxima de Cunha e a expectativa era de que votasse contra a cassação por quebra de decoro parlamentar do deputado, que mentiu em depoimento na CPI da Petrobrás sobre a existência de contas no exterior.
Pelo tempo em que evitou se posicionar e até aparecer em público, surgiu o bordão: "Cadê tia Eron?". Pressionada, ela acabou votando a favor do relatório que condenava Cunha à perda de mandato. Desde outubro de 2016, ele está preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.
Tia Eron e as demais secretarias foram anunciadas por Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, na tarde desta quarta, durante a transmissão de cargo. A deputada federal, contudo, não esteve presente na cerimônia. Segundo sua assessoria, está no interior da Bahia.
Eronildes Vasconcelos Carvalho, nome de Tia Eron, foi eleita pela primeira vez em 2014 deputada federal, mas perdeu a reeleição neste ano. Ela é membro da bancada evangélica, para a qual prestou assessoria jurídica na Câmara.
Tia Eron foi eleita a primeira vereadora negra de Salvador, pelo antigo PFL (hoje DEM), em 2000. Na Câmara dos Deputados, apresentou projetos que vão desde revogar o decreto que dá direito ao nome social para travestis e transexuais, na administração pública federal, até um que prevê o aumento de pena para crime de estupro coletivo. Tentou ainda, em outro projeto de lei, instituir a Semana da Consciência Negra.
A deputada federal terá a tarefa de comandar uma das secretarias mais polêmicas do governo Bolsonaro. Durante a campanha, ele foi alvo de críticas por declarações sexistas, como quando disse, em tom de piada, que sua filha foi uma "fraquejada", depois de quatro filhos homens. Após a repercussão, apareceu no horário eleitoral chorando ao falar da filha.
Às vésperas do primeiro turno, mulheres em diferentes cidades no País organizaram manifestações contra o candidato, que ganharam a alcunha de "Ele não". (As informações do Estadão)
Mas antes do voto de Minerva, Tia Eron desapareceu por uma semana. Ela era próxima de Cunha e a expectativa era de que votasse contra a cassação por quebra de decoro parlamentar do deputado, que mentiu em depoimento na CPI da Petrobrás sobre a existência de contas no exterior.
Pelo tempo em que evitou se posicionar e até aparecer em público, surgiu o bordão: "Cadê tia Eron?". Pressionada, ela acabou votando a favor do relatório que condenava Cunha à perda de mandato. Desde outubro de 2016, ele está preso em Curitiba, condenado por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas.
Tia Eron e as demais secretarias foram anunciadas por Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, na tarde desta quarta, durante a transmissão de cargo. A deputada federal, contudo, não esteve presente na cerimônia. Segundo sua assessoria, está no interior da Bahia.
Eronildes Vasconcelos Carvalho, nome de Tia Eron, foi eleita pela primeira vez em 2014 deputada federal, mas perdeu a reeleição neste ano. Ela é membro da bancada evangélica, para a qual prestou assessoria jurídica na Câmara.
Tia Eron foi eleita a primeira vereadora negra de Salvador, pelo antigo PFL (hoje DEM), em 2000. Na Câmara dos Deputados, apresentou projetos que vão desde revogar o decreto que dá direito ao nome social para travestis e transexuais, na administração pública federal, até um que prevê o aumento de pena para crime de estupro coletivo. Tentou ainda, em outro projeto de lei, instituir a Semana da Consciência Negra.
A deputada federal terá a tarefa de comandar uma das secretarias mais polêmicas do governo Bolsonaro. Durante a campanha, ele foi alvo de críticas por declarações sexistas, como quando disse, em tom de piada, que sua filha foi uma "fraquejada", depois de quatro filhos homens. Após a repercussão, apareceu no horário eleitoral chorando ao falar da filha.
Às vésperas do primeiro turno, mulheres em diferentes cidades no País organizaram manifestações contra o candidato, que ganharam a alcunha de "Ele não". (As informações do Estadão)
TRÊS EX-VEREADORES E ESPOSA DE SILVIO PINHEIRO SÃO EXONERADOS DA CÂMARA
Três ex-vereadores e a esposa do ex-presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Silvio Pinheiro, Mila Pinheiro, foram exonerados da Câmara de Salvador, conforme o Diário Oficial do Legislativo desta quarta-feira (2).
Deixaram a Casa os ex-legisladores: Eliel (PV), Pedrinho Pepê (MDB) e Antônio Mário (PSC). Todos os três tinham sido nomeados na gestão de Leo Prates (DEM), que deixou a Casa para ser deputado estadual. Nesta quarta, o vereador Geraldo Júnior (Solidariedade) assumiu o comando do Legislativo soteropolitano.
O cargo de procurador-chefe da Casa, que era ocupado por Mila Pinheiro, agora ficará sob a batuta de Glaucio Silva Chaves. Geraldo Júnior também mudou a presidência da Fundação Cosme de Farias, que passará a ser chefiada por Luciano Corrêa Lima. (As informações do BN)
Deixaram a Casa os ex-legisladores: Eliel (PV), Pedrinho Pepê (MDB) e Antônio Mário (PSC). Todos os três tinham sido nomeados na gestão de Leo Prates (DEM), que deixou a Casa para ser deputado estadual. Nesta quarta, o vereador Geraldo Júnior (Solidariedade) assumiu o comando do Legislativo soteropolitano.
O cargo de procurador-chefe da Casa, que era ocupado por Mila Pinheiro, agora ficará sob a batuta de Glaucio Silva Chaves. Geraldo Júnior também mudou a presidência da Fundação Cosme de Farias, que passará a ser chefiada por Luciano Corrêa Lima. (As informações do BN)
NOMEADOS CHEFE DA PF, SECRETÁRIO DA PF, PRESIDENTE DA APEX E CARGOS DA AGU
O governo de Jair Bolsonaro nomeou ontem Maurício Leite Valeixo para diretor-geral do Departamento da Polícia Federal, vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e Marcos Cintra, secretário especial da Receita Federal, da estrutura do Ministério da Economia. A exoneração de Rogério Galloro da chefia da PF também foi publicada.
Nomeações de outros titulares do Ministério da Justiça, dentre eles secretários e diretores, também foram formalizadas ontem em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU), assim como nomes da Advocacia-Geral da União (AGU). Na Saúde, também houve a nomeação de João Gabbardo dos Reis como secretário executivo.
AGU. Na AGU, o Diário Oficial trouxe várias exonerações e a definição de postos-chave. Izabel Vinchon será secretária-geral de Contencioso; Renato Lima França, secretário-geral de Consultoria; Vinicius Torquetti Domingos Rocha, procurador-geral da União da AGU; e Vládia Pompeu Silva, corregedor-geral da AGU.
Apex. O documento também indica Alecxandro Pinho Carreiro para o cargo de presidente da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil), por quatro anos. Carreiro entra no lugar de Roberto Jaguaribe. A Apex é vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. (As informações do Estadão)
Nomeações de outros titulares do Ministério da Justiça, dentre eles secretários e diretores, também foram formalizadas ontem em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU), assim como nomes da Advocacia-Geral da União (AGU). Na Saúde, também houve a nomeação de João Gabbardo dos Reis como secretário executivo.
AGU. Na AGU, o Diário Oficial trouxe várias exonerações e a definição de postos-chave. Izabel Vinchon será secretária-geral de Contencioso; Renato Lima França, secretário-geral de Consultoria; Vinicius Torquetti Domingos Rocha, procurador-geral da União da AGU; e Vládia Pompeu Silva, corregedor-geral da AGU.
Apex. O documento também indica Alecxandro Pinho Carreiro para o cargo de presidente da Agência de Promoção de Exportações do Brasil (Apex-Brasil), por quatro anos. Carreiro entra no lugar de Roberto Jaguaribe. A Apex é vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. (As informações do Estadão)
APÓS INVESTIGAÇÃO DO MP-BA, CANTOR SILVANO SALES MUDA DE SECRETARIA EM PREFEITURA
Após o Ministério Público da Bahia (MP-BA) abrir investigação para apurar a suposta prática de improbidade administrativa cometida pelo prefeito da cidade de Teodoro Sampaio, José Alves da Cruz, na nomeação do cantor Silvano Salles como secretário municipal de Esporte, Turismo e Lazer, o artista mudou de pasta.
De acordo com o Diário do Município, o "Cantor Apaixonado" agora vai comandar a Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude.
O MP-BA abriu a apuração após representação do vereador Jose Nilton de Sousa, conhecido como Boi Pisou (PSD), e Valdir Duarte (PSB). São investigados o próprio gestor, o cantor, e também o Município. (As informações do BN)
De acordo com o Diário do Município, o "Cantor Apaixonado" agora vai comandar a Secretaria de Cultura, Esporte, Lazer e Juventude.
O MP-BA abriu a apuração após representação do vereador Jose Nilton de Sousa, conhecido como Boi Pisou (PSD), e Valdir Duarte (PSB). São investigados o próprio gestor, o cantor, e também o Município. (As informações do BN)
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
BOLSONARO ASSINA DECRETO QUE FIXA SALÁRIO MÍNIMO EM R$ 998 EM 2019
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou, nesta terça-feira (2), o decreto que fixa o salário mínimo em R$ 998 neste ano. O valor atual é de R$ 954. Segundo o G1, o valor ficou abaixo da estimativa que constava do orçamento da União, de R$ 1.006. O orçamento foi enviado em agosto do ano passado pelo governo Michel Temer (MDB) ao Congresso.
CORONEL DIZ QUE É 'INADIMISSÍVEL' DECISÃO DO STF QUE OBRIGA ELEIÇÃO SO SENADO SER ABERTA
Candidato à presidência do Senado, Angelo Coronel (PSD) afirmou, nesta quarta-feira (2), que é “inadmissível” a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, que obriga a eleição para a escolha do próximo chefe da Casa Legislativa seja por meio de votação aberta.
“Um poder não pode interferir no outro. Eu defendo o que está no regimento interno, que é a eleição secreta. Sou regimentalista. [A decisão] pode ser revista. Ou o Senado pode não acatar também. É uma interferência no poder no outro que é inadmissível. Rompe as harmonias. Será que as eleições para o Supremo também são abertas?”, questionou.
Além de Coronel, disputam a presidência do Senado: Renan Calheiros (MDB), Esperidião Amin (PP), Tasso Jereisatti (PSDB), Davi Alcolumbre (DEM) e Sérgio Petecão (PSD). (As informações do BN)
“Um poder não pode interferir no outro. Eu defendo o que está no regimento interno, que é a eleição secreta. Sou regimentalista. [A decisão] pode ser revista. Ou o Senado pode não acatar também. É uma interferência no poder no outro que é inadmissível. Rompe as harmonias. Será que as eleições para o Supremo também são abertas?”, questionou.
Além de Coronel, disputam a presidência do Senado: Renan Calheiros (MDB), Esperidião Amin (PP), Tasso Jereisatti (PSDB), Davi Alcolumbre (DEM) e Sérgio Petecão (PSD). (As informações do BN)
DESLIZAMENTO DE TERRA MATA PELO MENOS 15 NA INDONÉSIA
O fim de dezembro e o começo de janeiro estão sendo devastadores para a Indonésia. Após passar por um tsunami que causou 437 mortos e deixou 16 pessoas desaparecidos, o país volta a sofrer. Desta vez, um deslizamento de terra deixou pelo menos 15 mortos e 25 desaparecidos.
O episódio ocorreu na ilha de Java, na cidade de Sukabumi. De acordo com o porta-voz da agência nacional de gerenciamento de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, as operações de resgate foram prejudicadas devido às chuvas e cortes de energia no local, além da difícil circulação nas estradas da região.
Em outubro, inundações e deslizamentos de terra provocados por chuvas deixaram pelo menos 22 mortos na ilha de Sumatra. (As informações do Correio)
O episódio ocorreu na ilha de Java, na cidade de Sukabumi. De acordo com o porta-voz da agência nacional de gerenciamento de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, as operações de resgate foram prejudicadas devido às chuvas e cortes de energia no local, além da difícil circulação nas estradas da região.
Em outubro, inundações e deslizamentos de terra provocados por chuvas deixaram pelo menos 22 mortos na ilha de Sumatra. (As informações do Correio)
MINISTÉRIO DA ARICULTURA FICA RESPONSÁVEL POR DE MARCAR TERRAS INDÍGINAS
Em medida provisória divulgada na noite desta terça-feira, 1º, em edição extra do Diário Oficial da União, o governo de Jair Bolsonaro estabelece que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) passará a fazer a identificação, a delimitação e a demarcação de terras indígenas. Até então, o processo ficava a cargo da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A publicação também transfere do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a pasta a responsabilidade pela regularização de terras quilombolas.
A medida provisória se restringe a indicar qual órgão ficará encarregado da tarefa, sem informar como funcionará o processo de demarcação.
No caso de terras quilombolas, o processo, atualmente, envolve sete etapas, começando pela abertura de um processo no Incra. Na sequência, estudos e relatórios sobre a área reclamada são elaborados, até que um decreto presidencial oficialize a concessão do título de propriedade, se o entendimento for de que a região pertence, de fato, a descendentes de escravos.
A Agência Brasil procurou a Funai, o ministério e a Fundação Cultural Palmares, que faz levantamentos sobre as comunidades quilombolas, e aguarda retorno. (As informações da Agência Brasil)
A publicação também transfere do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para a pasta a responsabilidade pela regularização de terras quilombolas.
A medida provisória se restringe a indicar qual órgão ficará encarregado da tarefa, sem informar como funcionará o processo de demarcação.
No caso de terras quilombolas, o processo, atualmente, envolve sete etapas, começando pela abertura de um processo no Incra. Na sequência, estudos e relatórios sobre a área reclamada são elaborados, até que um decreto presidencial oficialize a concessão do título de propriedade, se o entendimento for de que a região pertence, de fato, a descendentes de escravos.
A Agência Brasil procurou a Funai, o ministério e a Fundação Cultural Palmares, que faz levantamentos sobre as comunidades quilombolas, e aguarda retorno. (As informações da Agência Brasil)
GENERAL ASSUME GSI E DIZ QUE SETOR DE INTELIGÊNCIA FOI 'DERRETIDO'
O ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, disse nesta quarta-feira (2) que a área de inteligência, “derretida” pela ex-presidente Dilma Rousseff, foi resgatada pelo general e amigo Sérgio Etchegoyen. “Nossa missão é tratar de segurança e viagens do presidente e cuidar do sistema de inteligência brasileira. Esse sistema que foi recuperado pelo Etchegoyen, foi derretido pela senhora Rousseff que não acreditava em inteligência”, criticou, sob aplausos dos convidados.
Além do GSI, na mesma cerimônia, a primeira da agenda do presidente Jair Bolsonarono depois de empossado, outras três pastas diretamente ligadas à Presidência da República tiveram suas transmissões de cargo. Casa Civil (Onyx Lorenzoni), Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebiano) e Secretaria de Governo (general Carlos Alberto dos Santos Cruz).
No Salão Nobre do Palácio do Planalto, houve burburinho na plateia. Muitos riram. Em seu rápido discurso, Heleno também disse estar integrado a uma "equipe excepcional" e unida. "Temos um trabalho que será penoso, mas que, tenho certeza, nos conduzirá a novo destino", comentou o novo ministro do GSI.
O agora ex-ministro general Etchegoyen destacou o trabalho feito durante o governo Temer. "Se o título do governo que se encerrou poderia ser crise, seu lema foi coragem", disse Etchegoyen. Segundo ele, a maior manifestação do governo Temer foi rejeitar a trilha percorrida tantas vezes do populismo irresponsável.
Etchegoyen também destacou que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito por uma população que acredita em valores diferentes do que se apregoava e elogiou a escolha do general Heleno para o cargo.
Agenda
Depois da cerimônia de transmissão de cargo dos ministros, Bolsonaro se reúne com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, às 10h. Em seguida, a conversa será com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
Depois, ele se reúne com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, e o vice-presidente do Parlamento da China, Ji Bingxuan. (As informações do Estadão)
Além do GSI, na mesma cerimônia, a primeira da agenda do presidente Jair Bolsonarono depois de empossado, outras três pastas diretamente ligadas à Presidência da República tiveram suas transmissões de cargo. Casa Civil (Onyx Lorenzoni), Secretaria-Geral da Presidência (Gustavo Bebiano) e Secretaria de Governo (general Carlos Alberto dos Santos Cruz).
No Salão Nobre do Palácio do Planalto, houve burburinho na plateia. Muitos riram. Em seu rápido discurso, Heleno também disse estar integrado a uma "equipe excepcional" e unida. "Temos um trabalho que será penoso, mas que, tenho certeza, nos conduzirá a novo destino", comentou o novo ministro do GSI.
O agora ex-ministro general Etchegoyen destacou o trabalho feito durante o governo Temer. "Se o título do governo que se encerrou poderia ser crise, seu lema foi coragem", disse Etchegoyen. Segundo ele, a maior manifestação do governo Temer foi rejeitar a trilha percorrida tantas vezes do populismo irresponsável.
Etchegoyen também destacou que o presidente Jair Bolsonaro foi eleito por uma população que acredita em valores diferentes do que se apregoava e elogiou a escolha do general Heleno para o cargo.
Agenda
Depois da cerimônia de transmissão de cargo dos ministros, Bolsonaro se reúne com o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, e o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, às 10h. Em seguida, a conversa será com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.
Depois, ele se reúne com o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban, e o vice-presidente do Parlamento da China, Ji Bingxuan. (As informações do Estadão)
MINISTÉRIO DE SÉRGIO MORO RECEBE 2.6447 CARGOS COMISSIONADOS DE PASTAS EXTINTAS
A criação do Ministério da Justiça e Segurança Pública terá o remanejamento de pelo menos 2.647 cargos comissionados que ficarão sob a responsabilidade do novo ministro da pasta, Sérgio Moro. As vagas estavam na estrutura dos extintos ministérios da Segurança Pública, Justiça, Trabalho e Fazenda. Esses cargos têm remuneração que varia de R$ 16.215,22 à gratificação de R$ 509,16.
A reorganização dos cargos para a nova estrutura do Ministério comandando por Moro consta de um decreto assinado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) de hoje.
O remanejamento estabelece que, inicialmente, postos comissionados dos ministérios extintos da Segurança Pública, da Justiça, do Trabalho e da Fazenda passam para a nova Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do novo Ministério da Economia. Ao todo, foram transferidos 2.509 cargos das antigas pastas para a secretaria especial. Em seguida, 2.647 cargos comissionados da Secretaria Especial do Ministério da Economia foram remanejados novamente para a pasta da Justiça e Segurança Pública. Não há detalhamento sobre a destinação entre as áreas do Ministério.
Moro terá dez vagas com o maior salário entre os o cargos comissionados: o de Direção e Assessoramento Especial (DAS) classe 6, mais conhecido como DAS 6, que paga mensalmente R$ 16.215,22. Há outros 799 cargos nas demais faixas de direção e assessoramento. Há, ainda, 214 postos em funções gratificadas do Executivo (FCPE) e 1.624 funções gratificadas específicas de instituição de ensino. (As informações do Estadão)
A reorganização dos cargos para a nova estrutura do Ministério comandando por Moro consta de um decreto assinado ontem pelo presidente Jair Bolsonaro e publicado em edição extraordinária do Diário Oficial da União (DOU) de hoje.
O remanejamento estabelece que, inicialmente, postos comissionados dos ministérios extintos da Segurança Pública, da Justiça, do Trabalho e da Fazenda passam para a nova Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do novo Ministério da Economia. Ao todo, foram transferidos 2.509 cargos das antigas pastas para a secretaria especial. Em seguida, 2.647 cargos comissionados da Secretaria Especial do Ministério da Economia foram remanejados novamente para a pasta da Justiça e Segurança Pública. Não há detalhamento sobre a destinação entre as áreas do Ministério.
Moro terá dez vagas com o maior salário entre os o cargos comissionados: o de Direção e Assessoramento Especial (DAS) classe 6, mais conhecido como DAS 6, que paga mensalmente R$ 16.215,22. Há outros 799 cargos nas demais faixas de direção e assessoramento. Há, ainda, 214 postos em funções gratificadas do Executivo (FCPE) e 1.624 funções gratificadas específicas de instituição de ensino. (As informações do Estadão)
BOLSONARO PARTICIPA DE TRANSMISSÃO DE CARGO DE MINISTROS NO PLANALTO
O presidente Jair Bolsonaro deixou a Granja do Torto por volta das 8h desta quarta-feira, 2. Empossado ontem, Bolsonaro participa, às 9h, no Palácio do Planalto, da transmissão de cargo dos novos ministros que trabalharão no próprio Planalto: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Gustavo Bebianno (secretário-geral da Presidência) e os generais Carlos Alberto (Secretaria de Governo) e Augusto Heleno (Segurança Institucional).
Em seguida, terá uma série de encontros com representantes internacionais. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, será recebido, às 10h, no Planalto. Às 11h15, o presidente receberá o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban. Em seguida, às 12h, Bolsonaro terá reunião com o vice-presidente do Parlamento Chinês, Ji Bingxuan.
As agendas com autoridades internacionais devem ir até meio dia e a próxima agenda do presidente é a transmissão de cargo do ministro da Defesa, General Fernando Azevedo, às 16h.
Transmissão de cargo -
Além das transmissões de cargo de ministros que atuarão no Palácio do Planalto e do novo ministro da Defesa, a agenda em Brasília hoje será marcada por solenidades de transmissão de cargo outras pastas da Esplanada. Às 9h, será realizada a transmissão de cargo para o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Gilberto Kassab não estará no evento e será representado Pelo secretário-executivo adjunto da pasta, Alfonso Orlandi Neto.
Às 10h, está prevista a transmissão de cargo para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Em seguida, às 11h, o novo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, receberá o cargo do Moreira Franco.
Também às 11h, a solenidade será no Ministério da Agricultura, Tereza Cristina, fará um pronunciamento e dará posse aos novos secretários da Pasta.
Os ministros da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e do Esporte, Leandro Cruz Fróes da Silva participam da cerimônia de transmissão de cargo ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, às 12h. À tarde, Luiz Mandetta receberá o cargo de ministro da Saúde.
Economia -
O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, receberá o cargo em solenidade às 15h, que contará com os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, do Planejamento, Esteves Colnago, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, já que a nova pasta engloba todas essas áreas.
No mesmo horário será realizada a cerimônia de transmissão de cargo do ministro dos Transportes, Valter Casimiro, para o novo titular da pasta, Tarcísio Gomes de Freitas.
Ainda estão previstas as transmissões de cargo para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues; da Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves. A última solenidade do dia será a transmissão de cargo para o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, prevista para as 18h. (As informações do Estadão)
Em seguida, terá uma série de encontros com representantes internacionais. O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, será recebido, às 10h, no Planalto. Às 11h15, o presidente receberá o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orban. Em seguida, às 12h, Bolsonaro terá reunião com o vice-presidente do Parlamento Chinês, Ji Bingxuan.
As agendas com autoridades internacionais devem ir até meio dia e a próxima agenda do presidente é a transmissão de cargo do ministro da Defesa, General Fernando Azevedo, às 16h.
Transmissão de cargo -
Além das transmissões de cargo de ministros que atuarão no Palácio do Planalto e do novo ministro da Defesa, a agenda em Brasília hoje será marcada por solenidades de transmissão de cargo outras pastas da Esplanada. Às 9h, será realizada a transmissão de cargo para o novo ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. Gilberto Kassab não estará no evento e será representado Pelo secretário-executivo adjunto da pasta, Alfonso Orlandi Neto.
Às 10h, está prevista a transmissão de cargo para o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. Em seguida, às 11h, o novo ministro de Minas e Energia, almirante Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, receberá o cargo do Moreira Franco.
Também às 11h, a solenidade será no Ministério da Agricultura, Tereza Cristina, fará um pronunciamento e dará posse aos novos secretários da Pasta.
Os ministros da Cultura, Sérgio Sá Leitão, do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, e do Esporte, Leandro Cruz Fróes da Silva participam da cerimônia de transmissão de cargo ao ministro da Cidadania, Osmar Terra, às 12h. À tarde, Luiz Mandetta receberá o cargo de ministro da Saúde.
Economia -
O novo ministro da Economia, Paulo Guedes, receberá o cargo em solenidade às 15h, que contará com os ministros da Fazenda, Eduardo Guardia, do Planejamento, Esteves Colnago, e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, já que a nova pasta engloba todas essas áreas.
No mesmo horário será realizada a cerimônia de transmissão de cargo do ministro dos Transportes, Valter Casimiro, para o novo titular da pasta, Tarcísio Gomes de Freitas.
Ainda estão previstas as transmissões de cargo para o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio; da Educação, Ricardo Vélez Rodrigues; da Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves. A última solenidade do dia será a transmissão de cargo para o novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, prevista para as 18h. (As informações do Estadão)
DE DEZ PROMESSAS FEITAS, BOLSONARO DEPENERÁ DO CONGRESSO EM OITO
Empossado, o presidente Jair Bolsonaro terá a missão de pôr em prática as promessas feitas na campanha. De dez propostas selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e analisadas com ajuda de especialistas, oito dependem do Congresso.
Com base na legislação brasileira, o presidente possui três dispositivos para aprovar leis. Um é via Projeto de Lei (PL), que depende da maioria de votos favoráveis dos parlamentares presentes na sessão, caso seja uma lei ordinária e da maioria absoluta de cada Casa, se for uma lei complementar. Outro dispositivo é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que precisa de 3/5 de votos do total de parlamentares da Câmara e do Senado. Estes dois recursos também podem ser apresentados por deputados e senadores.
Por fim, o presidente ainda pode apresentar uma Medida Provisória (MP). Nesse caso, a lei passa a valer assim que é publicada. No entanto, o Congresso tem um prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias para aprovar o projeto. Caso isso não ocorra, a medida perde efeito. Esse último dispositivo é prerrogativa única do presidente.
1. Mudança da Embaixada de Israel
Bolsonaro prometeu, ainda durante a campanha eleitoral, mudar a embaixada brasileira em Israel. A sede do governo iria de Tel-Aviv para Jerusalém. O primeiro-ministro israelense, Biyamin Nethanyahu, disse recentemente que Bolsonaro confirmou a mudança. O presidente tem a prerrogativa de fazer a alteração sem consultar o poder legislativo. "Basta uma ordem do presidente que o Itamaraty vai cumprir, não depende de aprovação de Congresso", afirma a professora de direito internacional da PUC-SP Claudia Villagra.Apesar da autonomia, a medida é polêmica do ponto de vista diplomático, uma vez que reconheceria Jerusalém como capital de Israel. Há décadas a cidade é centro de disputas entre israelenses e palestinos, que a reivindicam como sua capital.
Em dezembro de 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que iria mudar a embaixada norte-americana para Jerusalém. No mesmo mês, o governo brasileiro e outros 127 países apoiaram uma resolução da ONU condenando a transferência. Em maio de 2018, a mudança foi oficializada, o que desencadeou uma série de protestos dos palestinos. No dia da inauguração da nova sede, ao menos 52 manifestantes foram mortos.
O presidente eleito Jair Bolsonaro recebe a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Em dezembro de 2018, após a confirmação de Bolsonaro de que a proposta será levada adiante, a Liga Árabe aprovou uma resolução apontando que a região tomará as "medidas políticas, diplomáticas e econômicas necessárias", caso a embaixada brasileira mude para Jerusalém.
2. Inclusão de disciplinas na Base Curricular Comum
Durante a campanha ao Planalto, o então candidato a vice-presidente general Hamilton Mourão afirmou que, caso eleito, Bolsonaro gostaria de reintroduzir as disciplinas de Educação Moral e Cívica (EMC) e Organização Social e Política do Brasil (OSPB) no currículo escolar. Ambas foram tornadas obrigatórias durante o regime militar, por meio de decreto presidencial. A medida foi revogada 24 anos depois, no governo de Itamar Franco.
Segundo a advogada e integrante do Movimento Todos pela Educação, Alessandra Gotti Bontempo, a Lei nº 13.415, de 2017, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e determinou que qualquer mudança dessa natureza teria que vir pelo Ministério da Educação (MEC), validada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo Ministro da Educação, sem necessidade de passar pelo Congresso.
"Ao mesmo tempo, o MEC pode enviar proposta de inclusão de competências ou habilidades destes temas que já não estejam contempladas na Base Nacional Comum Curricular para inclusão no documento pelo CNE", explica Eduardo Deschamps, ex-presidente do CNE.
3. Corte de Ministérios
Em seu programa de governo, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a campanha presidencial, Bolsonaro propõe uma redução no números de pastas, afirmando que "um número elevado de ministérios é ineficiente, não atendendo os legítimos interesses da Nação." Após a eleição, o futuro presidente anunciou que irá reformular os ministérios.
Algumas pastas serão fundidas, como os atuais Ministérios da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio, que irão formar o Ministério da Economia. Outras extintas, como o Ministério do Trabalho. Apesar de já ter sido anunciada, a reformulação precisa passar pelo poder legislativo. Segundo o professor de direito da USP Floriano Peixoto Neto, a Constituição prevê que em casos de criação de despesas, ou extinção de cargos, a mudança deve ser aprovada pelo Congresso. "Normalmente é enviada por MP", diz. Ele acredita que a alteração não irá encontrar resistência.
Cabe exclusivamente ao presidente, sem a necessidade de aprovação do Congresso, organizar a administração das pastas. Isso significa que ele pode deslocar, por exemplo, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, para o Ministério da Justiça, conforme anunciou o futuro ministro da pasta, Sérgio Moro.
4. Saidinhas e indultos de presos
Bolsonaro poderá, sozinho, acabar com o indulto natalino aos presos. O indulto é um perdão de pena que costuma ser concedido pelo presidente na época do Natal. O dispositivo está previsto na Constituição e vale para os presos que cumprem determinados requisitos. Para entrar em vigor, o presidente precisa assinar um decreto a cada ano. Por isso, para cancelar o indulto, basta que Bolsonaro não assine o documento.
Já o processo para acabar com as saidinhas temporárias é um pouco mais complicado. O professor de direito penal da FGV Conrado Gontijo explica que a revogação do benefício não é tão simples, pois trata-se de uma matéria disciplinada pela lei de execuções penais, o que impede, inclusive, a edição de uma MP. "Apenas o Congresso Nacional tem condição de alterar essa questão", diz.
5. Revogação do Estatuto do Desarmamento
Uma das principais promessas nas quais a campanha presidencial de Jair Bolsonaro foi baseada, a revogação à proibição do porte de arma não poderá ser feita com uma canetada Para isso, será necessário que o Congresso aprove um PL que altere o Estatuto do Desarmamento, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição.
Atualmente, tramita na Câmara o PL3722 proposto em 2012 pelo deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB) e relacionado ao tema. O texto já passou pelas comissões da Casa e agora precisa ser votado em plenário.
O presidente, no entanto, tem a prerrogativa de flexibilizar alguns pontos do estatuto sem precisar de aprovação legislativa. O diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, afirma que alguns dispositivos da lei são de competência da Polícia Federal (PF) e do Ministério da Justiça, ambos controlados por Bolsonaro. "Ele pode alterar, por exemplo, o número de armas que as pessoas podem ter, ou tipo de calibre permitido."
6. Redução da Maioridade Penal
Para aprovar essa promessa de campanha, incluída no programa de governo, Bolsonaro vai precisar contar com o apoio do Congresso. A matéria, de acordo com o professor Gontijo, só pode ser alterada por emenda constitucional. Isso ocorre porque tanto a Constituição, quando o Código Penal, afirmam que menores de 18 anos são "inimputáveis" e sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Gontijo entende, no entanto, que essa definição poderia ser considerada uma cláusula pétrea da Constituição, o que impediria qualquer alteração. "Eu compreendo que isso sequer poderia ser feito", afirma.
Em 2015, uma PEC foi aprovada pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. À época, o texto foi alvo de polêmica, pois Cunha valeu-se de uma manobra para conseguir os votos necessários para aprovação. A proposta havia sido rejeitada no dia anterior, mas foi colocada em pauta novamente com algumas alterações, que deixavam o texto mais brando. A proposta reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte Para ser aprovada, a PEC ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, depois, votada em plenário em dois turnos. É necessário 3/5 dos votos em ambas as votações, o que representa 49 votos favoráveis.
7. Acordo de Paris
Em diversas ocasiões durante a campanha eleitoral, Bolsonaro deixou no ar uma possível retirada do Brasil do Acordo de Paris. A saída do tratado, firmado em 2015, pode levar tempo e algum esforço político do presidente eleito, que sugere que o acordo "fere a soberania do País". As regras firmadas preveem que nenhum país signatário deixe o tratado antes de três anos da entrada em vigência, que só ocorreu em 2016. Dessa forma, a partir de 2019 Bolsonaro poderá iniciar a movimentação para uma eventual retirada.
Ao contrário dos EUA, onde o presidente tem a prerrogativa de decidir sozinho pela retirada, no Brasil isso precisa ser autorizada pelo Congresso, via Projeto de Lei. A professora de direito internacional da USP, Maristela Basso, explica que essa diferença existe por conta da maneira como cada país negociou a entrada no acordo. "Nos EUA o Congresso deu 'fast track' ao presidente. Para entrarem no pacto de Paris, bastava a assinatura dele." Segundo a professora, a adesão do Brasil ao acordo, que estabelece metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, teve que passar pelo Congresso e, portanto, a retirada deve seguir o mesmo processo. "Bolsonaro pode dizer o que ele quiser, mas tem que ter autorização do Congresso Nacional."
8. Nova Carteira de Trabalho
Em seu programa de governo, o presidente eleito promete a criação de uma nova carteira de trabalho "em que o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais". O novo modelo teria capa verde e amarela e seria destinado principalmente a novos trabalhadores, ingressantes no mercado de trabalho. Funcionaria como uma alternativa a carteira de trabalho tradicional, de capa azul, que garante acessos aos direitos e garantias fundamentais previstos no artigo sétimo da Constituição e que são reforçados pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.
Segundo o advogado trabalhista Luís Carlos Moro, Bolsonaro não poderia, sozinho, mudar os direitos básicos previstos na Constituição, pois seria necessária uma emenda constitucional e assim o aval do Congresso. "Teria que fazer uma modificação de natureza constitucional muito difícil, questionável até do ponto de vista da possibilidade jurídica na medida em que ele alteraria cláusulas pétreas."
Por outro lado, professor de direito trabalhista da FGV, Paulo Sérgio João afirma que o presidente eleito poderia, eventualmente, propor uma mudança na forma como está garantido o direito. "O fundo de garantia, por exemplo, é um direito, mas é a lei que determina que o valor corresponde a 8% do salário."
9. Cotas
Criticada por Bolsonaro durante a campanha presidencial, a lei de cotas não poderá ser alterada com uma canetada, mas tampouco depende de um expressivo apoio legislativo. Isso porque trata-se de uma lei ordinária, logo, qualquer alteração precisa apenas de uma maioria simples, ou seja, a maioria dos parlamentares presentes na sessão. A advogada constitucionalista Vera Chamim acredita que Bolsonaro não terá dificuldades para endurecer a lei, se assim desejar. "Se ele quiser mudar a lei de cotas ele vai precisar de uma maioria simples. Acho que vai ser relativamente fácil."
Outra alternativa seria mudar essa legislação por Medida Provisória. Nesse caso, contudo, pode haver contestamento jurídico, segundo o professor de direito da USP Floriano Peixoto Neto. "A Constituição veda a MP para temas que envolvem a cidadania. Poderia haver um entendimento de cidadania no sentido de incluir as políticas afirmativas dentro dessa discussão".
10. Reforma da Previdência
Apontada como uma das prioridades do novo governo, a Reforma da Previdência precisaria ser aprovada como PEC. Isso requer ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos na Câmara e outros 49 votos em dois turnos no Senado. Além disso, a proposta ainda precisaria ser aprovada na CCJ das duas Casa legislativas, o que deve levar algum tempo, caso uma nova proposta seja formulada.
Uma maneira de acelerar o processo seria aprovar a PEC proposta pelo atual presidente Michel Temer. O projeto já passou pela CCJ da Câmara e está pronto para ir a plenário. Bolsonaro, no entanto, já sinalizou que não pretende colocar essa proposta em votação.A legislação permite que o texto já aprovado sofra alterações para que fique mais próxima ao que deseja a equipe econômica do presidente eleito. Mas, segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriana Bramante, a descaracterização do texto original não é o melhor caminho. "Fica ruim e daqui a um ano estaremos discutindo reforma previdenciária de novo."
Uma terceira possibilidade, seria enviar um PL, que necessita de menos votos, ou até mesmo editar uma Medida Provisória. Porém os pontos que estão contemplados na Constituição só podem ser alterados com emenda. "Bolsonaro não poderia, por exemplo, colocar idade mínima na aposentadoria", diz Adriana. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
Com base na legislação brasileira, o presidente possui três dispositivos para aprovar leis. Um é via Projeto de Lei (PL), que depende da maioria de votos favoráveis dos parlamentares presentes na sessão, caso seja uma lei ordinária e da maioria absoluta de cada Casa, se for uma lei complementar. Outro dispositivo é a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que precisa de 3/5 de votos do total de parlamentares da Câmara e do Senado. Estes dois recursos também podem ser apresentados por deputados e senadores.
Por fim, o presidente ainda pode apresentar uma Medida Provisória (MP). Nesse caso, a lei passa a valer assim que é publicada. No entanto, o Congresso tem um prazo de 60 dias, prorrogáveis por mais 60 dias para aprovar o projeto. Caso isso não ocorra, a medida perde efeito. Esse último dispositivo é prerrogativa única do presidente.
1. Mudança da Embaixada de Israel
Bolsonaro prometeu, ainda durante a campanha eleitoral, mudar a embaixada brasileira em Israel. A sede do governo iria de Tel-Aviv para Jerusalém. O primeiro-ministro israelense, Biyamin Nethanyahu, disse recentemente que Bolsonaro confirmou a mudança. O presidente tem a prerrogativa de fazer a alteração sem consultar o poder legislativo. "Basta uma ordem do presidente que o Itamaraty vai cumprir, não depende de aprovação de Congresso", afirma a professora de direito internacional da PUC-SP Claudia Villagra.Apesar da autonomia, a medida é polêmica do ponto de vista diplomático, uma vez que reconheceria Jerusalém como capital de Israel. Há décadas a cidade é centro de disputas entre israelenses e palestinos, que a reivindicam como sua capital.
Em dezembro de 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que iria mudar a embaixada norte-americana para Jerusalém. No mesmo mês, o governo brasileiro e outros 127 países apoiaram uma resolução da ONU condenando a transferência. Em maio de 2018, a mudança foi oficializada, o que desencadeou uma série de protestos dos palestinos. No dia da inauguração da nova sede, ao menos 52 manifestantes foram mortos.
O presidente eleito Jair Bolsonaro recebe a visita do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em Copacabana. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Em dezembro de 2018, após a confirmação de Bolsonaro de que a proposta será levada adiante, a Liga Árabe aprovou uma resolução apontando que a região tomará as "medidas políticas, diplomáticas e econômicas necessárias", caso a embaixada brasileira mude para Jerusalém.
2. Inclusão de disciplinas na Base Curricular Comum
Durante a campanha ao Planalto, o então candidato a vice-presidente general Hamilton Mourão afirmou que, caso eleito, Bolsonaro gostaria de reintroduzir as disciplinas de Educação Moral e Cívica (EMC) e Organização Social e Política do Brasil (OSPB) no currículo escolar. Ambas foram tornadas obrigatórias durante o regime militar, por meio de decreto presidencial. A medida foi revogada 24 anos depois, no governo de Itamar Franco.
Segundo a advogada e integrante do Movimento Todos pela Educação, Alessandra Gotti Bontempo, a Lei nº 13.415, de 2017, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e determinou que qualquer mudança dessa natureza teria que vir pelo Ministério da Educação (MEC), validada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) e homologada pelo Ministro da Educação, sem necessidade de passar pelo Congresso.
"Ao mesmo tempo, o MEC pode enviar proposta de inclusão de competências ou habilidades destes temas que já não estejam contempladas na Base Nacional Comum Curricular para inclusão no documento pelo CNE", explica Eduardo Deschamps, ex-presidente do CNE.
3. Corte de Ministérios
Em seu programa de governo, entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante a campanha presidencial, Bolsonaro propõe uma redução no números de pastas, afirmando que "um número elevado de ministérios é ineficiente, não atendendo os legítimos interesses da Nação." Após a eleição, o futuro presidente anunciou que irá reformular os ministérios.
Algumas pastas serão fundidas, como os atuais Ministérios da Fazenda, Planejamento, Indústria e Comércio, que irão formar o Ministério da Economia. Outras extintas, como o Ministério do Trabalho. Apesar de já ter sido anunciada, a reformulação precisa passar pelo poder legislativo. Segundo o professor de direito da USP Floriano Peixoto Neto, a Constituição prevê que em casos de criação de despesas, ou extinção de cargos, a mudança deve ser aprovada pelo Congresso. "Normalmente é enviada por MP", diz. Ele acredita que a alteração não irá encontrar resistência.
Cabe exclusivamente ao presidente, sem a necessidade de aprovação do Congresso, organizar a administração das pastas. Isso significa que ele pode deslocar, por exemplo, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Fazenda, para o Ministério da Justiça, conforme anunciou o futuro ministro da pasta, Sérgio Moro.
4. Saidinhas e indultos de presos
Bolsonaro poderá, sozinho, acabar com o indulto natalino aos presos. O indulto é um perdão de pena que costuma ser concedido pelo presidente na época do Natal. O dispositivo está previsto na Constituição e vale para os presos que cumprem determinados requisitos. Para entrar em vigor, o presidente precisa assinar um decreto a cada ano. Por isso, para cancelar o indulto, basta que Bolsonaro não assine o documento.
Já o processo para acabar com as saidinhas temporárias é um pouco mais complicado. O professor de direito penal da FGV Conrado Gontijo explica que a revogação do benefício não é tão simples, pois trata-se de uma matéria disciplinada pela lei de execuções penais, o que impede, inclusive, a edição de uma MP. "Apenas o Congresso Nacional tem condição de alterar essa questão", diz.
5. Revogação do Estatuto do Desarmamento
Uma das principais promessas nas quais a campanha presidencial de Jair Bolsonaro foi baseada, a revogação à proibição do porte de arma não poderá ser feita com uma canetada Para isso, será necessário que o Congresso aprove um PL que altere o Estatuto do Desarmamento, que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição.
Atualmente, tramita na Câmara o PL3722 proposto em 2012 pelo deputado Rogério Peninha Mendonça (MDB) e relacionado ao tema. O texto já passou pelas comissões da Casa e agora precisa ser votado em plenário.
O presidente, no entanto, tem a prerrogativa de flexibilizar alguns pontos do estatuto sem precisar de aprovação legislativa. O diretor executivo do Instituto Sou da Paz, Ivan Marques, afirma que alguns dispositivos da lei são de competência da Polícia Federal (PF) e do Ministério da Justiça, ambos controlados por Bolsonaro. "Ele pode alterar, por exemplo, o número de armas que as pessoas podem ter, ou tipo de calibre permitido."
6. Redução da Maioridade Penal
Para aprovar essa promessa de campanha, incluída no programa de governo, Bolsonaro vai precisar contar com o apoio do Congresso. A matéria, de acordo com o professor Gontijo, só pode ser alterada por emenda constitucional. Isso ocorre porque tanto a Constituição, quando o Código Penal, afirmam que menores de 18 anos são "inimputáveis" e sujeitos às medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Gontijo entende, no entanto, que essa definição poderia ser considerada uma cláusula pétrea da Constituição, o que impediria qualquer alteração. "Eu compreendo que isso sequer poderia ser feito", afirma.
Em 2015, uma PEC foi aprovada pelo então presidente da Câmara, Eduardo Cunha. À época, o texto foi alvo de polêmica, pois Cunha valeu-se de uma manobra para conseguir os votos necessários para aprovação. A proposta havia sido rejeitada no dia anterior, mas foi colocada em pauta novamente com algumas alterações, que deixavam o texto mais brando. A proposta reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, homicídio doloso (com intenção de matar) e lesão corporal seguida de morte Para ser aprovada, a PEC ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, depois, votada em plenário em dois turnos. É necessário 3/5 dos votos em ambas as votações, o que representa 49 votos favoráveis.
7. Acordo de Paris
Em diversas ocasiões durante a campanha eleitoral, Bolsonaro deixou no ar uma possível retirada do Brasil do Acordo de Paris. A saída do tratado, firmado em 2015, pode levar tempo e algum esforço político do presidente eleito, que sugere que o acordo "fere a soberania do País". As regras firmadas preveem que nenhum país signatário deixe o tratado antes de três anos da entrada em vigência, que só ocorreu em 2016. Dessa forma, a partir de 2019 Bolsonaro poderá iniciar a movimentação para uma eventual retirada.
Ao contrário dos EUA, onde o presidente tem a prerrogativa de decidir sozinho pela retirada, no Brasil isso precisa ser autorizada pelo Congresso, via Projeto de Lei. A professora de direito internacional da USP, Maristela Basso, explica que essa diferença existe por conta da maneira como cada país negociou a entrada no acordo. "Nos EUA o Congresso deu 'fast track' ao presidente. Para entrarem no pacto de Paris, bastava a assinatura dele." Segundo a professora, a adesão do Brasil ao acordo, que estabelece metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa, teve que passar pelo Congresso e, portanto, a retirada deve seguir o mesmo processo. "Bolsonaro pode dizer o que ele quiser, mas tem que ter autorização do Congresso Nacional."
8. Nova Carteira de Trabalho
Em seu programa de governo, o presidente eleito promete a criação de uma nova carteira de trabalho "em que o contrato individual prevalece sobre a CLT, mantendo todos os direitos constitucionais". O novo modelo teria capa verde e amarela e seria destinado principalmente a novos trabalhadores, ingressantes no mercado de trabalho. Funcionaria como uma alternativa a carteira de trabalho tradicional, de capa azul, que garante acessos aos direitos e garantias fundamentais previstos no artigo sétimo da Constituição e que são reforçados pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.
Segundo o advogado trabalhista Luís Carlos Moro, Bolsonaro não poderia, sozinho, mudar os direitos básicos previstos na Constituição, pois seria necessária uma emenda constitucional e assim o aval do Congresso. "Teria que fazer uma modificação de natureza constitucional muito difícil, questionável até do ponto de vista da possibilidade jurídica na medida em que ele alteraria cláusulas pétreas."
Por outro lado, professor de direito trabalhista da FGV, Paulo Sérgio João afirma que o presidente eleito poderia, eventualmente, propor uma mudança na forma como está garantido o direito. "O fundo de garantia, por exemplo, é um direito, mas é a lei que determina que o valor corresponde a 8% do salário."
9. Cotas
Criticada por Bolsonaro durante a campanha presidencial, a lei de cotas não poderá ser alterada com uma canetada, mas tampouco depende de um expressivo apoio legislativo. Isso porque trata-se de uma lei ordinária, logo, qualquer alteração precisa apenas de uma maioria simples, ou seja, a maioria dos parlamentares presentes na sessão. A advogada constitucionalista Vera Chamim acredita que Bolsonaro não terá dificuldades para endurecer a lei, se assim desejar. "Se ele quiser mudar a lei de cotas ele vai precisar de uma maioria simples. Acho que vai ser relativamente fácil."
Outra alternativa seria mudar essa legislação por Medida Provisória. Nesse caso, contudo, pode haver contestamento jurídico, segundo o professor de direito da USP Floriano Peixoto Neto. "A Constituição veda a MP para temas que envolvem a cidadania. Poderia haver um entendimento de cidadania no sentido de incluir as políticas afirmativas dentro dessa discussão".
10. Reforma da Previdência
Apontada como uma das prioridades do novo governo, a Reforma da Previdência precisaria ser aprovada como PEC. Isso requer ao menos 308 votos favoráveis em dois turnos na Câmara e outros 49 votos em dois turnos no Senado. Além disso, a proposta ainda precisaria ser aprovada na CCJ das duas Casa legislativas, o que deve levar algum tempo, caso uma nova proposta seja formulada.
Uma maneira de acelerar o processo seria aprovar a PEC proposta pelo atual presidente Michel Temer. O projeto já passou pela CCJ da Câmara e está pronto para ir a plenário. Bolsonaro, no entanto, já sinalizou que não pretende colocar essa proposta em votação.A legislação permite que o texto já aprovado sofra alterações para que fique mais próxima ao que deseja a equipe econômica do presidente eleito. Mas, segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário, Adriana Bramante, a descaracterização do texto original não é o melhor caminho. "Fica ruim e daqui a um ano estaremos discutindo reforma previdenciária de novo."
Uma terceira possibilidade, seria enviar um PL, que necessita de menos votos, ou até mesmo editar uma Medida Provisória. Porém os pontos que estão contemplados na Constituição só podem ser alterados com emenda. "Bolsonaro não poderia, por exemplo, colocar idade mínima na aposentadoria", diz Adriana. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
SOB BOLSONARO, ÓRGÃO GESTOR DE PARQUES FEDERAIS VAI FOCAR REGUALRIZAÇÃO FUNDIÁRIA
Alvo de especulações desde o período eleitoral de que poderia ser fundido ao Ibama, o Instituto Chico Mendes para a Conservação da Biodiversidade (ICMBio) deve continuar existindo como órgão próprio no governo de Jair Bolsonaro, que se inicia no dia 1.º de janeiro. Ao menos num primeiro momento. A manutenção desse status está condicionada à análise do funcionamento das duas instituições, de modo que a hipótese de fusão ainda não está descartada.
É o que explica o veterinário Adalberto Eberhardt, indicado por Ricardo Salles, futuro ministro do Meio Ambiente, para assumir a presidência do ICMBio. "Mas a tendência é que isso só venha a acontecer se for entendido que realmente é fundamental. Caso se perceba que as duas instituições separadas não estão cumprindo com aquilo que devem cumprir, que é serem os implementadores da política nacional do meio ambiente", disse ao jornal O Estado de São Paulo.
A mera indicação do seu nome, porém, já trouxe um alívio para os servidores do órgão, que temiam sua extinção imediata na nova gestão. Eberhardt também é conhecido da comunidade ambientalista como um conservacionista. Ele foi fundador e presidente da Fundação Ecotrópica, responsável por gerir quatro reservas particulares no entorno do Parque Nacional do Pantanal, no Mato Grosso.
Ele evitou listar seus planos à frente do instituto, responsável por gerir as unidades de conservação federais - são 335 no País -, mas disse que há duas prioridades no novo governo: fortalecer a gestão das unidades e fazer sua regularização fundiária.
"Há uma crítica constante de que o Brasil tem milhares de hectares de parques, mas só no papel. Isso porque em boa parte os processos de desapropriação nunca aconteceram. É uma culpa histórica, não só desse governo que está saindo. Não dá para falar em manejar uma unidade de conservação que não é totalmente do poder público se tem pessoas lá dentro", diz.
"Até porque sabemos que, se isso não for feito, perigosamente podem surgir leis que simplesmente considerar que áreas que não forem desapropriadas deixem de ser unidade de conservação", complementa. Ele se refere a alguns projetos de lei, já em tramitação no Congresso, que trazem esse tipo de proposta. É também esse o argumento usado hoje em alguns projetos que visam a redução do tamanho de algumas unidades, como ocorreu em 2017 com o caso da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. "Se não quisermos perder as unidades, temos de tomar providências nesse sentido", afirma.
Turismo
Eberhardt afirma que aprimorar o uso público dos parques nacionais também é uma preocupação do novo governo, ecoando o posicionamento do chefe, que em mais de uma ocasião defendeu o turismo como "fórmula para a preservação".
Logo após ser eleito, Bolsonaro postou no Twitter: "A alegação do intocável age em prol de pequenos grupos, sugar a mente de inocentes, encher o bolso de poucos e dominar a grande maioria envolvida, travando o verdadeiro desenvolvimento!".
Para o veterinário, o uso público é uma forma de aproximar as unidades do cidadão. "Nada melhor que uma unidade que tenha um processo de integração com a sociedade para subir o nível de consciência ecológica do País. Sem isso não vamos mudar muita coisa", diz, defendendo que esse é um esforço que deve ser feito. Inclusive no que se refere aos projetos de concessão à iniciativa privada de serviços, que ganhou força no final da gestão Temer.
Mas pondera que não é uma regra geral que vai valer para todos as unidades. "Temos de descobrir o potencial de cada uma e se pode se traduzir em visitação. Algumas não têm um ecotema fantástico que seja capaz de atrair a comunidade, mas ainda assim são importantes para a conservação, para a lógica da biodiversidade e do conhecimento científico, e o serviço público vai ter de continuar sendo responsável por isso", defende.
"Ou vamos inscrever as unidades de conservação no cenário do País pelo reconhecimento público ou pelo reconhecimento científico", diz. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
É o que explica o veterinário Adalberto Eberhardt, indicado por Ricardo Salles, futuro ministro do Meio Ambiente, para assumir a presidência do ICMBio. "Mas a tendência é que isso só venha a acontecer se for entendido que realmente é fundamental. Caso se perceba que as duas instituições separadas não estão cumprindo com aquilo que devem cumprir, que é serem os implementadores da política nacional do meio ambiente", disse ao jornal O Estado de São Paulo.
A mera indicação do seu nome, porém, já trouxe um alívio para os servidores do órgão, que temiam sua extinção imediata na nova gestão. Eberhardt também é conhecido da comunidade ambientalista como um conservacionista. Ele foi fundador e presidente da Fundação Ecotrópica, responsável por gerir quatro reservas particulares no entorno do Parque Nacional do Pantanal, no Mato Grosso.
Ele evitou listar seus planos à frente do instituto, responsável por gerir as unidades de conservação federais - são 335 no País -, mas disse que há duas prioridades no novo governo: fortalecer a gestão das unidades e fazer sua regularização fundiária.
"Há uma crítica constante de que o Brasil tem milhares de hectares de parques, mas só no papel. Isso porque em boa parte os processos de desapropriação nunca aconteceram. É uma culpa histórica, não só desse governo que está saindo. Não dá para falar em manejar uma unidade de conservação que não é totalmente do poder público se tem pessoas lá dentro", diz.
"Até porque sabemos que, se isso não for feito, perigosamente podem surgir leis que simplesmente considerar que áreas que não forem desapropriadas deixem de ser unidade de conservação", complementa. Ele se refere a alguns projetos de lei, já em tramitação no Congresso, que trazem esse tipo de proposta. É também esse o argumento usado hoje em alguns projetos que visam a redução do tamanho de algumas unidades, como ocorreu em 2017 com o caso da Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará. "Se não quisermos perder as unidades, temos de tomar providências nesse sentido", afirma.
Turismo
Eberhardt afirma que aprimorar o uso público dos parques nacionais também é uma preocupação do novo governo, ecoando o posicionamento do chefe, que em mais de uma ocasião defendeu o turismo como "fórmula para a preservação".
Logo após ser eleito, Bolsonaro postou no Twitter: "A alegação do intocável age em prol de pequenos grupos, sugar a mente de inocentes, encher o bolso de poucos e dominar a grande maioria envolvida, travando o verdadeiro desenvolvimento!".
Para o veterinário, o uso público é uma forma de aproximar as unidades do cidadão. "Nada melhor que uma unidade que tenha um processo de integração com a sociedade para subir o nível de consciência ecológica do País. Sem isso não vamos mudar muita coisa", diz, defendendo que esse é um esforço que deve ser feito. Inclusive no que se refere aos projetos de concessão à iniciativa privada de serviços, que ganhou força no final da gestão Temer.
Mas pondera que não é uma regra geral que vai valer para todos as unidades. "Temos de descobrir o potencial de cada uma e se pode se traduzir em visitação. Algumas não têm um ecotema fantástico que seja capaz de atrair a comunidade, mas ainda assim são importantes para a conservação, para a lógica da biodiversidade e do conhecimento científico, e o serviço público vai ter de continuar sendo responsável por isso", defende.
"Ou vamos inscrever as unidades de conservação no cenário do País pelo reconhecimento público ou pelo reconhecimento científico", diz. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
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