O procurador José Alfredo de Paula Silva, responsável por coordenar o grupo de trabalho da Operação Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), pediu demissão do cargo. Em ofício protocolado na última sexta-feira (12), ele disse que a decisão foi motivada por questões pessoais.
Segundo informações da Folha de S. Paulo, Silva ocupava o posto desde setembro de 2017 quando Raquel Dodge assumiu o cargo de procuradora-geral da instituição. Com isso, a saída dele era esperada para o próximo mês de setembro, quando se encerra o mandato dela. Essa antecipação gerou surpresa nos colegas, segundo informações da Folha de S. Paulo.
Já o jornal O Globo atribui a decisão de Silva a um descontentamento com Dodge por conta do ritmo lento em que as investigações vêm sendo conduzidas. Um dos casos que têm gerado críticas a ela, por exemplo, é a demora em enviar a delação do empreiteiro Léo Pinheiro para o Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente da OAS citou autoridades do Judiciário e do Legislativo em sua delação, mas esses relatos só podem ser utilizados após a homologação do acordo por parte da Corte
Além disso, o Globo diz que Silva se irritou com a tentativa de Dodge de ser reconduzida ao cargo de chefe do Ministério Público Federal (MPF), mesmo sem ter se candidatado à lista tríplice.
terça-feira, 16 de julho de 2019
LÍDER D GOVERNO NO SENADO DIZ QUE NOME DE EDUARDO BOLSONARO SERIA APROVADO
O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), afirmou nesta terça-feira, 16, ser favorável à indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para a embaixada do Brasil em Washington, nos Estados Unidos. Ele disse estar trabalhando para que, caso o presidente Jair Bolsonaro confirme a indicação de seu filho para o cargo, que ela seja aprovada pelo Senado.
Um embaixador indicado pelo presidente da República deve ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. O colegiado, então, vota pela aprovação ou não do nome e depois o plenário da Casa também decide sobre a indicação.
"Estamos cuidando para que, se essa indicação for feita, ela ser aprovada pelo Senado. O governo tem maioria na Comissão de Relações Exteriores e no plenário para aprovar o nome do Eduardo", disse. O senador contou ainda que conversou com Bolsonaro na noite de ontem e na manhã de hoje e disse que o presidente "está inclinado" a oficializar a indicação.
O líder do governo avaliou que a questão não deve atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência. "São dois assuntos diferentes", disse.
Toffoli
O senador elogiou ainda a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de suspender todos os processos judiciais que tramitam no País em que houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público sem prévia autorização judicial ou sem a supervisão da Justiça.
A decisão deve ter efeitos sobre o processo que tramita contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente Bolsonaro, no Ministério Público do Rio de Janeiro, revelado pelo Estado/Broadcast em dezembro. Foi um pedido da própria defesa do senador que resultou na medida tomada por Toffoli, mas a decisão não deixa expresso se a investigação contra Flávio também é suspensa.
"A decisão do presidente do STF coloca freios na busca da legalidade dos atos que são praticados em qualquer investigação. A decisão não é sobre Flávio Bolsonaro, mas sobre o bom direito", disse. (As informações do Estadão)
Um embaixador indicado pelo presidente da República deve ser sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado. O colegiado, então, vota pela aprovação ou não do nome e depois o plenário da Casa também decide sobre a indicação.
"Estamos cuidando para que, se essa indicação for feita, ela ser aprovada pelo Senado. O governo tem maioria na Comissão de Relações Exteriores e no plenário para aprovar o nome do Eduardo", disse. O senador contou ainda que conversou com Bolsonaro na noite de ontem e na manhã de hoje e disse que o presidente "está inclinado" a oficializar a indicação.
O líder do governo avaliou que a questão não deve atrapalhar a tramitação da reforma da Previdência. "São dois assuntos diferentes", disse.
Toffoli
O senador elogiou ainda a decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, de suspender todos os processos judiciais que tramitam no País em que houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público sem prévia autorização judicial ou sem a supervisão da Justiça.
A decisão deve ter efeitos sobre o processo que tramita contra o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho mais velho do presidente Bolsonaro, no Ministério Público do Rio de Janeiro, revelado pelo Estado/Broadcast em dezembro. Foi um pedido da própria defesa do senador que resultou na medida tomada por Toffoli, mas a decisão não deixa expresso se a investigação contra Flávio também é suspensa.
"A decisão do presidente do STF coloca freios na busca da legalidade dos atos que são praticados em qualquer investigação. A decisão não é sobre Flávio Bolsonaro, mas sobre o bom direito", disse. (As informações do Estadão)
UNIVERSIDADE NA BA É ALVO DE INTERVENÇÃO DO MEC POR RESERVAR VAGAS PARA TANSEXUAIS
A Universidade da Integração da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que tem um de seus campus instalados na cidade de São Francisco do Conde, no Recôncavo baiano, foi criticada pelo presidente da República Jair Bolsonaro e alvo de intervenção por parte do Ministério da Educação, após reservar vagas para candidatos transexuais, travestis, intersexuais e pessoas não binárias em seu edital de vestibular.
Conforme divulgado pelo próprio presidente no Twitter, após a intervenção do MEC a reitoria da Unilab "se posicionou pela suspensão imediata do edital e sua anulação a posteriori".
Conforme divulgado pelo próprio presidente no Twitter, após a intervenção do MEC a reitoria da Unilab "se posicionou pela suspensão imediata do edital e sua anulação a posteriori".
REUNIÃO QUE DISCUTIRA PROJETO DO ISS NA CÂMARA É ADIADA
A reunião entre representantes da Câmara Municipal de Salvador (CMS) e Ministério Público (MP-BA) que teria como pauta o projeto do Executivo municipal que prevê a isenção de pagamento do ISS por parte das empresas de transporte acabou adiada.
Prevista inicialmente para estar quarta-feira (17), conforme informado pelo presidente da CMS Geraldo Junior (leia mais aqui), a discussão será realizada em uma data futura, mais próxima da votação do projeto na Casa. A nova data foi definida para o dia 6 de agosto, com unanimidade entre os líderes Silvio Humberto (PSB), Marta Rodrigues (PT), Paulo Magalhães Junior (PV) e Edvaldo Brito (PSD).
A mudança de data partiu de uma solicitação da promotora Rita Tourinho, por meio de ofício. A reunião também contará com a presença do promotor Adriano Assis.
O presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Geraldo Junior pretende pautar a votação na Casa até o dia 10 de agosto. O prazo final para votação do texto na CMS é o dia 30 de agosto.
Prevista inicialmente para estar quarta-feira (17), conforme informado pelo presidente da CMS Geraldo Junior (leia mais aqui), a discussão será realizada em uma data futura, mais próxima da votação do projeto na Casa. A nova data foi definida para o dia 6 de agosto, com unanimidade entre os líderes Silvio Humberto (PSB), Marta Rodrigues (PT), Paulo Magalhães Junior (PV) e Edvaldo Brito (PSD).
A mudança de data partiu de uma solicitação da promotora Rita Tourinho, por meio de ofício. A reunião também contará com a presença do promotor Adriano Assis.
O presidente da Câmara de Vereadores de Salvador, Geraldo Junior pretende pautar a votação na Casa até o dia 10 de agosto. O prazo final para votação do texto na CMS é o dia 30 de agosto.
segunda-feira, 15 de julho de 2019
MULHER QUE EMPURROU MARCELO ROSSI DIZ QUE QUERIA CONVERSAR COM O PADRE
A mulher que empurrou o padre Marcelo Rossi em uma missa em Cachoeira Paulista, em São Paulo, neste domingo (14), disse que o ocorrido foi algo entre ela e o padre. "Entre eu e ele, entre eu e ele", comentou na saída da delegacia onde prestou depoimento, em Lorena (SP).
De acordo com informações do Uol, após a declaração ela entrou em um carro da Canção Nova, instituição organizadora da missa, e foi levada de volta à cidade do evento.
O delegado responsável pelo registro da ocorrência, Daniel Castro, por sua vez, falou que, no depoimento, ela afirmou que a intenção era se aproximar para conversar com o padre e não de agredi-lo. A mulher, que teve o nome preservado, disse sofrer de transtorno bipolar e fazer tratamento psiquiátrico.
De acordo com Castro, ela deu "declarações desencontradas". "Ela falou que queria entrar para conversar com ele e que se assustou na hora que viu os seguranças correndo atrás dela. É a versão dela, mas quem vê as imagens vê que não tem nada disso [seguranças correndo atrás dela]. Ela entrou correndo, se assustou e empurrou ele num momento em que meio que surtou, perdeu o controle, mas que não tinha intenção nenhuma, que queria só conversar com ele."
Uma representante do Conselho Tutelar de Cachoeira Paulista também foi à delegacia porque a mulher que empurrou o padre estava na excursão com um filho, de três anos de idade. Segundo Maria Cristiane Batista, o menor está sob responsabilidade de outra conselheira em uma pousada em Cachoeira Paulista. "Nossa conselheira ficou lá tomando conta da criança."
Segundo a Polícia Civil, caso o padre Marcelo Rossi não apresente queixa contra a mulher em até seis meses, o caso será arquivado. Inicialmente, o religioso disse que não irá fazer um boletim de ocorrência. Sendo assim, a mulher vai permanecer em liberdade. (As informações do Correio)
De acordo com informações do Uol, após a declaração ela entrou em um carro da Canção Nova, instituição organizadora da missa, e foi levada de volta à cidade do evento.
O delegado responsável pelo registro da ocorrência, Daniel Castro, por sua vez, falou que, no depoimento, ela afirmou que a intenção era se aproximar para conversar com o padre e não de agredi-lo. A mulher, que teve o nome preservado, disse sofrer de transtorno bipolar e fazer tratamento psiquiátrico.
De acordo com Castro, ela deu "declarações desencontradas". "Ela falou que queria entrar para conversar com ele e que se assustou na hora que viu os seguranças correndo atrás dela. É a versão dela, mas quem vê as imagens vê que não tem nada disso [seguranças correndo atrás dela]. Ela entrou correndo, se assustou e empurrou ele num momento em que meio que surtou, perdeu o controle, mas que não tinha intenção nenhuma, que queria só conversar com ele."
Uma representante do Conselho Tutelar de Cachoeira Paulista também foi à delegacia porque a mulher que empurrou o padre estava na excursão com um filho, de três anos de idade. Segundo Maria Cristiane Batista, o menor está sob responsabilidade de outra conselheira em uma pousada em Cachoeira Paulista. "Nossa conselheira ficou lá tomando conta da criança."
Segundo a Polícia Civil, caso o padre Marcelo Rossi não apresente queixa contra a mulher em até seis meses, o caso será arquivado. Inicialmente, o religioso disse que não irá fazer um boletim de ocorrência. Sendo assim, a mulher vai permanecer em liberdade. (As informações do Correio)
APÓS RUMOR SE ESPALHAR, MINISTRO DIZ QE NÃO HAVERÁ COBRANÇA NA GRADAÇÃO
Neste domingo (14), o ministro da Educação, Abraham Weintraub, reagiu a um rumor que circulou em blogs e em redes socais nos últimos dias que dizia que universidades federais passariam a cobrar mensalidades dos alunos. Segundo essas mensagens, o anúncio de um programa para implementar as cobranças aconteceria em reuniões na próxima quarta (17), para a qual foram convocados representantes de instituições de todo o país.
Em uma postagem no Twitter neste domingo (14), porém, o ministro disse que as universidades federais continuarão públicas e que os estudantes não pagarão pela graduação, assim como é hoje. Em outras ocasiões, o ministro já defendeu cobrança para alguns cursos de pós-graduação.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico na última semana, o novo projeto seria chamado Future-se e teria como objetivo o "fortalecimento da autonomia financeira das universidades e dos institutos federais", nas palavras do secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. (As informações da por Folhapress)
Em uma postagem no Twitter neste domingo (14), porém, o ministro disse que as universidades federais continuarão públicas e que os estudantes não pagarão pela graduação, assim como é hoje. Em outras ocasiões, o ministro já defendeu cobrança para alguns cursos de pós-graduação.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico na última semana, o novo projeto seria chamado Future-se e teria como objetivo o "fortalecimento da autonomia financeira das universidades e dos institutos federais", nas palavras do secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior. (As informações da por Folhapress)
MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA CONTAS ELEITORAIS DE FLÁVIO BOLSONARO
O Ministério Público do Rio faz um pente-fino nas contas eleitorais do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) para saber se o dinheiro arrecadado por Fabrício Queiroz com outros assessores do antigo gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) irrigou campanhas políticas do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro.
Doações recebidas diretamente e via partidos e despesas contratadas, como de gráficas, pessoal e locação de veículos, são investigadas desde o fim de março pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) no âmbito do inquérito que apura supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa por meio do desvio de salário de assessores no gabinete de Flávio na Alerj.
Eleito deputado estadual em 2002, Flávio ocupou cadeira na Alerj até dezembro de 2018. No período, disputou seis eleições ao cargo no Estado, uma a prefeito do Rio, em 2016, e a vaga ao Senado no ano passado. Além do uso eleitoral, investigadores analisam em sigilo possível enriquecimento ilícito dos envolvidos e prática de agiotagem, entre outros, com os recursos arrecadados por Queiroz.
O foco do Ministério Público são as campanhas de Flávio, mas o aprofundamento das análises alcança indiretamente contas eleitorais do PSL do Rio, do PP e do PSC - partidos pelos quais disputou os pleitos - e se aproxima da estrutura política da família Bolsonaro, incluindo a do presidente.
Suspeito de ser o operador do esquema conhecido como "rachadinha", Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018 e atuou em quatro eleições nesse período. Ao longo de 2016, ano em que Flávio disputou a prefeitura do Rio, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta bancária, com uma série de saques e depósitos fracionados considerados atípicos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Dados da quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio, Queiroz e de outros 92 alvos, decretada pela Justiça Estadual, devem ser cruzados com as informações de campanhas colhidas pelos promotores. As diligências em curso e análise do material levantado buscam trilhar o caminho do dinheiro e vão dar a dimensão dos desvios de salários de assessores ao longo dos 12 anos apurados. E se houve ou não envolvimento de Flávio.
Contas
Com base nas prestações de contas de campanha registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a reportagem listou os maiores doadores, as formas como foram recebidos os recursos e também as empresas contratadas diretamente e via partido, como as gráficas.
Até 2010 as campanhas de Flávio tiveram baixos valores de receitas e gastos. Naquele ano, ela foi feita com R$ 38 mil. Já em 2014, a reeleição a deputado estadual pelo PP custou R$ 214 mil, dos quais R$ 200 mil foram repassados pelo Diretório Nacional do partido, acusado na Operação Lava Jato de receber dinheiro de corrupção.
Em 2016, período das movimentações suspeitas de Queiroz, Flávio concorreu ao cargo de prefeito pelo PSC, partido do irmão vereador Carlos Bolsonaro. Na ocasião, ele teve a maior arrecadação do período investigado: R$ 871 mil. Quase todo valor foi doado pelo PSC por meio do Fundo Partidário.
No ano passado, quando Flávio foi eleito senador, sua campanha recebeu R$ 712,2 mil em doações em dinheiro e valores estimados por repasses de material de campanha e por prestação de serviços. A campanha do presidente Jair Bolsonaro foi a maior doadora de dinheiro para a do filho: R$ 200 mil. Nem o presidente nem sua campanha são alvo da apuração.
O PSL do Rio, presidido por Flávio, foi outro importante financiador da campanha ao Senado. O diretório estadual recebeu ao todo R$ 550 mil do PSL nacional. A ex-assessora e tesoureira-geral do partido nas eleições de 2018, Valdenice de Oliveira Meliga, também teve seu sigilo quebrado. Ela é irmã de Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, presos em agosto de 2018 na Operação Quarto Elemento acusados de crimes e envolvimento com milícias.
Gráficas
Foi o PSL do Rio que bancou a impressão de santinhos, adesivos e faixas da campanha de Flávio em 2018, com valor de R$ 209,8 mil. Três gráficas produziram o material, quase a totalidade em dobradinha com a campanha presidencial do pai: a Grafserra, a Esfera Visual e a Apel Gráfica.
A Grafserra foi a que mais recebeu por serviços doados à campanha de Flávio - R$ 273 mil -, e imprimiu 10 milhões de santinhos com a imagem dos Bolsonaro. Entre os clientes da empresa estavam ainda os candidatos a deputado federal Hugo Leal (PSD), Leonardo Picciani (MDB) e Simão Sessim (PP), além do deputado estadual Max Rodrigues Lemos (MDB).
Defesa
O advogado Luis Gustavo Botto Maia, responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado em 2018 e pela prestação de contas do PSL do Rio, recebeu procuração do senador em fevereiro deste ano para atuar como representante legal e acompanhar a investigação do Ministério Público do Rio. Procurado pela reportagem, ele não respondeu até a publicação desta matéria.
Flávio Bolsonaro nega ter praticado qualquer ato ilícito durante seu mandato como deputado estadual. Ele afirma que o ex-assessor Fabrício Queiroz tinha autonomia dentro de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e que desconhecia as práticas adotadas por ele. Flávio diz ainda que seu sigilo foi quebrado de forma ilegal pelos promotores e que é vítima de perseguição, cujo objetivo é atingir o governo de seu pai.
Em sua defesa encaminhada por escrito ao MP, Queiroz disse que arrecadava parte do salário dos assessores para contratar apoiadores externos informais para melhorar o desempenho político do então deputado estadual. Ele disse que Flávio não sabia disso e que não via irregularidade na prática, proibida pelo Alerj. O Ministério Público considera que a versão de Queiroz corrobora as suspeitas de peculato envolvendo o dinheiro da Alerj.
Procurado, o órgão não comentou as investigações, colocadas sob sigilo pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
Doações recebidas diretamente e via partidos e despesas contratadas, como de gráficas, pessoal e locação de veículos, são investigadas desde o fim de março pelo Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc) no âmbito do inquérito que apura supostos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa por meio do desvio de salário de assessores no gabinete de Flávio na Alerj.
Eleito deputado estadual em 2002, Flávio ocupou cadeira na Alerj até dezembro de 2018. No período, disputou seis eleições ao cargo no Estado, uma a prefeito do Rio, em 2016, e a vaga ao Senado no ano passado. Além do uso eleitoral, investigadores analisam em sigilo possível enriquecimento ilícito dos envolvidos e prática de agiotagem, entre outros, com os recursos arrecadados por Queiroz.
O foco do Ministério Público são as campanhas de Flávio, mas o aprofundamento das análises alcança indiretamente contas eleitorais do PSL do Rio, do PP e do PSC - partidos pelos quais disputou os pleitos - e se aproxima da estrutura política da família Bolsonaro, incluindo a do presidente.
Suspeito de ser o operador do esquema conhecido como "rachadinha", Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018 e atuou em quatro eleições nesse período. Ao longo de 2016, ano em que Flávio disputou a prefeitura do Rio, Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta bancária, com uma série de saques e depósitos fracionados considerados atípicos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
Dados da quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio, Queiroz e de outros 92 alvos, decretada pela Justiça Estadual, devem ser cruzados com as informações de campanhas colhidas pelos promotores. As diligências em curso e análise do material levantado buscam trilhar o caminho do dinheiro e vão dar a dimensão dos desvios de salários de assessores ao longo dos 12 anos apurados. E se houve ou não envolvimento de Flávio.
Contas
Com base nas prestações de contas de campanha registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a reportagem listou os maiores doadores, as formas como foram recebidos os recursos e também as empresas contratadas diretamente e via partido, como as gráficas.
Até 2010 as campanhas de Flávio tiveram baixos valores de receitas e gastos. Naquele ano, ela foi feita com R$ 38 mil. Já em 2014, a reeleição a deputado estadual pelo PP custou R$ 214 mil, dos quais R$ 200 mil foram repassados pelo Diretório Nacional do partido, acusado na Operação Lava Jato de receber dinheiro de corrupção.
Em 2016, período das movimentações suspeitas de Queiroz, Flávio concorreu ao cargo de prefeito pelo PSC, partido do irmão vereador Carlos Bolsonaro. Na ocasião, ele teve a maior arrecadação do período investigado: R$ 871 mil. Quase todo valor foi doado pelo PSC por meio do Fundo Partidário.
No ano passado, quando Flávio foi eleito senador, sua campanha recebeu R$ 712,2 mil em doações em dinheiro e valores estimados por repasses de material de campanha e por prestação de serviços. A campanha do presidente Jair Bolsonaro foi a maior doadora de dinheiro para a do filho: R$ 200 mil. Nem o presidente nem sua campanha são alvo da apuração.
O PSL do Rio, presidido por Flávio, foi outro importante financiador da campanha ao Senado. O diretório estadual recebeu ao todo R$ 550 mil do PSL nacional. A ex-assessora e tesoureira-geral do partido nas eleições de 2018, Valdenice de Oliveira Meliga, também teve seu sigilo quebrado. Ela é irmã de Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, presos em agosto de 2018 na Operação Quarto Elemento acusados de crimes e envolvimento com milícias.
Gráficas
Foi o PSL do Rio que bancou a impressão de santinhos, adesivos e faixas da campanha de Flávio em 2018, com valor de R$ 209,8 mil. Três gráficas produziram o material, quase a totalidade em dobradinha com a campanha presidencial do pai: a Grafserra, a Esfera Visual e a Apel Gráfica.
A Grafserra foi a que mais recebeu por serviços doados à campanha de Flávio - R$ 273 mil -, e imprimiu 10 milhões de santinhos com a imagem dos Bolsonaro. Entre os clientes da empresa estavam ainda os candidatos a deputado federal Hugo Leal (PSD), Leonardo Picciani (MDB) e Simão Sessim (PP), além do deputado estadual Max Rodrigues Lemos (MDB).
Defesa
O advogado Luis Gustavo Botto Maia, responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado em 2018 e pela prestação de contas do PSL do Rio, recebeu procuração do senador em fevereiro deste ano para atuar como representante legal e acompanhar a investigação do Ministério Público do Rio. Procurado pela reportagem, ele não respondeu até a publicação desta matéria.
Flávio Bolsonaro nega ter praticado qualquer ato ilícito durante seu mandato como deputado estadual. Ele afirma que o ex-assessor Fabrício Queiroz tinha autonomia dentro de seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e que desconhecia as práticas adotadas por ele. Flávio diz ainda que seu sigilo foi quebrado de forma ilegal pelos promotores e que é vítima de perseguição, cujo objetivo é atingir o governo de seu pai.
Em sua defesa encaminhada por escrito ao MP, Queiroz disse que arrecadava parte do salário dos assessores para contratar apoiadores externos informais para melhorar o desempenho político do então deputado estadual. Ele disse que Flávio não sabia disso e que não via irregularidade na prática, proibida pelo Alerj. O Ministério Público considera que a versão de Queiroz corrobora as suspeitas de peculato envolvendo o dinheiro da Alerj.
Procurado, o órgão não comentou as investigações, colocadas sob sigilo pelo juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27ª Vara Criminal do Rio. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
QUILOMBO EM LAURO DE FREITAS É INVADIDO E TEM CASA INCÊNDIADA
O Quilombo Quingoma, localizado em Lauro de Freitas, foi invadido neste domingo, 14. Segundo informações iniciais, um homem se identificou como agente da Polícia Civil e ateou fogo em barracos, agrediu um morador e derrubou uma casa de alvenaria.
Segundo a presidente da associação quilombola, Ana Silva, os moradores do quilombo registraram o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e a mesma teria informado que mandaria a equipe de perícia, para verificar os danos materiais no imóvel. Horas depois, um agente teria informado que não se dirigiria ao local naquele momento por considerar o bairro "de alta periculosidade". Os agentes teriam prometido uma nova visita, o que não ocorreu.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda o posicionamento. (As informações do A Tarde)
Segundo a presidente da associação quilombola, Ana Silva, os moradores do quilombo registraram o Boletim de Ocorrência na Polícia Civil e a mesma teria informado que mandaria a equipe de perícia, para verificar os danos materiais no imóvel. Horas depois, um agente teria informado que não se dirigiria ao local naquele momento por considerar o bairro "de alta periculosidade". Os agentes teriam prometido uma nova visita, o que não ocorreu.
A reportagem entrou em contato com a Polícia Civil e aguarda o posicionamento. (As informações do A Tarde)
LISTA DE ESPERA DO FIES É AUTOMÁTICA E ESTUDANTES DEVEM FICAR ATENTOS
Os estudantes que não foram pré-selecionados na chamada regular do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) devem, a partir de hoje (15), ficar atentos, pois podem, a qualquer momento, ser contemplados com o financiamento.
O acompanhamento deve ser feito pelo site do programa. Todos os participantes que não foram pré-selecionados serão automaticamente inscritos na lista de espera, que visa preencher as vagas que ainda não foram ocupadas.
A partir desta segunda-feira, até 23 de agosto, os estudantes poderão ser convocados. Os candidatos que forem pré-selecionados na lista deverão complementar a inscrição no prazo de três três dias úteis, contados do dia subsequente ao da divulgação de sua pré-seleção no FiesSeleção. A lista de espera vale apenas para os candidatos inscritos na modalidade juro zero.
Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo o país nesta modalidade. Com financiamento a juro zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.
Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.
A modalidade P-Fies, voltada a estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até cinco salários mínimos, não tem lista de espera.
Inscrição postergada
Começa hoje também, e vai até o dia 17, o prazo para os candidatos com inscrição postergada complementarem a inscrição pela internet.
Esses candidatos foram selecionados para receber o financiamento, mas devido ao fato de a conclusão do processo ter ocorrido no meio ou no fim do semestre corrente, escolheram que o início do financiamento se daria apenas no segundo semestre deste ano, adiando a confirmação da inscrição. (As informações da Agência Brasil)
O acompanhamento deve ser feito pelo site do programa. Todos os participantes que não foram pré-selecionados serão automaticamente inscritos na lista de espera, que visa preencher as vagas que ainda não foram ocupadas.
A partir desta segunda-feira, até 23 de agosto, os estudantes poderão ser convocados. Os candidatos que forem pré-selecionados na lista deverão complementar a inscrição no prazo de três três dias úteis, contados do dia subsequente ao da divulgação de sua pré-seleção no FiesSeleção. A lista de espera vale apenas para os candidatos inscritos na modalidade juro zero.
Para a segunda edição do ano, 46,6 mil vagas foram ofertadas em 1.756 instituições de ensino privadas de todo o país nesta modalidade. Com financiamento a juro zero, o Fies é voltado para estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até três salários mínimos.
Para concorrer ao financiamento, o candidato precisa ter feito qualquer uma das últimas dez edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ter alcançado média igual ou superior a 450 pontos nas questões e não ter zerado a redação.
A modalidade P-Fies, voltada a estudantes com renda familiar mensal bruta por pessoa de até cinco salários mínimos, não tem lista de espera.
Inscrição postergada
Começa hoje também, e vai até o dia 17, o prazo para os candidatos com inscrição postergada complementarem a inscrição pela internet.
Esses candidatos foram selecionados para receber o financiamento, mas devido ao fato de a conclusão do processo ter ocorrido no meio ou no fim do semestre corrente, escolheram que o início do financiamento se daria apenas no segundo semestre deste ano, adiando a confirmação da inscrição. (As informações da Agência Brasil)
sábado, 13 de julho de 2019
TEMPESTADE TROPICAL BARRY SE APROXIMA DOS EUA E PODE SE TORNAR FURACÃO
A tempestade tropical Barry se aproxima nesta sexta-feira, 12, do estado da Louisiana, no sul dos Estados Unidos, onde deve tocar terra nas primeiras horas de sábado, com a previsão de que ocorra uma perigosa combinação de ressaca e inundações.
"A principal preocupação que (a tempestade) Barry gera é a água, tanto da ressaca ciclônica, que avança sobre os territórios litorâneos, como a inundação de água doce terra adentro. É uma situação que coloca vidas humanas em risco e deve ser levada seriamente", afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) no Twitter.
Um dos meteorologistas do Centro Nacional do Clima classificou a tempestade como "mortífera". "A tempestade tropical Barry é uma tempestade perigosa e potencialmente mortífera", alertou Benjamin Schott.
Autoridades cancelaram um show dos Rolling Stones que seria realizado no domingo, 14. Os moradores receberam ordem de se retirar de algumas áreas próximas, mas o prefeito de Nova Orleans disse que nenhuma retirada foi ordenada na cidade baixa, que fortaleceu suas defesas contra inundações depois do devastador furacão Katrina em 2005.
O presidente americano Donald Trump declarou estado de emergência na Louisiana. A produção petrolífera da região foi reduzida pela metade, e as empresas energéticas esvaziaram instalações de prospecção em alto-mar. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo dos EUA decretou emergência pública de saúde em Louisiana para que o estado se preparasse para o impacto do Barry.
Um dos fatores que mais causam temor é o nível do Rio Mississipi, que nesta época do ano costuma ficar entre 1,8 e 2,4 metros, e está atualmente em 4,8 metros. Segundo a imprensa local, a alta deixa Nova Orleans em uma situação de alerta próxima à do devastador Katrina.
O último boletim divulgado pelo NHC informa que o Barry está a 190 quilômetros da foz do Rio Mississipi, onde está Nova Orleans, e a 130 quilômetros de Morgan City, onde a tempestade deve tocar terra.
Segundo o órgão, Barry está avançando mais lentamente, a 6 km/h, com ventos máximos sustentados de 100 km/h. As rajadas, porém, chegam a 280 km/h na área mais próxima ao centro da tempestade.
Devido à intensidade dos ventos, de acordo com o NHC, Barry deve tocar terra com categoria de furacão 1 na escala Saffir-Simpson
Este será o primeiro furacão da temporada de 2019 no Oceano Atlântico, que começou oficialmente no dia 1º de junho. Antes da data, porém, a tempestade subtropical Andrea se formou na região, mas não provocou danos.
O NHC enviou diversos alertas de tempestade tropical e de furacão na região do litoral do Golfo do México. Segundo o último boletim do órgão, pode chover 63,5 cm em pontos isolados. Já a ressaca ciclônica deve provocar ondas de até 1,8 metros. (As informações do Estadão Com agências internacionais)
"A principal preocupação que (a tempestade) Barry gera é a água, tanto da ressaca ciclônica, que avança sobre os territórios litorâneos, como a inundação de água doce terra adentro. É uma situação que coloca vidas humanas em risco e deve ser levada seriamente", afirmou o Centro Nacional de Furacões (NHC) no Twitter.
Um dos meteorologistas do Centro Nacional do Clima classificou a tempestade como "mortífera". "A tempestade tropical Barry é uma tempestade perigosa e potencialmente mortífera", alertou Benjamin Schott.
Autoridades cancelaram um show dos Rolling Stones que seria realizado no domingo, 14. Os moradores receberam ordem de se retirar de algumas áreas próximas, mas o prefeito de Nova Orleans disse que nenhuma retirada foi ordenada na cidade baixa, que fortaleceu suas defesas contra inundações depois do devastador furacão Katrina em 2005.
O presidente americano Donald Trump declarou estado de emergência na Louisiana. A produção petrolífera da região foi reduzida pela metade, e as empresas energéticas esvaziaram instalações de prospecção em alto-mar. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos do governo dos EUA decretou emergência pública de saúde em Louisiana para que o estado se preparasse para o impacto do Barry.
Um dos fatores que mais causam temor é o nível do Rio Mississipi, que nesta época do ano costuma ficar entre 1,8 e 2,4 metros, e está atualmente em 4,8 metros. Segundo a imprensa local, a alta deixa Nova Orleans em uma situação de alerta próxima à do devastador Katrina.
O último boletim divulgado pelo NHC informa que o Barry está a 190 quilômetros da foz do Rio Mississipi, onde está Nova Orleans, e a 130 quilômetros de Morgan City, onde a tempestade deve tocar terra.
Segundo o órgão, Barry está avançando mais lentamente, a 6 km/h, com ventos máximos sustentados de 100 km/h. As rajadas, porém, chegam a 280 km/h na área mais próxima ao centro da tempestade.
Devido à intensidade dos ventos, de acordo com o NHC, Barry deve tocar terra com categoria de furacão 1 na escala Saffir-Simpson
Este será o primeiro furacão da temporada de 2019 no Oceano Atlântico, que começou oficialmente no dia 1º de junho. Antes da data, porém, a tempestade subtropical Andrea se formou na região, mas não provocou danos.
O NHC enviou diversos alertas de tempestade tropical e de furacão na região do litoral do Golfo do México. Segundo o último boletim do órgão, pode chover 63,5 cm em pontos isolados. Já a ressaca ciclônica deve provocar ondas de até 1,8 metros. (As informações do Estadão Com agências internacionais)
MAIA QUER ENTREGAR PREVIDÊNCIA AO SENADO ATÉ 9 DE AGOSTO
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse nesta sexta-feira, 12, que quer entregar a reforma da Previdência para o Senado até o dia 9 de agosto. Ele confirmou que o início da votação da segunda fase terá início no dia 6 do próximo mês, após o fim do recesso parlamentar (veja abaixo o que mudou depois da votação dos destaques).
"Segundo turno deve ir de terça (6) a quinta (8) de agosto", disse e depois reiterou que pretende entregar aos senadores entre 8 ou 9.
Ele minimizou o fato de a votação em segundo turno ter ficado para depois do recesso parlamentar e disse que trabalhou de acordo com o tempo da Casa, para evitar um adiamento maior. "Se tivesse iniciado segundo turno (na próxima semana), oposição teria feito obstrução hoje e não teríamos terminado destaques", disse. "Ao longo do dia fomos sinalizando que o mais importante seria terminar o primeiro turno", afirmou.
Questionado se os deputados, ao retornarem às suas bases durante o recesso, não poderiam mudar de ideia, ele disse que sim. "Podem mudar de ideia sim, a favor da reforma", afirmou.
Ele disse ainda que não se sente frustrado por não ter conseguido finalizar os trabalhos da reforma no primeiro semestre. "Mesmo que votássemos na próxima semana, o Senado só ia começar a trabalhar essa matéria dia 8 ou 9 (agosto)", disse. "Eu estou feliz com o resultado, nunca imaginei depois de tantos anos como deputado que pudéssemos ter uma votação de um tema desse com 379 votos", afirmou antes de deixar a Câmara.
Os deputados finalizaram mais cedo a votação dos destaques da reforma. Agora, a matéria está sendo analisada novamente pela Comissão Especial, que precisa votar o texto novamente, já que houve mudanças no plenário.
Confira o que mudou em relação ao texto aprovado na quarta-feira:
Mulheres - Com a nova regra, é possível conseguir 100% da aposentadoria aos 35 anos de contribuição. Na proposta aprovada na quarta-feira, era preciso somar 40 anos de contribuição para ter a integralidade do benefícios.
Pensões - A pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou ao companheiro e aos seus dependentes não poderá ser menor do que um salário mínimo, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo dependente; e não auferida pelo conjunto de dependentes, conforme estava no texto-base.
Policiais - Foi criada uma regra alternativa de transição para policias federais da ativa com idades menores: 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres), desde que cumpram pedágio de 100% do tempo que falta para se aposentar (cumprindo os requisitos de 30 anos de contribuição, para homens, e 25 anos, para mulheres). O pedágio significa que eles precisarão trabalhar o dobro do tempo que faltar para a aposentadoria.
Homens - Foi reduzida de 20 anos para 15 anos o tempo mínimo de contribuição exigido para homens do regime geral (setor privado) poderem se aposentar. Pelo texto-base, o tempo mínimo para homens aumentaria gradualmente – partindo de 15 anos – e chegaria a 20 anos em 2029. Mesmo com a mudança, o tempo de contribuição para aposentadoria integral foi mantido em 40 anos.
Professores - Em uma das regras de transição, a idade dos professores que estão trabalhando caiu para 52 anos (mulheres) e 55 anos (homens), desde que cumpram pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição que falta para ter direito à aposentadoria. (As informações do Estadão)
"Segundo turno deve ir de terça (6) a quinta (8) de agosto", disse e depois reiterou que pretende entregar aos senadores entre 8 ou 9.
Ele minimizou o fato de a votação em segundo turno ter ficado para depois do recesso parlamentar e disse que trabalhou de acordo com o tempo da Casa, para evitar um adiamento maior. "Se tivesse iniciado segundo turno (na próxima semana), oposição teria feito obstrução hoje e não teríamos terminado destaques", disse. "Ao longo do dia fomos sinalizando que o mais importante seria terminar o primeiro turno", afirmou.
Questionado se os deputados, ao retornarem às suas bases durante o recesso, não poderiam mudar de ideia, ele disse que sim. "Podem mudar de ideia sim, a favor da reforma", afirmou.
Ele disse ainda que não se sente frustrado por não ter conseguido finalizar os trabalhos da reforma no primeiro semestre. "Mesmo que votássemos na próxima semana, o Senado só ia começar a trabalhar essa matéria dia 8 ou 9 (agosto)", disse. "Eu estou feliz com o resultado, nunca imaginei depois de tantos anos como deputado que pudéssemos ter uma votação de um tema desse com 379 votos", afirmou antes de deixar a Câmara.
Os deputados finalizaram mais cedo a votação dos destaques da reforma. Agora, a matéria está sendo analisada novamente pela Comissão Especial, que precisa votar o texto novamente, já que houve mudanças no plenário.
Confira o que mudou em relação ao texto aprovado na quarta-feira:
Mulheres - Com a nova regra, é possível conseguir 100% da aposentadoria aos 35 anos de contribuição. Na proposta aprovada na quarta-feira, era preciso somar 40 anos de contribuição para ter a integralidade do benefícios.
Pensões - A pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou ao companheiro e aos seus dependentes não poderá ser menor do que um salário mínimo, quando se tratar da única fonte de renda formal auferida pelo dependente; e não auferida pelo conjunto de dependentes, conforme estava no texto-base.
Policiais - Foi criada uma regra alternativa de transição para policias federais da ativa com idades menores: 53 anos (homens) e 52 anos (mulheres), desde que cumpram pedágio de 100% do tempo que falta para se aposentar (cumprindo os requisitos de 30 anos de contribuição, para homens, e 25 anos, para mulheres). O pedágio significa que eles precisarão trabalhar o dobro do tempo que faltar para a aposentadoria.
Homens - Foi reduzida de 20 anos para 15 anos o tempo mínimo de contribuição exigido para homens do regime geral (setor privado) poderem se aposentar. Pelo texto-base, o tempo mínimo para homens aumentaria gradualmente – partindo de 15 anos – e chegaria a 20 anos em 2029. Mesmo com a mudança, o tempo de contribuição para aposentadoria integral foi mantido em 40 anos.
Professores - Em uma das regras de transição, a idade dos professores que estão trabalhando caiu para 52 anos (mulheres) e 55 anos (homens), desde que cumpram pedágio de 100% sobre o tempo de contribuição que falta para ter direito à aposentadoria. (As informações do Estadão)
AGRICULTURA IRRIGADA: BAHIA POSSUI OS MAIS EXTENSOS POLOS DE PIVÔS DO PAÍS
De longe eles chamam a atenção ao formar círculos no meio da paisagem. De perto, os equipamentos parecem robôs gigantes. A altura pode chegar a 4 metros, e as hastes são tão longas que ele podem irrigar uma área de até 530 hectares. Eles se movimentam em circunferência, e transportam água até cada plantinha da lavoura.
O cenário é comum no Oeste da Bahia, polo agrícola que tem a maior cobertura de pivôs centrais do país. Nesta área do estado, os equipamentos de irrigação ocupam 147.087 mil hectares, cerca de 2,5% da área total destinada a agricultura na região.
Os dados fazem parte da segunda edição do Levantamento da agricultura irrigada por pivôs centrais, realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A análise inclui o período entre 1985 e 2017.
Ainda de acordo com a pesquisa, feita a partir de imagens de satélite, os pivôs já ocupam mais de 1,47 milhão de hectares no Brasil. A área coberta pelos equipamentos é três vezes maior do que a ocupada em 2000, e chega a ser 47 vezes maior do que a registrada em 1985. Os mapas indicam também que o grande polo nacional de pivôs se concentra principalmente entre os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O levantamento mostra que o polo agrícola de Mucugê e Ibicoara, na Chapada Diamantina, é o que tem a maior densidade de pivôs centrais do país. Seriam 435 equipamentos na região, espalhados por cerca de 30 mil hectares, o equivalente a 30 mil campos de futebol, representando 20,7% da área total do polo.
Os dois polos da Bahia, junto com outros 15 polos agrícolas do país, concentram 59% da área irrigada do Brasil. No topo estão muncípios de Minas Gerais e Goiás, mas sete municípios baianos aparecem entre os vinte com área equipada por pivôs centrais acima de cinco mil hectares. São eles Barreiras, São Desidério, Mucugê, Jaborandi, Luis Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e Cocos.
Os resultados do uso dos pivôs se refletem na produtividade. Apenas 7% das plantações do Oeste são irrigadas, mas elas geram cerca de 35% do Produto Interno Bruto da região.
“É uma necessidade. Mas a grande maioria dos produtores rurais, mais de 90%, usa um sistema eficiente de distribuição de água. Junto com os pivôs, utilizamos sensores que medem a umidade do solo, e mostram se é preciso irrigar”, afirma Cisino Lopes, Diretor de Águas e Irrigação da Associação de Agricultores do Oeste da Bahia (Aiba).
A região deve, inclusive, ampliar o uso da irrigação. “Um estudo esta sendo realizado por especialistas da Universidade de Viçosa, para avaliar as águas subterrâneas do aquífero Urucuia. Só depois, em cima dos estudos, poderemos saber com exatidão o quanto pode ser ampliado”, completa. (As informações do Correio)
O cenário é comum no Oeste da Bahia, polo agrícola que tem a maior cobertura de pivôs centrais do país. Nesta área do estado, os equipamentos de irrigação ocupam 147.087 mil hectares, cerca de 2,5% da área total destinada a agricultura na região.
Os dados fazem parte da segunda edição do Levantamento da agricultura irrigada por pivôs centrais, realizado pela Agência Nacional de Águas (ANA) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A análise inclui o período entre 1985 e 2017.
Ainda de acordo com a pesquisa, feita a partir de imagens de satélite, os pivôs já ocupam mais de 1,47 milhão de hectares no Brasil. A área coberta pelos equipamentos é três vezes maior do que a ocupada em 2000, e chega a ser 47 vezes maior do que a registrada em 1985. Os mapas indicam também que o grande polo nacional de pivôs se concentra principalmente entre os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
O levantamento mostra que o polo agrícola de Mucugê e Ibicoara, na Chapada Diamantina, é o que tem a maior densidade de pivôs centrais do país. Seriam 435 equipamentos na região, espalhados por cerca de 30 mil hectares, o equivalente a 30 mil campos de futebol, representando 20,7% da área total do polo.
Os dois polos da Bahia, junto com outros 15 polos agrícolas do país, concentram 59% da área irrigada do Brasil. No topo estão muncípios de Minas Gerais e Goiás, mas sete municípios baianos aparecem entre os vinte com área equipada por pivôs centrais acima de cinco mil hectares. São eles Barreiras, São Desidério, Mucugê, Jaborandi, Luis Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e Cocos.
Os resultados do uso dos pivôs se refletem na produtividade. Apenas 7% das plantações do Oeste são irrigadas, mas elas geram cerca de 35% do Produto Interno Bruto da região.
“É uma necessidade. Mas a grande maioria dos produtores rurais, mais de 90%, usa um sistema eficiente de distribuição de água. Junto com os pivôs, utilizamos sensores que medem a umidade do solo, e mostram se é preciso irrigar”, afirma Cisino Lopes, Diretor de Águas e Irrigação da Associação de Agricultores do Oeste da Bahia (Aiba).
A região deve, inclusive, ampliar o uso da irrigação. “Um estudo esta sendo realizado por especialistas da Universidade de Viçosa, para avaliar as águas subterrâneas do aquífero Urucuia. Só depois, em cima dos estudos, poderemos saber com exatidão o quanto pode ser ampliado”, completa. (As informações do Correio)
'NÃO É NEPOTISMO, EU JAMAIS FARIA ISSO', DIZ BOLSONARO SOBRE FILHO
O presidente Jair Bolsonaro rebateu ontem (12) as críticas de políticos da oposição de que a escolha do filho Eduardo Bolsonaro, deputado pelo PSL de São Paulo, para chefiar a embaixada do Brasil nos Estados Unidos configuraria prática de nepotismo.
Segundo o presidente, se houvesse essa restrição, ele "jamais" faria a indicação. "Alguns falam que é nepotismo. Essa função, tem decisão do Supremo (Tribunal Federal), não é nepotismo, eu jamais faria isso", disse o presidente, durante transmissão ao vivo pelo Facebook ao lado do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e do ex-deputado Missionário José Olímpio (DEM-SP).
Ao fazer a menção ao Supremo, Bolsonaro se referiu à súmula aprovada em 2008 pelo plenário da Corte, definindo que viola a Constituição a nomeação de parente, cônjuge ou companheiro para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou também de função gratificada na administração pública. Mas o entendimento até agora do STF é de que isso não se aplicaria à nomeação de familiares para cargos de natureza política.
Bolsonaro reafirmou que, se depender dele, só falta o filho aceitar a indicação e o Senado aprovar o nome. Anteontem, o deputado disse que, se for indicado, "aceita a missão". "Querem que eu bote quem lá? Celso Amorim? Aloysio Nunes, que foi motorista do (guerrilheiro Carlos) Marighella? Meu filho é muito melhor do que eu, já esteve em vários países da Europa", disse Bolsonaro.
O Supremo tem pendente a análise de um caso que discute a indicação de parentes para cargos de natureza política. Não existe, porém, previsão de quando os ministros vão avaliar o tema - sob relatoria do ministro Luiz Fux. Levantamento feito pelo Estado mostra que ministros da Corte já tomaram (de forma individual ou em colegiado) pelo menos oito decisões no sentido de que o veto não alcança nomeações políticas. Nenhuma delas, no entanto, tratava de representação diplomática no exterior.
Casos
Em outubro de 2008, por 7 a 1, o plenário confirmou liminar do então ministro Cezar Peluso que garantia o cargo de Eduardo Requião como secretário de Transportes do Paraná, governado na época pelo seu irmão, Roberto Requião. Dos sete votos favoráveis ao irmão de Requião, três vieram de ministros que ainda integram o tribunal - Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Os outros quatro ministros que se posicionaram nesse sentido já se aposentaram.
O único voto divergente na época foi o do ministro Marco Aurélio Mello. Anteontem, ao analisar o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro, ele disse ao Estado que a indicação para a embaixada americana seria nepotismo e "um tiro no pé".
Outros processos envolvendo a nomeação de familiares de políticos foram apreciados pelo tribunal ao longo dos últimos anos. Em maio de 2009, por exemplo, Celso de Mello garantiu a permanência de Ivo Ferreira Gomes, irmão do então governador do Ceará, Cid Gomes (hoje no PDT), no cargo de chefe de gabinete. A nomeação havia sido contestada pelo Ministério Público do Ceará na época.
'Polêmica'
O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse ontem que a intenção do presidente "deu polêmica" e poderia ter sido comunicada na próxima semana, após a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados.
"Deu polêmica, reconheço, saiu na imprensa. Agora, vamos aguardar. Poderia ter anunciado na semana que vem? Talvez, durante o recesso parlamentar", disse o ministro durante café da manhã com jornalistas.
Ramos afirmou que soube da possível indicação pela imprensa e que não faz juízo de valor sobre o assunto. Também defendeu o direito de o presidente manifestar esse tipo de intenção. Para o ministro da Secretaria de Governo, uma eventual decisão "não contraria a lei".
'Tenho vivência no mundo'
Após a sinalização do pai de que pode indicá-lo ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou não ver "nenhum desconforto" e apresentou credenciais. "É difícil falar de si próprio, né?", disse o "03", antes de declarar que é cotado por sua experiência, não por ser filho do presidente Jair Bolsonaro.
"Sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês e vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros", disse.
Eduardo afirmou ainda que tem o apoio do chanceler, Ernesto Araújo, para assumir o mais importante e disputado posto diplomático brasileiro. "Ele (Araújo) expressou apoio ao meu nome. Acredito que agora só falta conversar com o presidente Jair Bolsonaro e reafirmar se essa é mesmo a vontade dele. Estamos acompanhando os fatos. Está tudo na esfera da cogitação e sendo encaminhado", disse o deputado a jornalistas na saída de reunião com Araújo.
Segundo Eduardo, ele deve conversar com pai sobre o assunto até amanhã. Na quarta-feira passada (10), o deputado completou 35 anos - idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior. No dia seguinte, Bolsonaro declarou que indicaria o filho para o cargo. "(Eduardo) É amigo dos filhos do (Donald) Trump, fala inglês, fala espanhol, tem vivência muito grande de mundo", disse o presidente.
'Sem precedentes em países democráticos'
Ex-embaixador nos Estados Unidos, o diplomata Rubens Ricupero criticou a possível nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para chefiar a embaixada do Brasil em Washington. "Trata-se de medida sem precedentes em nossa tradição diplomática e na história diplomática de países civilizados e democráticos", afirmou Ricupero ao Estado.
Um dos diplomatas brasileiros mais respeitados, Ricupero foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos entre 1991 e 1993 e atuou como secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Para ele, a nomeação de parentes próximos para funções diplomáticas é típica de "monarquias absolutas". "Caracteriza também os governantes populistas como Donald Trump, que só confiam na própria família", afirmou.
Ricupero, atualmente professor na Faap, disse ainda que Eduardo já atua, na prática, como "chanceler informal" e que, agora, poderia, de fato, assumir um cargo diplomático. No entanto, o fato de o deputado ser filho do presidente, preocupa, segundo o ex-embaixador.
"Funções como as de embaixador devem ser institucionalizadas, e não personalizadas. Pelo motivo óbvio de que, num caso como de um filho representando o próprio pai, haveria maior possibilidade de que as ações do embaixador visassem a interesses pessoais e de família, não os interesses do País."
Autor do livro A Diplomacia na Construção do Brasil: 1750-2016, sobre a história diplomática do País, Ricupero citou o caso de José de Paula Rodrigues Alves, filho mais velho de Rodrigues Alves (1902-1906), mas lembrou que ele se tornou embaixador quando o pai já não era mais presidente. "Ele foi diplomata de carreira e só chegou ao posto de embaixador depois de percorrer todos os outros degraus e muitos anos depois do falecimento do pai (em 1919)." (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
Segundo o presidente, se houvesse essa restrição, ele "jamais" faria a indicação. "Alguns falam que é nepotismo. Essa função, tem decisão do Supremo (Tribunal Federal), não é nepotismo, eu jamais faria isso", disse o presidente, durante transmissão ao vivo pelo Facebook ao lado do apóstolo Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, e do ex-deputado Missionário José Olímpio (DEM-SP).
Ao fazer a menção ao Supremo, Bolsonaro se referiu à súmula aprovada em 2008 pelo plenário da Corte, definindo que viola a Constituição a nomeação de parente, cônjuge ou companheiro para o exercício de cargo em comissão ou de confiança ou também de função gratificada na administração pública. Mas o entendimento até agora do STF é de que isso não se aplicaria à nomeação de familiares para cargos de natureza política.
Bolsonaro reafirmou que, se depender dele, só falta o filho aceitar a indicação e o Senado aprovar o nome. Anteontem, o deputado disse que, se for indicado, "aceita a missão". "Querem que eu bote quem lá? Celso Amorim? Aloysio Nunes, que foi motorista do (guerrilheiro Carlos) Marighella? Meu filho é muito melhor do que eu, já esteve em vários países da Europa", disse Bolsonaro.
O Supremo tem pendente a análise de um caso que discute a indicação de parentes para cargos de natureza política. Não existe, porém, previsão de quando os ministros vão avaliar o tema - sob relatoria do ministro Luiz Fux. Levantamento feito pelo Estado mostra que ministros da Corte já tomaram (de forma individual ou em colegiado) pelo menos oito decisões no sentido de que o veto não alcança nomeações políticas. Nenhuma delas, no entanto, tratava de representação diplomática no exterior.
Casos
Em outubro de 2008, por 7 a 1, o plenário confirmou liminar do então ministro Cezar Peluso que garantia o cargo de Eduardo Requião como secretário de Transportes do Paraná, governado na época pelo seu irmão, Roberto Requião. Dos sete votos favoráveis ao irmão de Requião, três vieram de ministros que ainda integram o tribunal - Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia e Celso de Mello. Os outros quatro ministros que se posicionaram nesse sentido já se aposentaram.
O único voto divergente na época foi o do ministro Marco Aurélio Mello. Anteontem, ao analisar o caso envolvendo Eduardo Bolsonaro, ele disse ao Estado que a indicação para a embaixada americana seria nepotismo e "um tiro no pé".
Outros processos envolvendo a nomeação de familiares de políticos foram apreciados pelo tribunal ao longo dos últimos anos. Em maio de 2009, por exemplo, Celso de Mello garantiu a permanência de Ivo Ferreira Gomes, irmão do então governador do Ceará, Cid Gomes (hoje no PDT), no cargo de chefe de gabinete. A nomeação havia sido contestada pelo Ministério Público do Ceará na época.
'Polêmica'
O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, disse ontem que a intenção do presidente "deu polêmica" e poderia ter sido comunicada na próxima semana, após a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara dos Deputados.
"Deu polêmica, reconheço, saiu na imprensa. Agora, vamos aguardar. Poderia ter anunciado na semana que vem? Talvez, durante o recesso parlamentar", disse o ministro durante café da manhã com jornalistas.
Ramos afirmou que soube da possível indicação pela imprensa e que não faz juízo de valor sobre o assunto. Também defendeu o direito de o presidente manifestar esse tipo de intenção. Para o ministro da Secretaria de Governo, uma eventual decisão "não contraria a lei".
'Tenho vivência no mundo'
Após a sinalização do pai de que pode indicá-lo ao cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou não ver "nenhum desconforto" e apresentou credenciais. "É difícil falar de si próprio, né?", disse o "03", antes de declarar que é cotado por sua experiência, não por ser filho do presidente Jair Bolsonaro.
"Sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês e vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros", disse.
Eduardo afirmou ainda que tem o apoio do chanceler, Ernesto Araújo, para assumir o mais importante e disputado posto diplomático brasileiro. "Ele (Araújo) expressou apoio ao meu nome. Acredito que agora só falta conversar com o presidente Jair Bolsonaro e reafirmar se essa é mesmo a vontade dele. Estamos acompanhando os fatos. Está tudo na esfera da cogitação e sendo encaminhado", disse o deputado a jornalistas na saída de reunião com Araújo.
Segundo Eduardo, ele deve conversar com pai sobre o assunto até amanhã. Na quarta-feira passada (10), o deputado completou 35 anos - idade mínima para um brasileiro assumir uma representação diplomática no exterior. No dia seguinte, Bolsonaro declarou que indicaria o filho para o cargo. "(Eduardo) É amigo dos filhos do (Donald) Trump, fala inglês, fala espanhol, tem vivência muito grande de mundo", disse o presidente.
'Sem precedentes em países democráticos'
Ex-embaixador nos Estados Unidos, o diplomata Rubens Ricupero criticou a possível nomeação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para chefiar a embaixada do Brasil em Washington. "Trata-se de medida sem precedentes em nossa tradição diplomática e na história diplomática de países civilizados e democráticos", afirmou Ricupero ao Estado.
Um dos diplomatas brasileiros mais respeitados, Ricupero foi embaixador do Brasil nos Estados Unidos entre 1991 e 1993 e atuou como secretário-geral da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
Para ele, a nomeação de parentes próximos para funções diplomáticas é típica de "monarquias absolutas". "Caracteriza também os governantes populistas como Donald Trump, que só confiam na própria família", afirmou.
Ricupero, atualmente professor na Faap, disse ainda que Eduardo já atua, na prática, como "chanceler informal" e que, agora, poderia, de fato, assumir um cargo diplomático. No entanto, o fato de o deputado ser filho do presidente, preocupa, segundo o ex-embaixador.
"Funções como as de embaixador devem ser institucionalizadas, e não personalizadas. Pelo motivo óbvio de que, num caso como de um filho representando o próprio pai, haveria maior possibilidade de que as ações do embaixador visassem a interesses pessoais e de família, não os interesses do País."
Autor do livro A Diplomacia na Construção do Brasil: 1750-2016, sobre a história diplomática do País, Ricupero citou o caso de José de Paula Rodrigues Alves, filho mais velho de Rodrigues Alves (1902-1906), mas lembrou que ele se tornou embaixador quando o pai já não era mais presidente. "Ele foi diplomata de carreira e só chegou ao posto de embaixador depois de percorrer todos os outros degraus e muitos anos depois do falecimento do pai (em 1919)." (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
CÂMARA ABRE SESSÃO PARA VOTAR DESTAQUES, MAS SUSPENDE À ESPERA DE QUÓRUM
A Câmara dos Deputados abriu nesta manhã de sexta-feira, 12, a sessão que retomará a votação dos destaques à reforma da Previdência que ainda faltam ser analisados. A sessão foi suspensa em seguida, mas será reaberta mais tarde. No momento, há apenas 61 parlamentares na Casa e 18 deputados na sessão.
Eram necessários 51 deputados para abrir a sessão, mas as votações de fato só devem ser retomadas quando cerca de 490 parlamentares estiverem na Casa. Esse é considerado o quórum seguro pelo governo para evitar que destaques desfigurem o texto principal da reforma.
A sessão da quinta foi encerrada às 2h da madrugada desta sexta. Ainda faltam oito destaques para serem votados. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quinta que vai tentar finalizar as votações ainda nesta sexta, inclusive a do segundo turno da proposta, mas afirmou que a conclusão pode ficar para a manhã deste sábado (13).(As informações do Estadão)
Eram necessários 51 deputados para abrir a sessão, mas as votações de fato só devem ser retomadas quando cerca de 490 parlamentares estiverem na Casa. Esse é considerado o quórum seguro pelo governo para evitar que destaques desfigurem o texto principal da reforma.
A sessão da quinta foi encerrada às 2h da madrugada desta sexta. Ainda faltam oito destaques para serem votados. O presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse na quinta que vai tentar finalizar as votações ainda nesta sexta, inclusive a do segundo turno da proposta, mas afirmou que a conclusão pode ficar para a manhã deste sábado (13).(As informações do Estadão)
sexta-feira, 12 de julho de 2019
NORDESTE FOI REGIÃO COM MAIOR PERCENTUAL DE VOTOS CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA
A região Nordeste foi a que menos entregou votos favoráveis à aprovação da Reforma da Previdência, se comparada às demais. Apesar disso, 63% dos 151 deputados disseram sim ao texto-base aprovado na noite de quarta-feira (10).
A liberação de emendas, a renegociação de dívidas para produtores rurais e a retirada de pontos polêmicos do texto garantiram o apoio da maioria dos deputados nordestinos à reforma da Previdência, contrariando expectativas de que a bancada votasse majoritariamente contra as mudanças.
Centro-Oeste foi região com maior percentual de votos favoráveis (Foto: Globo News/Reprodução)
Numa região com muitos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os deputados sofreram intensa pressão para votarem contra a reforma. Mas o governo conseguiu, com uma série de medidas, reverter grande parte dos votos.
Nos últimos dias, houve liberação de emendas para saúde e também para obras nos municípios, o que ajuda os deputados a agradarem suas bases de apoio em um ano pré-eleitoral. Muitos deputados disputam as eleições municipais.
Houve também decreto do governo permitindo a renegociação de dívidas de produtores rurais do Nordeste e também do Norte, ao custo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
Governadores também atuaram para garantir votos a favor da reforma. O Estado apurou que o cearense Camilo Santana (PT) segurou o secretário de Planejamento Mauro Filho (PDT), que, a pedido do vice-presidente do seu partido, Ciro Gomes, ia se licenciar para votar contra a reforma. Com a manobra, ele tomaria o lugar do deputado Aníbal Gomes (DEM), que, mantido no mandato, votou a favor. A bancada cearense dividiu seus votos igualitariamente, 11 para cada lado. (As informações do Estadão)
A liberação de emendas, a renegociação de dívidas para produtores rurais e a retirada de pontos polêmicos do texto garantiram o apoio da maioria dos deputados nordestinos à reforma da Previdência, contrariando expectativas de que a bancada votasse majoritariamente contra as mudanças.
Centro-Oeste foi região com maior percentual de votos favoráveis (Foto: Globo News/Reprodução)
Numa região com muitos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os deputados sofreram intensa pressão para votarem contra a reforma. Mas o governo conseguiu, com uma série de medidas, reverter grande parte dos votos.
Nos últimos dias, houve liberação de emendas para saúde e também para obras nos municípios, o que ajuda os deputados a agradarem suas bases de apoio em um ano pré-eleitoral. Muitos deputados disputam as eleições municipais.
Houve também decreto do governo permitindo a renegociação de dívidas de produtores rurais do Nordeste e também do Norte, ao custo de R$ 2 bilhões aos cofres públicos.
Governadores também atuaram para garantir votos a favor da reforma. O Estado apurou que o cearense Camilo Santana (PT) segurou o secretário de Planejamento Mauro Filho (PDT), que, a pedido do vice-presidente do seu partido, Ciro Gomes, ia se licenciar para votar contra a reforma. Com a manobra, ele tomaria o lugar do deputado Aníbal Gomes (DEM), que, mantido no mandato, votou a favor. A bancada cearense dividiu seus votos igualitariamente, 11 para cada lado. (As informações do Estadão)
VOLUNTÁRIAS SOCIAIS ARRECADAM DONATIVOS PARA PEDRO ALEXANDRE E CORONEL JOÃO SÁ
As Voluntárias Sociais da Bahia (VSBA) deram início, nesta sexta-feira (12), a uma campanha de arrecadação de donativos para a população dos municípios de Pedro Alexandre e Coronel João Sá, que foram atingidos pelo transbordamento da barragem localizada no povoado de Quati, na tarde de quinta-feira (11).
A ação chamada de “Bahia Solidária” está recebendo doações de produtos de limpeza e higiene pessoal, além de alimentos não perecíveis, água potável e roupas. A entrega pode ser feita na sede das VSBA, na Rua Baronesa de Sauipe, Largo do Campo Grande, nº 382, em Salvador. Todos os produtos arrecadados serão entregues às pessoas desalojadas em função do ocorrido.
A ação chamada de “Bahia Solidária” está recebendo doações de produtos de limpeza e higiene pessoal, além de alimentos não perecíveis, água potável e roupas. A entrega pode ser feita na sede das VSBA, na Rua Baronesa de Sauipe, Largo do Campo Grande, nº 382, em Salvador. Todos os produtos arrecadados serão entregues às pessoas desalojadas em função do ocorrido.
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