quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

JH: RENÚNCIAS AGRAVAM PROBLEMAS NA PREFEITURA


Depois da desistência de Alfredo Mangueira em assumir a Casa Civil, o que representa um duro golpe na manobra do prefeito para escapar, na Câmara, da rejeição imposta pelo Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), a decisão também expõe as tensões no alto escalão da prefeitura. Mangueira alegou, em nota, falta de autonomia para conduzir os destinos do cargo. Outro que também abandona o prefeito é o Vereador Téo Sena (PTC), que anunciou a desistência de liderar a bancada governista.

Segundo Téo, a liderança da bancada estava condicionada à ida de Mangueira para a Casa Civil, mas garantiu que permanece “na base de apoio” ao prefeito. Na crise que se abate na prefeitura, outro golpe na governabilidade de João Henrique, pode vir do Democratas, partido que ainda mantém aliança com o prefeito. Segundo ACM Neto, o partido está em processo interno de debate para, em breve, oficializar a sua posição com relação à Prefeitura de Salvador.

Outro descontentamento vem do vice-prefeito Edvaldo Brito (PDT), que em entrevista à TV Bahia, disse não ter sido consultado sobre a reforma administrativa e, afirmou que teria “feito diferente” em relação às contas da administração, que acabaram rejeitadas pelo TCM.

Para completar, seu partido, com quem vem duelando desde as eleições deste ano, também lavou as mãos. “O mandato é do PMDB, que João Henrique abriu mão sem que tivesse nenhum destrato a ele. Sua gestão não se parece em nada com nosso modo de governar. Se ele sair do partido, vamos para a Justiça”, disse o deputado federal eleito Lúcio Vieira Lima, presidente estadual da legenda. (com informações do Correio)

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