O tema da consciência permeou a missa de Natal celebrada na manhã deste domingo, 25, pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, na Catedral Basílica, no Terreiro de Jesus, Pelourinho. O cardeal considerou haver uma tomada crescente de consciência pelas pessoas no âmbito religioso da importância do tempo natalino, mas também no campo político em sentido mais amplo.Antes de iniciar a missa, às 10h, em breve entrevista à imprensa, o arcebispo avaliou os resultados do concurso de presépios "Salvador Cidade Natal do Brasil", realizado pela Arquidiocese de Salvador. “Foi uma resposta que nos surpreendeu, com o número de pessoas que fizeram presépios (foram 65 inscritos), mostrando que elas criaram uma nova consciência. Todo ano, vamos fazer essa campanha, não para combater o Papai Noel, que seria um perda de tempo, mas para dá a Cristo o seu devido lugar”, disse.
Depois de quase duas horas, ao fim da celebração litúrgica, Dom Murilo fez uma avaliação do quadro político do ano que chega ao fim, à luz das manifestações populares mundo afora, entre as quais a Primavera Árabe teve maior notoriedade. Vale lembrar que a revista inglesa Times elegeu o manifestante como a maior personalidade de 2011.
“A gente vê como os povos oprimidos tomaram uma nova consciência de seu papel e importância e buscaram uma força que eles jamais imaginaram que tinham. É um aviso aos governantes do mundo para que tenham mais cuidado, e percebam que não há mais uma massa informe como antes”, analisou.
Indagado se haveria uma relação das manifestações com o espírito natalino imbuído da natureza revolucionária de Jesus Cristo, o arcebispo respondeu: “Não diria que Jesus é um revolucionário. Mas ele ajudou a mudar, ao estabelecer ideais e valores de justiça, igualdade e fraternidade. Assim, as manifestações quando pacíficas merecem todo o apoio. As pessoas têm que entender que violência gera violência”, disse. (As informações do A Tarde)
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