domingo, 17 de junho de 2012

PLEITO PROVOCA RACHADURAS NOS PARTIDOS

Repetindo o que tem ocorrido em vários estados, decisões de cúpula, acordos unilaterais e insatisfações de lideranças têm causado fissuras em vários partidos nesse período pré-eleitoral. O caso mais expressivo foi a rasteira que o deputado Antônio Imbassahy tomou das direções nacionais do PSDB e DEM. A convenção do PDT realizada domingo passado também expôs a divisão do partido em relação à sucessão em Salvador. Há rachaduras ainda no PTC, PP e PR.

A “puxada de tapete” que Imbassahy levou teve origem em São Paulo. Os sultões da política brasileira consideram a eleição na principal capital do País como fundamental para o pleito presidencial de 2014. O ex-presidente Lula está obcecado em levar o PT à vitória para quebrar a hegemonia do PSDB na cidade. Ele resolveu ungir candidato seu ex-ministro da Educação Fernando Haddad.

A reação tucana veio em forma da “convocação” de José Serra para disputar a prefeitura, a mesma que prometera (e não cumpriu) não abandonar quando se elegeu prefeito em 2004. Confirmada a disputa Serra-Haddad, os partidos partiram para negociar alianças. O DEM ofereceu apoio a Serra em São Paulo e em troca obteve o mesmo na eleição em Salvador, única capital em que o minguado Democratas tem chances de vitória. Resultado: a candidatura de Imbassahy dançou. Além do mais, a manobra de Neto jogou por terra as negociações entre os três partidos de oposição ao PT na Bahia (DEM, PSDB e PMDB) que pretendiam lançar uma chapa única.

Neto também causou insatisfações no PDT ao negociar aliança com o presidente nacional pedetista, Carlos Lupi, que tem todos os motivos do mundo para não facilitar a vida do PT devido à sua demissão do Ministério do Trabalho. (As informações do A Tarde)

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