O corte do adicional de insalubridade para 1.518 servidores da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab) no interior, confirmado ontem pelo governo terá uma segunda etapa nos próximos meses. No total, outros 1.471 funcionários do órgão que cumprem funções administrativas devem ser afetados pela medida. Destes, 883 trabalham na sede da secretaria, situada no CAB, 73 fazem parte do quadro de pessoal da Escola Estadual de Saúde Pública e outros 515 estão espalhados em outros setores.
De acordo com a Sesab, a suspensão das gratificações, que correspondem a até 40% dos salários, foi determinada pela Secretaria de Administração (Saeb) em diversas outras pastas, com base em recomendações do Tribunal de Contas do Estado e da Auditoria-Geral do governo, que consideraram irregular o pagamento do benefício.
Apenas na Saúde, a extinção de adicionais vai representar uma economia de aproximadamente R$ 15 milhões ao ano. A Sesab garante reativar o benefício nos casos avaliados como regulares pela Junta Médica do órgão. No entanto, sindicatos de servidores já se preparam para brigar na Justiça contra o corte.
O enxugamento da folha salarial da Sesab é parte da série de medidas voltadas a diminuir o déficit nas contas da secretaria, estimado em cerca de R$ 650 milhões. Recentemente, o secretário Fábio Vilas Boas determinou redução de 25% nos gastos de 52 unidades do SUS, incluindo hospitais gerais e maternidades. (As informações do Correio)
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