Um aumento na demanda por parte dos usuários do Planserv – plano de saúde dos servidores públicos estaduais – fez com que o estado não honrasse integralmente com os pagamentos referentes a julho junto aos seus prestadores de serviço. Em nota, o plano informou que os “prestadores que apresentaram crescimento de contas acima da inflação e da previsão orçamentária do Planserv estão com seu faturamento submetido à auditoria, razão pela qual o crédito corresponderá a 85% do valor cobrado, observando-se os procedimentos previstos no Inciso III do Art. 17 do Decreto nº 16.106 de 29 de maio de 2015”.
De acordo com o presidente da Federação Baiana de Saúde (Febase), Marcelo Brito, essa medida atingiu quase metade dos estabelecimentos que prestam serviço aos beneficiários do Planserv. “Como são cerca de 1,5 mil prestadores (entre consultórios, clínicas, laboratório e hospitais) no estado, 730 tiveram 15% das suas faturas retidas”, estimou. Ele ressaltou que a justificativa dada pelo Planserv é problema de orçamento e não de caixa. “As contas do plano alcançaram R$ 132 milhões em julho, quando o montante esperado era de R$ 110 milhões”, detalhou Brito.
Mesmo com o atual cenário econômico e com as mudanças anunciadas recentemente pelo próprio Planserv, aguardando aprovação dos deputados, ele não acredita que esse atraso no repasse das faturas seja problema financeiro e tampouco que venha prejudicar os usuários. “Essa é a primeira vez que acontece isso nos últimos oito anos e meio. O Planserv é comparado ao Bradesco na regularidade dos pagamentos”, ressalta ele, informando ainda que, segundo a coordenadora-geral do Planserv, Cristina Cardoso, a expectativa é que os pagamentos sejam regularizados ainda este mês. “Após a conclusão da auditoria, constatada a regularidade da cobrança, fica assegurado o pagamento dos valores devidos”, garantiu o Planserv, em nota. Ao todo, o plano de saúde conta com 500 mil beneficiários. (As informações do Correio)
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