O projeto de lei do vereador Alfredo Mangueira (PMDB), que prevê a proibição do Uber na capital, será levado para votação em plenário às 15h desta quarta (27), de acordo com o presidente da Câmara, vereador Paulo Câmara (PSDB). Segundo ele, tudo indica que a proposta será aprovada com tranquilidade.
“Vai ser o primeiro projeto a ser votado. Para a votação acontecer é preciso que tenha 22 vereadores no plenário. Se não ocorrer discussão do projeto, a votação deverá demorar entre 15 a 20 minutos. Como a votação é mais um consenso, acredito que não iremos demorar muito para votá-lo”, comentou Câmara. A aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da casa ocorreu em dezembro.
Caso seja aprovado pelos vereadores, o projeto segue para sanção do prefeito ACM Neto, que nesta terça (26) responsabilizou a empresa que gerencia o Uber pelos incidentes registrados entre taxistas e os motoristas considerados clandestinos. “Eu acho que isso tudo deriva do desrespeito que o Uber faz com a cidade com um sistema que, repito, é considerado para a gente uma forma de transporte clandestino”, disse.
Apesar disso, Neto condenou a atitude de taxistas envolvidos em perseguições e ameaças e disse que, caso sejam comprovadas as acusações, eles podem ser punidos. “Nós não vamos aceitar nenhum tipo de agressão por parte de ninguém. Se houver algum fato concreto de agressão de taxista, nós vamos punir, sem dúvida alguma”, garantiu o prefeito, que disse ainda que a fiscalização sobre o serviço está mantida. O prefeito voltou a afirmar que a prefeitura não pretende regularizar o Uber: “Não. Por enquanto, não”. (As informações do Correio)
quarta-feira, 27 de abril de 2016
SEM CONFIRMAR ESCALAÇÃO, MANCINI GARANTE DAGOBERTO TITULAR HOJE CONTRA O NÁUTICO-RR
Com 31 minutos jogados com a camisa rubro-negra, Dagoberto não balançou a rede, mas foi dele a assistência do gol de Victor Ramos, no triunfo sobre a Juazeirense, domingo. Hoje, ele terá 90 minutos, mais acréscimos, para comprovar o status de principal contratação em 2016. O atacante está confirmado como titular no duelo de volta da Copa do Brasil, contra o Náutico de Roraima, às 21h45, na Fonte Nova. Na ida, 3x2 para o Leão, que pode até levar 1x0 ou 2x1 para avançar à segunda fase.
O técnico Vagner Mancini pretende poupar alguns jogadores e assegura só ter uma certeza: Dagoberto joga desde o início. Resta saber no lugar de quem. Com a suspensão de Kieza, Robert seria o substituto no ataque, pois se trata da troca de um centroavante por outro. Entretanto, parece que Robert não está com tanta moral assim com o treinador.
“Posso afirmar que, no mínimo, 80% do time que vem jogando entrará em campo. Dagoberto entra jogando, posso adiantar. Robert existe a chance de atuar ou não. O desenho do ataque não está definido, mas Dagoberto joga”, revelou Vagner Mancini, dando pistas que o Vitória voltará a jogar sem a figura do tradicional camisa 9.
“Existem possibilidades. Pode ser Dagoberto com dois homens abertos, com Marinho e Vander. Em jogo aqui na Arena, onde a bola corre mais rápido e se tira um homem de referência, quero uma movimentação maior dos atacantes. Não tenho o time ainda. Na sinceridade...”, despistou o comandante rubro-negro.
Preparação -A estreia de Dagoberto como titular contra o Náutico-RR tem um propósito. Vagner Mancini não descarta colocá-lo nos Ba-Vis das finais do Baiano e hoje serve como um teste físico para o atacante de 33 anos. Caso seja aprovado, ele entraria no lugar de Vander nos próximos dois clássicos. (As informações do Correio)
O técnico Vagner Mancini pretende poupar alguns jogadores e assegura só ter uma certeza: Dagoberto joga desde o início. Resta saber no lugar de quem. Com a suspensão de Kieza, Robert seria o substituto no ataque, pois se trata da troca de um centroavante por outro. Entretanto, parece que Robert não está com tanta moral assim com o treinador.
“Posso afirmar que, no mínimo, 80% do time que vem jogando entrará em campo. Dagoberto entra jogando, posso adiantar. Robert existe a chance de atuar ou não. O desenho do ataque não está definido, mas Dagoberto joga”, revelou Vagner Mancini, dando pistas que o Vitória voltará a jogar sem a figura do tradicional camisa 9.
“Existem possibilidades. Pode ser Dagoberto com dois homens abertos, com Marinho e Vander. Em jogo aqui na Arena, onde a bola corre mais rápido e se tira um homem de referência, quero uma movimentação maior dos atacantes. Não tenho o time ainda. Na sinceridade...”, despistou o comandante rubro-negro.
Preparação -A estreia de Dagoberto como titular contra o Náutico-RR tem um propósito. Vagner Mancini não descarta colocá-lo nos Ba-Vis das finais do Baiano e hoje serve como um teste físico para o atacante de 33 anos. Caso seja aprovado, ele entraria no lugar de Vander nos próximos dois clássicos. (As informações do Correio)
DELEGADO DA PF REVELA DIFICULDADES DE MANTER O RITMO DA LAVA JATO
O delegado de Polícia Federal Filipe Hille Pace, que faz parte da equipe da Lava Jato no Paraná, afirmou em despacho do dia 6 de abril que a sucessiva deflagração de fases da operação, que já soma 28 etapas, "impossibilita a conclusão célere da análise de todo o material apreendido em fases pretéritas". Para o delegado, também é inviável se estender por tempo indeterminado os inquéritos policiais "sob o pretexto de se aguardar a exaustiva e integral análise dos materiais apreendidos por ocasião de cada uma das fases da aludida operação policial".
As afirmações de Pace revelam as dificuldades, até estruturais, da intensa rotina de trabalho da equipe da Lava Jato para manter o passo das investigações em Curitiba. O "desabafo" do delegado foi feito no âmbito de um inquérito que tem como alvos o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, já condenado a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e o lobista e ex-gerente da estatal João Augusto Resende Henriques, condenado a seis anos e oito meses de prisão pelos mesmos crimes, além de outros investigados. Os dois são apontados como cota do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras e que teriam sido "apadrinhados" pelo vice-presidente Michel Temer.
A investigação, que começou em setembro de 2015 para apurar as suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por parte dos investigados acabou revelando novas offshores, contratos de fachada e estratégias de ocultação de bens dos investigados envolvendo até familiares e conhecidos deles no Brasil, além de novos contratos da Petrobras nos quais teriam ocorrido pagamento de propinas de empresas internacionais.
Diante do grande volume de descobertas e indícios que podem levar a novos crimes, o delegado Filipe Pace apontou que "não há razoabilidade e possibilidade fática e humana a se apurar, no presente inquérito, todos os crimes que possam ter sido praticados pelos indiciados em desfavor da estatal brasileira". Ele lembra ainda que há fatos envolvendo Zelada e Henriques ainda sob "investigações sigilosas e que novos fatos que vierem à tona vão dar origem a novos inquéritos, indicando que a investigação do núcleo do PMDB no esquema está longe de ser encerrada". (As informações do Estadão)
As afirmações de Pace revelam as dificuldades, até estruturais, da intensa rotina de trabalho da equipe da Lava Jato para manter o passo das investigações em Curitiba. O "desabafo" do delegado foi feito no âmbito de um inquérito que tem como alvos o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, já condenado a 12 anos e dois meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, e o lobista e ex-gerente da estatal João Augusto Resende Henriques, condenado a seis anos e oito meses de prisão pelos mesmos crimes, além de outros investigados. Os dois são apontados como cota do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras e que teriam sido "apadrinhados" pelo vice-presidente Michel Temer.
A investigação, que começou em setembro de 2015 para apurar as suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por parte dos investigados acabou revelando novas offshores, contratos de fachada e estratégias de ocultação de bens dos investigados envolvendo até familiares e conhecidos deles no Brasil, além de novos contratos da Petrobras nos quais teriam ocorrido pagamento de propinas de empresas internacionais.
Diante do grande volume de descobertas e indícios que podem levar a novos crimes, o delegado Filipe Pace apontou que "não há razoabilidade e possibilidade fática e humana a se apurar, no presente inquérito, todos os crimes que possam ter sido praticados pelos indiciados em desfavor da estatal brasileira". Ele lembra ainda que há fatos envolvendo Zelada e Henriques ainda sob "investigações sigilosas e que novos fatos que vierem à tona vão dar origem a novos inquéritos, indicando que a investigação do núcleo do PMDB no esquema está longe de ser encerrada". (As informações do Estadão)
EM DEPOIMENTO, FERNANDO BAIANO CONFIRMA PAGAMENTO DE PROPINA AS CUNHA
Em depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, o lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, confirmou o repasse de dinheiro oriundo do esquema de propina na Petrobras ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Baiano disse que os pagamentos eram feitos em espécie e que os repasses ocorreram em 2011 e 2012. “Houve reunião de Júlio Camargo [empresário] com Cunha para tratar diretamente desses valores, no dia 18 de setembro de 2011, no Leblon onde ficou acertado o pagamento de US$ 5 milhões. Pessoalmente entreguei R$ 4 milhões para Cunha", disse aos deputados do conselho.
Baiano é apontado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, como operador de recursos para o PMDB no esquema de pagamento de propina em negócios irregulares envolvendo a Petrobras. Baiano confirmou aos deputados as informações iniciais prestadas por outros delatores do esquema, o doleiro Alberto Youssef e o empresário Júlio Camargo. De acordo com Camargo, Cunha cobrou o pagamento a Baiano de subornos atrasados no valor de US$ 15 milhões, para viabilizar a contratação de dois navios-sondas do estaleiro Samsung, representado no Brasil por Camargo.
Questionado pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo contra Cunha, se tinha conhecimento de repasse de propina a Cunha em contas no exterior, Baiano disse não ter conhecimento de que houvesse repasse de dinheiro para contas no exterior. Segundo Fernando Baiano, os valores eram entregues pelo doleiro Alberto Youssef e depois ele levava a quantia para Cunha. “A pessoa que recebia a propina era um funcionário do escritório de Cunha no Rio de Janeiro, chamada Altair”, acrescentou.
Durante o depoimento, o lobista disse que conheceu Cunha em 2009, em um café da manhã, em um hotel. Posteriormente, o deputado questionou Baiano sobre a possibilidade de doação para campanha eleitoral. Baiano disse que as empresas não doavam para campanha, mas que Cunha disse que poderia ajudá-lo a cobrar uma dívida de US$ 16 milhões de Júlio Camargo pela intermediação de contratos de navios- sonda com a Petrobras. “E eu sinalizei que se ele me ajudasse na cobrança dessa dívida eu poderia ajudar na campanha”, disse o lobista, que afirmou que se encontrava com Cunha nos finais de semana no escritório do deputado no Rio de Janeiro.
Versão de Cunha - Cunha nega as acusações. O advogado do peemedebista, Marcelo Nobre, contestou as declarações de Fernando Baiano a respeito do pagamento de propina, alegando que as acusações não tem a ver com o processo em tramitação no Conselho de Ética, que apura se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quebrou o decoro parlamentar ao afirmar não ter contas no exterior. Documentos do Ministério Público da Suíça revelaram a existência de contas ligadas a Cunha naquele país. O presidente da Câmara nega ser dono das contas, que, segundo ele, são administradas por trustes e afirma ser o “usufrutuário” dos ativos mantidos no exterior.
Para a defesa de Cunha, o depoimento de Baiano não pode ser usado no processo no colegiado. “Não podemos admitir que discutamos aqui a imputação de vantagem indevida se sequer tivemos condição de apresentar a defesa nesse sentido e essa imputação não foi aceita nesse conselho”, criticou o advogado de Cunha, Marcelo Nobre. Na semana passada, o vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou que o foco da apuração no colegiado fique somente sobre a suspeita de que Cunha teria contas bancárias secretas no exterior e de que teria mentido sobre a existência delas em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Não foi ele quem limitou, foi este conselho, foi o próprio colegiado quando decidiu excluir do processo as questões relativas a vantagens indevidas”, defendeu.
Para o deputado Julio Delgado (PSB-MG), o depoimento de Baiano deixa claro que Cunha mentiu na CPI da Petrobras ao dizer que Fernando Baiano nunca foi a casa dele. "Já estive na casa dele [Cunha]", disse Baiano ao ser questionado pelo deputado. Delgado também criticou a estratégia da defesa de Cunha de querer limitar as investigações. "O campeão da Lava Jato é o Eduardo Cunha. É o que tem mais processos na Lava Jato", disse o deputado. (As informações da Agência Brasil)
Baiano é apontado na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, como operador de recursos para o PMDB no esquema de pagamento de propina em negócios irregulares envolvendo a Petrobras. Baiano confirmou aos deputados as informações iniciais prestadas por outros delatores do esquema, o doleiro Alberto Youssef e o empresário Júlio Camargo. De acordo com Camargo, Cunha cobrou o pagamento a Baiano de subornos atrasados no valor de US$ 15 milhões, para viabilizar a contratação de dois navios-sondas do estaleiro Samsung, representado no Brasil por Camargo.
Questionado pelo deputado Marcos Rogério (DEM-RO), relator do processo contra Cunha, se tinha conhecimento de repasse de propina a Cunha em contas no exterior, Baiano disse não ter conhecimento de que houvesse repasse de dinheiro para contas no exterior. Segundo Fernando Baiano, os valores eram entregues pelo doleiro Alberto Youssef e depois ele levava a quantia para Cunha. “A pessoa que recebia a propina era um funcionário do escritório de Cunha no Rio de Janeiro, chamada Altair”, acrescentou.
Durante o depoimento, o lobista disse que conheceu Cunha em 2009, em um café da manhã, em um hotel. Posteriormente, o deputado questionou Baiano sobre a possibilidade de doação para campanha eleitoral. Baiano disse que as empresas não doavam para campanha, mas que Cunha disse que poderia ajudá-lo a cobrar uma dívida de US$ 16 milhões de Júlio Camargo pela intermediação de contratos de navios- sonda com a Petrobras. “E eu sinalizei que se ele me ajudasse na cobrança dessa dívida eu poderia ajudar na campanha”, disse o lobista, que afirmou que se encontrava com Cunha nos finais de semana no escritório do deputado no Rio de Janeiro.
Versão de Cunha - Cunha nega as acusações. O advogado do peemedebista, Marcelo Nobre, contestou as declarações de Fernando Baiano a respeito do pagamento de propina, alegando que as acusações não tem a ver com o processo em tramitação no Conselho de Ética, que apura se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, quebrou o decoro parlamentar ao afirmar não ter contas no exterior. Documentos do Ministério Público da Suíça revelaram a existência de contas ligadas a Cunha naquele país. O presidente da Câmara nega ser dono das contas, que, segundo ele, são administradas por trustes e afirma ser o “usufrutuário” dos ativos mantidos no exterior.
Para a defesa de Cunha, o depoimento de Baiano não pode ser usado no processo no colegiado. “Não podemos admitir que discutamos aqui a imputação de vantagem indevida se sequer tivemos condição de apresentar a defesa nesse sentido e essa imputação não foi aceita nesse conselho”, criticou o advogado de Cunha, Marcelo Nobre. Na semana passada, o vice-presidente da Casa, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou que o foco da apuração no colegiado fique somente sobre a suspeita de que Cunha teria contas bancárias secretas no exterior e de que teria mentido sobre a existência delas em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras. “Não foi ele quem limitou, foi este conselho, foi o próprio colegiado quando decidiu excluir do processo as questões relativas a vantagens indevidas”, defendeu.
Para o deputado Julio Delgado (PSB-MG), o depoimento de Baiano deixa claro que Cunha mentiu na CPI da Petrobras ao dizer que Fernando Baiano nunca foi a casa dele. "Já estive na casa dele [Cunha]", disse Baiano ao ser questionado pelo deputado. Delgado também criticou a estratégia da defesa de Cunha de querer limitar as investigações. "O campeão da Lava Jato é o Eduardo Cunha. É o que tem mais processos na Lava Jato", disse o deputado. (As informações da Agência Brasil)
ANASTASIA DIZ QUE NÃO VAI ADIANTAR PARECER SOBRE IMPEACHMENT
Confirmado como relator do impeachment no Senado, o tucano Antonio Anastasia (MG) disse que vai conduzir o processo com “serenidade” e negou qualquer possibilidade de adiantar o seu parecer, antecipando a votação do afastamento da presidente Dilma Rousseff. “O plano de trabalho foi concebido exatamente para permitir que houvesse, de maneira muito salutar, a fala tanto daqueles que acusam quanto daqueles que defendem. O prazo foi determinado pelo presidente e vai se concluir na próxima sexta-feira, 6, com a votação do parecer”, confirmou o senador.
Ele argumentou que, no rito determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado ganhou mais responsabilidades na condução do processo de impeachment, inclusive, abrindo espaço para a defesa já na primeira fase de tramitação na comissão. Será garantida também a fala dos denunciantes, que fizeram o pedido de impeachment.
O senador tucano aproveitou para esclarecer que a presidente Dilma poderá apresentar sua defesa antes e depois do parecer. “O meu relatório não é um parecer que vincula, ele não obriga a nada, ele vai ser colocado e os senadores vão discuti-lo. E é bom ouvir a defesa, novamente, após a apresentação do relatório, com considerações novas que venham a trazer”, defendeu.
Anastasia minimizou as críticas dos senadores governistas, que gastaram a maior parte da reunião tentando impedi-lo de assumir a relatoria do processo argumentando que lhe faltava isenção. “Eles vão perceber, no curso do trabalho, exatamente esta minha serenidade e o senso de responsabilidade que tenho no exercício de todas as funções decorrentes do meu mandato de senador, inclusive como relator desse processo”, disse.
Com a decisão de Anastasia de não adiantar o relatório, é pouco provável que haja novas modificações no calendário de votação da instauração do impeachment. Não ficou confirmada, entretanto, a data de votação do parecer do relator em plenário, decisão que cabe ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). (As informações do Estadão)
Ele argumentou que, no rito determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado ganhou mais responsabilidades na condução do processo de impeachment, inclusive, abrindo espaço para a defesa já na primeira fase de tramitação na comissão. Será garantida também a fala dos denunciantes, que fizeram o pedido de impeachment.
O senador tucano aproveitou para esclarecer que a presidente Dilma poderá apresentar sua defesa antes e depois do parecer. “O meu relatório não é um parecer que vincula, ele não obriga a nada, ele vai ser colocado e os senadores vão discuti-lo. E é bom ouvir a defesa, novamente, após a apresentação do relatório, com considerações novas que venham a trazer”, defendeu.
Anastasia minimizou as críticas dos senadores governistas, que gastaram a maior parte da reunião tentando impedi-lo de assumir a relatoria do processo argumentando que lhe faltava isenção. “Eles vão perceber, no curso do trabalho, exatamente esta minha serenidade e o senso de responsabilidade que tenho no exercício de todas as funções decorrentes do meu mandato de senador, inclusive como relator desse processo”, disse.
Com a decisão de Anastasia de não adiantar o relatório, é pouco provável que haja novas modificações no calendário de votação da instauração do impeachment. Não ficou confirmada, entretanto, a data de votação do parecer do relator em plenário, decisão que cabe ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). (As informações do Estadão)
FAMÍLIA SARNEY ARTICULA PARA APROVAÇÃO DO IMPEACHMENT
De passagem pela festa de aniversário do ex-presidente José Sarney realizada na noite de segunda-feira, 25, em Brasília, a comitiva de senadores do PSDB foi recebida com afagos e a informação de que a família Sarney tem operado pela aprovação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Entre os presentes no encontro estavam o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e os senadores Aloysio Nunes (SP) e Tasso Jereissati (CE). A informação de que o clã Sarney entrou em campo para assegurar o apoio dos deputados da bancada do Nordeste a favor da saída de Dilma foi transmitida pela ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney, filha do ex-presidente.
"Para nós foi uma surpresa porque até então não sabíamos do posicionamento deles", afirmou um dos tucanos presente na festa. "Sou do grupo do Sarney e, apesar de ter votado contra, sei que a Roseana conversou com alguns deputados do grupo que ficou do lado do Michel Temer e a favor do impeachment", afirmou à reportagem o deputado João Marcelo Souza (PMDB-MA). As ações de Roseana também tinham como objetivo atingir o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que trabalhou contra o processo de impeachment. Paralelamente às ofensivas de Roseana junto aos deputados do Nordeste, o líder do PV, Sarney Filho (MA), também assegurou 100% dos votos da bancada a favor do impedimento de Dilma.
Para integrantes da oposição, as ações dos dois filhos de Sarney revelam que o ex-presidente também tem contribuído para os avanços do processo de afastamento de Dilma no Congresso. Sarney, junto com presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o senador Jader Barbalho (PA) vinham sendo, dentro do PMDB, os principais críticos ao processo. Apesar dos sinais trocados, há um entendimento entre os opositores de que o grupo também não deverá criar obstáculos no Senado.
Um primeiro gesto neste sentido foi o pedido de demissão, na quarta-feira passada, pelo então ministro dos Portos, Helder Barbalho (PA), filho de Jader. "Acho que neste momento não tenho direito de constranger o meu partido", disse Helder após deixar a carta de demissão no Palácio do Planalto. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
"Para nós foi uma surpresa porque até então não sabíamos do posicionamento deles", afirmou um dos tucanos presente na festa. "Sou do grupo do Sarney e, apesar de ter votado contra, sei que a Roseana conversou com alguns deputados do grupo que ficou do lado do Michel Temer e a favor do impeachment", afirmou à reportagem o deputado João Marcelo Souza (PMDB-MA). As ações de Roseana também tinham como objetivo atingir o atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que trabalhou contra o processo de impeachment. Paralelamente às ofensivas de Roseana junto aos deputados do Nordeste, o líder do PV, Sarney Filho (MA), também assegurou 100% dos votos da bancada a favor do impedimento de Dilma.
Para integrantes da oposição, as ações dos dois filhos de Sarney revelam que o ex-presidente também tem contribuído para os avanços do processo de afastamento de Dilma no Congresso. Sarney, junto com presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), e o senador Jader Barbalho (PA) vinham sendo, dentro do PMDB, os principais críticos ao processo. Apesar dos sinais trocados, há um entendimento entre os opositores de que o grupo também não deverá criar obstáculos no Senado.
Um primeiro gesto neste sentido foi o pedido de demissão, na quarta-feira passada, pelo então ministro dos Portos, Helder Barbalho (PA), filho de Jader. "Acho que neste momento não tenho direito de constranger o meu partido", disse Helder após deixar a carta de demissão no Palácio do Planalto. (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
IMPOSTO DE RENDA: A 3 DIAS DO FIM DO PRAZO, RECEITA RECEBEU 65% DAS DECLARAÇÕES
A três dias do fim do prazo, cerca de 10 milhões de contribuintes ainda não entregaram a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física 2016. Até às 17h desta terça-feira (62), a Receita Federal havia recebido 18.416.319 declarações. O número equivale a 64,6% das declarações previstas para este ano. A entrega começou em 1º de março e vai até esta sexta-feira (29).
O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. O órgão liberou um Perguntão, elaborado para esclarecer dúvidas quanto à declaração referente ao exercício de 2016, ano-calendário de 2015.
O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) está disponível nos sistemas Android e iOS, da Apple. Os aplicativos podem ser baixados nas lojas virtuais de cada sistema.
Quem perder o prazo de entrega estará sujeito a multa de R$ 165,74 ou de 1% do imposto devido por mês de atraso, prevalecendo o maior valor. A multa máxima pode chegar a 20% do imposto devido.
Cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016. A estimativa é do supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. O número representa crescimento de 2,1% em relação aos 27,9 milhões de documentos entregues no ano passado. (As informações da Agência Brasil)
O programa gerador da declaração para ser usado no computador pode ser baixado no site da Receita Federal. O órgão liberou um Perguntão, elaborado para esclarecer dúvidas quanto à declaração referente ao exercício de 2016, ano-calendário de 2015.
O aplicativo do Imposto de Renda para dispositivos móveis (tablets e smartphones) está disponível nos sistemas Android e iOS, da Apple. Os aplicativos podem ser baixados nas lojas virtuais de cada sistema.
Quem perder o prazo de entrega estará sujeito a multa de R$ 165,74 ou de 1% do imposto devido por mês de atraso, prevalecendo o maior valor. A multa máxima pode chegar a 20% do imposto devido.
Cerca de 28,5 milhões de contribuintes deverão enviar à Receita Federal a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física em 2016. A estimativa é do supervisor nacional do Imposto de Renda, Joaquim Adir. O número representa crescimento de 2,1% em relação aos 27,9 milhões de documentos entregues no ano passado. (As informações da Agência Brasil)
BC DEVE MANTER JURO EM 14, 25% AO ANO, MAIOR PATAMAR EM UMA DÉCADA
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta quarta-feira (27) e deve manter, pela sexta vez seguida, os juros básicos da economia brasileira estáveis em 14,25% ao ano. Trata-se do maior patamar em quase dez anos, segundo previsão dos economistas do mercado financeiro. A decisão sobre a taxa de juros será anunciada na noite desta quarta. Ao subir os juros ou mantê-los elevados, o BC encarece o crédito e reduz o consumo no país, atuando assim para segurar a inflação que mostrou resistência no ano passado e no início de 2016. Por outro lado, os juros altos prejudicam o nível de atividade da economia brasileira e, também, a geração de empregos.
Cenário da economia - Atualmente, a economia brasileira passa pela maior recessão de sua história. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) teve retração de 3,8% e, para este ano, o mercado financeiro já prevê um tombo maior ainda, de 3,88%. Se confirmado, será a primeira vez na história com dois anos seguidos de encolhimento do PIB. Com a economia patinando, o desemprego cresce. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desemprego ficou em 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro - o maior índice da série, iniciada em 2012.
Pela primeira vez, a taxa da Pnad Contínua atinge dois dígitos. Esses fatores contribuem, teoricamente, para o controle da inflação. Porém, ainda influenciada pelo alto patamar do ano passado, a inflação brasileira, em 12 meses, segue elevada, apesar do recuo nos meses recentes. No período de 12 meses até março passado, a inflação somou 9,39%. Com isso, continua bem acima da meta central de 4,5% fixada para este ano, e também do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro.
Previsões e sinalizações do BC - No fim do mês passado, o BC estimou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, deve ficar entre 6,6% e 6,9% neste ano. Deste modo, ficaria, pelo segundo ano seguido, acima do teto de 6,5% determinado pelo sistema de metas de inflação do Banco Central. Em 2015, a inflação somou 10,67%, a maior taxa desde 2002. O mercado financeiro previu, na semana passada, que o IPCA deste ano somará 6,98%. A expectativa dos economistas dos bancos para a inflação deste ano vem recuando sistematicamente nas últimas semanas por conta do cenário recessivo da economia brasileira e do aumento do desemprego.
Há um mês, ao comentar o cenário da economia durante uma audiência no Congresso Nacional, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que o balanço de riscos para a inflação permanecia "desafiador" e que a estratégia da instituição para a taxa de juros não contemplava, naquele momento, a hipótese de "flexiblização da política monetária", ou seja, não previa redução de juros.
"O processo de desinflação está começando agora. É importante que os agentes econômicos e a população se convençam da queda da inflação. Depois, começará a distensão [queda dos juros]. As expectativas dos agentes [para a inflação futura] têm de estar mais baixas para que esse processo de distensão [queda dos juros] comece", disse Tombini na ocasião.
Segundo pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, a previsão dos analistas dos bancos é de que a taxa básica de juros, fixada pelo BC, começará a recuar a partir de setembro deste ano - quando deverá cair para 14% ao ano. Em abril de 2017, a expectativa é de que os juros básicos já tenham recuado para 12% ao ano. (As informações do G1)
Cenário da economia - Atualmente, a economia brasileira passa pela maior recessão de sua história. No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) teve retração de 3,8% e, para este ano, o mercado financeiro já prevê um tombo maior ainda, de 3,88%. Se confirmado, será a primeira vez na história com dois anos seguidos de encolhimento do PIB. Com a economia patinando, o desemprego cresce. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o desemprego ficou em 10,2% no trimestre encerrado em fevereiro - o maior índice da série, iniciada em 2012.
Pela primeira vez, a taxa da Pnad Contínua atinge dois dígitos. Esses fatores contribuem, teoricamente, para o controle da inflação. Porém, ainda influenciada pelo alto patamar do ano passado, a inflação brasileira, em 12 meses, segue elevada, apesar do recuo nos meses recentes. No período de 12 meses até março passado, a inflação somou 9,39%. Com isso, continua bem acima da meta central de 4,5% fixada para este ano, e também do teto de 6,5% do sistema de metas brasileiro.
Previsões e sinalizações do BC - No fim do mês passado, o BC estimou que a inflação oficial do país, medida pelo IPCA, deve ficar entre 6,6% e 6,9% neste ano. Deste modo, ficaria, pelo segundo ano seguido, acima do teto de 6,5% determinado pelo sistema de metas de inflação do Banco Central. Em 2015, a inflação somou 10,67%, a maior taxa desde 2002. O mercado financeiro previu, na semana passada, que o IPCA deste ano somará 6,98%. A expectativa dos economistas dos bancos para a inflação deste ano vem recuando sistematicamente nas últimas semanas por conta do cenário recessivo da economia brasileira e do aumento do desemprego.
Há um mês, ao comentar o cenário da economia durante uma audiência no Congresso Nacional, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou que o balanço de riscos para a inflação permanecia "desafiador" e que a estratégia da instituição para a taxa de juros não contemplava, naquele momento, a hipótese de "flexiblização da política monetária", ou seja, não previa redução de juros.
"O processo de desinflação está começando agora. É importante que os agentes econômicos e a população se convençam da queda da inflação. Depois, começará a distensão [queda dos juros]. As expectativas dos agentes [para a inflação futura] têm de estar mais baixas para que esse processo de distensão [queda dos juros] comece", disse Tombini na ocasião.
Segundo pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, a previsão dos analistas dos bancos é de que a taxa básica de juros, fixada pelo BC, começará a recuar a partir de setembro deste ano - quando deverá cair para 14% ao ano. Em abril de 2017, a expectativa é de que os juros básicos já tenham recuado para 12% ao ano. (As informações do G1)
VENDA DE MEDICAMENTOS CRESCE 26, 14% NO 1º TRIMESTRE, DIZ ABRADILAN
A venda de medicamentos por empresas de distribuição e logística cresceu 26,14% no primeiro trimestre de 2016 na comparação com igual período do ano passado, de acordo com dados da Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) e IMS Health. O faturamento atingiu R$ 3,93 bilhões entre janeiro e março. Já a quantidade de medicamentos vendidos aumentou 20,68% na comparação anual, segundo a Abradilan. Foram comercializadas 236,6 milhões de unidades nos três primeiros meses deste ano. Os associados Abradilan são responsáveis pela distribuição de 21% das unidades vendidas dos medicamentos no Brasil, e 30% dos medicamentos genéricos. (As informações do Estadão)
TEMPORAL QUE PROVOCOU 15 MORTES EM SALVADOR COMPLETA UM ANO
Há um ano, no dia 27 de abril de 2015 (segunda-feira), Salvador começava a semana em luto. Nas comunidades do Barro Branco, na região da Avenida San Martin, e do Marotinho, no bairro de Bom Juá, 15 pessoas morreram vítimas de desabamentos de imóveis e soterramentos de terra após fortes chuvas. Imagens do Barro Branco, na região do Bom Juá. De um lado, moradores ajudando a encontrar sobreviventes do deslizamento. Do outro lado, o terreno já com isolamento de plástico nesta segunda-feira (4).
No Barro Branco, foram 11 mortes. Dentre as vítimas, estavam uma idosa de 75 anos e três adolescentes com idades entre 12 e 16 anos. No Marotinho, quatro pessoas não resistiram aos ferimentos e morreram diante da força dos deslizamentos. Dentre elas estavam três jovens com idades entre 11 e 15 anos. As mortes foram registradas após um temporal que provocou estragos na cidade desde a madrugada. Ruas e avenidas ficaram alagadas e moradores chegaram a utilizar caiaque e prancha de surf para transitar pelos bairros.O Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, que fica na região da Cidade Baixa, ficou com as dependências completamente alagadas e pacientes precisaram ser transferidos para outras áreas da unidade. Eventos e aulas foram suspensos por causa do temporal.
Contenções - Após a tragédia, a Prefeitura diz que a região do Bom Juá recebeu uma contenção geomanta, que consiste na proteção de encostas por meio revestimento de PVC com geotêxtil, com cobertura de proteção mecânica executada em chapisco jateado de cimento, areia e aditivos, para a prevenção de erosão. Em Salvador, o material já é utilizado na encosta da Avenida Juracy Magalhães, perto da Ceasinha. O montante investido para a execução desta medida corresponde a pouco mais de R$ 6 milhões. A vida útil da geomanta é de 5 a 10 anos.
Já em Barro Branco, obras de contenção de contenção de encosta estão em andamento. Segundo a Prefeitura, os serviços estão 60% concluídos e têm custo de 7,8 milhões. A Prefeitura acrescenta que as obras contemplam contenção de uma área de 8,5 mil metros quadrados, utilizando a técnica de cortina com plantio de gramas em alguns trechos. Além da contenção da encosta, também serão executadas intervenções na drenagem para o escoamento correto das águas das chuvas, em uma extensão de 570 metros de galeria tubular e calha.
Chuvas de abril - Em menos de um mês, entre abril e maio de 2015, quatro regiões de Salvador concentraram 20 mortes em tragédias relacionadas aos períodos da chuva. Além de Barro Branco e Marotinho, foram registrados óbitos na região da Nilo Peçanha, na Liberdade; e Ladeira da Preguiça, ligação entre o Comércio e a Cidade Alta. De acordo com a meteorologista Cláudia Valéria, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume chuvas registrados até esta segunda-feira (26) é 68 mm, bastante abaixo do 309 mm previstos para todo o mês de abril de 2016. Em 2015, o mês de abril registrou 394 milímetros de chuva, 85 milímetros a mais que o previsto. Cláudia Valéria destaca que, tradicionalmente, os meses com maior volume de chuvas em Salvador são abril, maio e junho. "Temos que nos manter em alerta", destaca. (As informações do G1)
No Barro Branco, foram 11 mortes. Dentre as vítimas, estavam uma idosa de 75 anos e três adolescentes com idades entre 12 e 16 anos. No Marotinho, quatro pessoas não resistiram aos ferimentos e morreram diante da força dos deslizamentos. Dentre elas estavam três jovens com idades entre 11 e 15 anos. As mortes foram registradas após um temporal que provocou estragos na cidade desde a madrugada. Ruas e avenidas ficaram alagadas e moradores chegaram a utilizar caiaque e prancha de surf para transitar pelos bairros.O Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce, que fica na região da Cidade Baixa, ficou com as dependências completamente alagadas e pacientes precisaram ser transferidos para outras áreas da unidade. Eventos e aulas foram suspensos por causa do temporal.
Contenções - Após a tragédia, a Prefeitura diz que a região do Bom Juá recebeu uma contenção geomanta, que consiste na proteção de encostas por meio revestimento de PVC com geotêxtil, com cobertura de proteção mecânica executada em chapisco jateado de cimento, areia e aditivos, para a prevenção de erosão. Em Salvador, o material já é utilizado na encosta da Avenida Juracy Magalhães, perto da Ceasinha. O montante investido para a execução desta medida corresponde a pouco mais de R$ 6 milhões. A vida útil da geomanta é de 5 a 10 anos.
Já em Barro Branco, obras de contenção de contenção de encosta estão em andamento. Segundo a Prefeitura, os serviços estão 60% concluídos e têm custo de 7,8 milhões. A Prefeitura acrescenta que as obras contemplam contenção de uma área de 8,5 mil metros quadrados, utilizando a técnica de cortina com plantio de gramas em alguns trechos. Além da contenção da encosta, também serão executadas intervenções na drenagem para o escoamento correto das águas das chuvas, em uma extensão de 570 metros de galeria tubular e calha.
Chuvas de abril - Em menos de um mês, entre abril e maio de 2015, quatro regiões de Salvador concentraram 20 mortes em tragédias relacionadas aos períodos da chuva. Além de Barro Branco e Marotinho, foram registrados óbitos na região da Nilo Peçanha, na Liberdade; e Ladeira da Preguiça, ligação entre o Comércio e a Cidade Alta. De acordo com a meteorologista Cláudia Valéria, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume chuvas registrados até esta segunda-feira (26) é 68 mm, bastante abaixo do 309 mm previstos para todo o mês de abril de 2016. Em 2015, o mês de abril registrou 394 milímetros de chuva, 85 milímetros a mais que o previsto. Cláudia Valéria destaca que, tradicionalmente, os meses com maior volume de chuvas em Salvador são abril, maio e junho. "Temos que nos manter em alerta", destaca. (As informações do G1)
DEPUTADO QUER QUE CONDENADOS NA BAHIA PAGUEM CUSTO DE TEMPO NA PRISÃO
Um projeto de lei pode obrigar os condenados a regime fechado ou semiaberto na Bahia a indenizarem o Estado com os valores correspondentes aos custos de sua manutenção em reclusão. O texto, apresentado pelo deputado estadual Adolfo Viana (PSDB), prevê que os reclusos que não tiverem condições financeiras para arcar com as indenizações deverão ter os valores descontados da remuneração recebida por trabalho dentro da penitenciária. Para tanto, o Estado seria obrigado a proporcionar o ensino profissionalizante dos condenados durante o cumprimento da pena. De acordo com Viana, o projeto foi baseado em uma proposta semelhante apresentada no Rio Grande do Sul.
“Nós fizemos uma pesquisa de projetos que deram certo em outros estados e identificamos, inclusive, que essa alternativa já funciona em outros países. Então eu quero trazer essa discussão pra AL-BA. Nós precisamos encontrar um caminho para ajudar a Segurança Pública do Estado”, explicou o deputado. De acordo com o projeto, estima-se que o custo médio de um detento no sistema prisional baiano é de R$ 1,5 mil por mês. Já o valor gasto mensal dispendido por um aluno da rede estadual é de R$ 173. Com a proposta polêmica, Adolfo não sabe se conseguirá consenso entre os pares, mas defende que esta é uma questão importante para o Estado.
A gente apresentou exatamente pra tirar esse peso do Estado, pra encontrarmos um caminho para ajudar na questão da Segurança Pública. Eu não acho razoável que a população que trabalha e paga seus impostos em dia, tenha também que pagar pela estadia dos presos na prisão. Eu quero que eles possam trabalhar lá dentro pra pagar a sua permanência. Eu não acho justo que a população pague pra aquele que cometeu um crime ficar na prisão. Quero fazer um pouco de justiça com a população que paga seus impostos em dia e não tem tido do governo uma retribuição à altura das suas contribuições”, justificou Viana. (As informações do BN)
“Nós fizemos uma pesquisa de projetos que deram certo em outros estados e identificamos, inclusive, que essa alternativa já funciona em outros países. Então eu quero trazer essa discussão pra AL-BA. Nós precisamos encontrar um caminho para ajudar a Segurança Pública do Estado”, explicou o deputado. De acordo com o projeto, estima-se que o custo médio de um detento no sistema prisional baiano é de R$ 1,5 mil por mês. Já o valor gasto mensal dispendido por um aluno da rede estadual é de R$ 173. Com a proposta polêmica, Adolfo não sabe se conseguirá consenso entre os pares, mas defende que esta é uma questão importante para o Estado.
A gente apresentou exatamente pra tirar esse peso do Estado, pra encontrarmos um caminho para ajudar na questão da Segurança Pública. Eu não acho razoável que a população que trabalha e paga seus impostos em dia, tenha também que pagar pela estadia dos presos na prisão. Eu quero que eles possam trabalhar lá dentro pra pagar a sua permanência. Eu não acho justo que a população pague pra aquele que cometeu um crime ficar na prisão. Quero fazer um pouco de justiça com a população que paga seus impostos em dia e não tem tido do governo uma retribuição à altura das suas contribuições”, justificou Viana. (As informações do BN)
DILMA DIZ QUE CUNHA É "CORRUPTO" DURANTE EVENTO NA BAHIA
A presidente Dilma Rousseff tratou o presidente da Câmara dos Deputados como "corrupto" no discurso de entrega de mais um lote de casas do programa Minha Casa Minha Vida, na periferia de Salvador. Ao se referir ao processo de impeachment na Câmara dos Deputados disse: "Não acharam nenhum outro motivo como crimes que eles são acusados e praticaram, eles têm acusação, eu não tenho. E, o mais estranho é quem me julga é corrupto. Essa pessoa, que é o presidente da Câmara, é uma pessoa que todo mundo sabe no Brasil que tem conta no exterior, é acusado pela procuradoria da República..." Nesse momento foi interrompida pelo coro "Fora Cunha, fora Cunha" de militantes do MST e Movimento dos Sem Tetos presentes no evento.
Dilma voltou a bater na tese segundo a qual sem "crime de responsabilidade", impeachment é "golpe". "Não há crime, nunca recebi dinheiro de propina, não tenho conta no exterior não sou acusada de corrupção", disse, alegando que as tais "pedaladas fiscais" seriam apenas transferências de recursos para beneficiar a população carente investindo em programas sociais.
"(A 'pedalada')Virou crime em 2014 e 2015, significa dois pesos, duas medidas. Isso significa injustiça, por isso digo estar sendo vítima de grande injustiça. Não tem uma acusação dizendo que eu peguei dinheiro para mim. Muitas das negociações que me acusam sequer participei". Dilma agradeceu aos 24 deputados federais baianos que votaram contra o impeachment na Câmara, muitos dos quais presentes ao evento.
Sem citar o vice-presidente Michel Temer, ironizou o fato dele se beneficiar com o impedimento. "Se eles querem chegar ao poder e não tem crime, só tem um caminho: disputem eleições, vão para a frente do povo e digam o que vocês querem. Não dizem, (pois) querem chegar na minha cadeira sem voto. É claro que isso é muito confortável, não tem que prestar contas ao povo brasileiro, o que vai fazer com os programas sociais".
Dilma criticou pontos do programa do PMDB "Uma ponte para o futuro". Alegou que a intenção de Temer é cortar os programas sociais. "A gente sabe que tem um programa, começa com uma coisa muito grave: vamos revisitar os programas sociais. Que que é revisitar os programas sociais?". Segundo ela seria diminuir a quantidade de dinheiro que o governo coloca para esses programas. "Querem desvinculara obrigação do governo em gastar com educação e saúde. Mesmo passando por dificuldades, é possível sair dessas dificuldades sem comprometer os programas sociais", disse.
Por fim, a presidente disse que os baianos "não se conformam com esse processo e vão lutar contra". Disse ainda que os petistas não são "violentos". "Violentos são aqueles que estão contra nós e fazem toda sorte de provocações. Queremos a paz, não hostilizamos as pessoas porque pensam diferente de nós. Queremos o debate, a relação amigável, tenho certeza que nós juntos conseguiremos impedir, não deixar de caminhar esse golpe contra a democracia do nosso país". (As informações do A Tarde)
Dilma voltou a bater na tese segundo a qual sem "crime de responsabilidade", impeachment é "golpe". "Não há crime, nunca recebi dinheiro de propina, não tenho conta no exterior não sou acusada de corrupção", disse, alegando que as tais "pedaladas fiscais" seriam apenas transferências de recursos para beneficiar a população carente investindo em programas sociais.
"(A 'pedalada')Virou crime em 2014 e 2015, significa dois pesos, duas medidas. Isso significa injustiça, por isso digo estar sendo vítima de grande injustiça. Não tem uma acusação dizendo que eu peguei dinheiro para mim. Muitas das negociações que me acusam sequer participei". Dilma agradeceu aos 24 deputados federais baianos que votaram contra o impeachment na Câmara, muitos dos quais presentes ao evento.
Sem citar o vice-presidente Michel Temer, ironizou o fato dele se beneficiar com o impedimento. "Se eles querem chegar ao poder e não tem crime, só tem um caminho: disputem eleições, vão para a frente do povo e digam o que vocês querem. Não dizem, (pois) querem chegar na minha cadeira sem voto. É claro que isso é muito confortável, não tem que prestar contas ao povo brasileiro, o que vai fazer com os programas sociais".
Dilma criticou pontos do programa do PMDB "Uma ponte para o futuro". Alegou que a intenção de Temer é cortar os programas sociais. "A gente sabe que tem um programa, começa com uma coisa muito grave: vamos revisitar os programas sociais. Que que é revisitar os programas sociais?". Segundo ela seria diminuir a quantidade de dinheiro que o governo coloca para esses programas. "Querem desvinculara obrigação do governo em gastar com educação e saúde. Mesmo passando por dificuldades, é possível sair dessas dificuldades sem comprometer os programas sociais", disse.
Por fim, a presidente disse que os baianos "não se conformam com esse processo e vão lutar contra". Disse ainda que os petistas não são "violentos". "Violentos são aqueles que estão contra nós e fazem toda sorte de provocações. Queremos a paz, não hostilizamos as pessoas porque pensam diferente de nós. Queremos o debate, a relação amigável, tenho certeza que nós juntos conseguiremos impedir, não deixar de caminhar esse golpe contra a democracia do nosso país". (As informações do A Tarde)
CASOS DE AMEAÇA E PERSEGUIÇÃO VIRAM PESADELO DE MOTORISTAS DO UBER EM SALVADOR
É quase um guia rápido e prático de como montar uma emboscada contra um motorista do Uber. O áudio está rolando nos grupos de WhatsApp de motoristas dos dois lados. O taxista, revoltado, ensina como atrair um concorrente até determinado local. E aí? Aí, como disse o próprio: “pau!”. “Todos os taxistas de Salvador deviam fazer o cadastramento no Uber como cliente. Pediu táxi, pau! Da ‘última forma’. Daí sempre da ‘última forma’. Chegava um dia que ele ia cair fora”, sugere a gravação, atribuída a um taxista.
Se a tática é usada com frequência, ainda não se sabe, mas pipocaram relatos de ameaças e perseguições feitos por motoristas do serviço, após uma turista carioca descrever momentos de terror, no Rio Vermelho, quando o Uber em que ela estava foi cercado por taxistas. “Batia nos vidros e gritava que dali nós não passaríamos. Contei uns 15 taxistas”, relatou ela no Facebook.
A mulher foi parar na delegacia e o veículo Uber no pátio da Transalvador. Nesta terça (26), o motorista disse que ainda não havia recuperado o carro. “E quando recuperar, só volto a rodar quando a polêmica se resolver”, garantiu o uber. Depois disso, o CORREIO ouviu outros relatos de condutores que foram perseguidos, ameaçados e xingados por taxistas, que, ao que tudo indica, iniciaram uma cruzada contra o serviço.
Trauma - Os motoristas pedem para não ser identificados e afirmam que o clima é de medo. Muitos pararam de circular até que uma decisão judicial os favoreça. Um deles foi ameaçado no sábado, na primeira vez que ligou o app. Quatro jovens que saíam de uma festa fizeram um chamado no Rio Vermelho. Iam para um hotel na Pituba. “Eles eram de fora, tinham um sotaque do Sul”, contou o uber.
Passava de meia-noite e ele parou na Rua Conselheiro Pedro Luís, próximo à boate Zen. Quando os passageiros entravam no veículo, conta, taxistas se aproximaram. “Eles vinham ‘abafar’ e eu pedi que o pessoal adiantasse o passo. Foi o tempo de eu arrastar o carro. Mas eles ainda xingaram e bateram na porta e no vidro”. Daí em diante, o motorista não ficou mais à disposição. “Desliguei. Não uso enquanto não for criada uma regulamentação. Os taxistas estão tratando a gente como delinquentes”, disse.
Danificado - Também no sábado, outro motorista diz que foi ameaçado e teve o carro danificado no Largo dos Aflitos. “Sofri uma agressão verbal e um taxista babaca deu um murro no lado do carro e amassou um pouco, mas já reparei o dano”. O curioso é que os próprios taxistas gravaram vídeos das ações e compartilharam nas redes sociais.
Em um deles, um Gol branco é cercado e impedido de seguir em frente, também no Rio Vermelho. “Olha o Ubi (sic). Olha o Ubi ativo aqui em Salvador. Ói a placa do Ubi, ói! Chama a polícia, chama a polícia”, avisa um taxista, numa gravação. Nesse momento, uma passageira desce do carro e reivindica o direito de usar o serviço. “Eu tenho o direito de ir e vir”, grita. “Mas é proibido. Você tá errada. Você e ele”, dizem os taxistas.
Tática - Há relatos de ubers que confirmam a tática de emboscada através do cadastramento falso. “Os taxistas usam o aplicativo para fazer uma chamada falsa para fazer o motorista se deslocar até um determinado local. Já recebi várias chamadas assim”, conta um uber. “Estava na Vasco da Gama e recebi um chamado do Largo da Mariquita. Aí, quando cheguei lá e liguei para o cliente, não atendia. Quando percebi que tinham taxistas reunidos, fiz o retorno e fui embora. Cancelei a viagem”, contou outro.
“O pessoal tá com medo. Tanto motoristas quanto usuários. Muitos preferem sair só quando surgir uma liminar. As autoridades estão esperando acontecer alguma coisa grave”, diz o uber Oscar Guedes, 40. Por conta da perseguição, além do medo da fiscalização, ubers começaram a desenvolver estratégias para driblar os problemas. Uma delas é orientar passageiros a fazer chamados em locais afastados de pontos de táxi. Outra é pedir para sentar no banco da frente.
Emergência - Em nota, o Uber informou que orienta seus motoristas “para que não se envolvam em brigas e discussões”. “Para assessorá-los, criamos um número de telefone 0800, de emergência, que aciona a polícia”. A empresa informou ainda que os motoristas possuem uma apólice de seguro com cobertura a partir de R$ 50 mil por passageiro.
Presidente da Associação Metropolitana de Taxistas, Valdeilson Miguel disse que a entidade não orienta que taxistas atuem com violência, mas entende que o Uber é uma “concorrência desleal”. “O taxista é pai de família, tem suas contas para pagar e não aceita de forma nenhuma a deslealdade que esse aplicativo impõe”, declarou.
Quadrilha - Para o delegado Adailton Adan, titular da 1ª Delegacia (Barris), a cruzada dos taxistas ao Uber pode ser considerada formação de quadrilha. “Se há mais de três pessoas utilizando para a prática de violência, isso é crime e tem que ser apurado pela polícia”, disse. O advogado criminalista Domingos Arjones concorda com o delegado e também destaca que “a situação pode evoluir de ameaça para crimes como lesão corporal, tentativa de homicídio”.
Titular da 7ª Delegacia (Rio Vermelho), a delegada Jussara Santos tem opinião contrária. Ela entende que se trata de “um fato relativo para pressionar a prefeitura”. “Não é um crime organizado, com a finalidade de praticar crime grave. Seria mais uma mobilização, como forma de pressão social”, defendeu. A assessoria da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que qualquer atitude criminosa cometida contra motorista do Uber será investigada. A Polícia Civil disse não ter um balanço sobre os ataques.
Motorista foi espancado em emboscada - A tensão entre taxistas que não aceitam a concorrência do Uber e os motoristas que prestam este tipo de serviço já motivou ameaças e agressões em outras cidades onde o serviço já está disponível. Em Porto Alegre, por exemplo, um motorista do Uber foi agredido por taxistas dentro do estacionamento de um supermercado, em novembro.
Bráulio Pelegrini Escobar, 40 anos, levou socos e pontapés por cerca de dez minutos até ser socorrido por testemunhas e chegou a ser hospitalizado. Dois taxistas foram presos em flagrante pelo ataque. Há casos de violência também nas outras oito cidades (além de Salvador e Porto Alegre) onde o serviço já opera no Brasil. No último final de semana, três veículos do Uber foram apedrejados em diferentes pontos de Belo Horizonte. Segundo a PM, as agressões partiram de taxistas. Em todas as ocorrências, os veículos tiveram vidros danificados por pedras. (As informações do Correio)
Se a tática é usada com frequência, ainda não se sabe, mas pipocaram relatos de ameaças e perseguições feitos por motoristas do serviço, após uma turista carioca descrever momentos de terror, no Rio Vermelho, quando o Uber em que ela estava foi cercado por taxistas. “Batia nos vidros e gritava que dali nós não passaríamos. Contei uns 15 taxistas”, relatou ela no Facebook.
A mulher foi parar na delegacia e o veículo Uber no pátio da Transalvador. Nesta terça (26), o motorista disse que ainda não havia recuperado o carro. “E quando recuperar, só volto a rodar quando a polêmica se resolver”, garantiu o uber. Depois disso, o CORREIO ouviu outros relatos de condutores que foram perseguidos, ameaçados e xingados por taxistas, que, ao que tudo indica, iniciaram uma cruzada contra o serviço.
Trauma - Os motoristas pedem para não ser identificados e afirmam que o clima é de medo. Muitos pararam de circular até que uma decisão judicial os favoreça. Um deles foi ameaçado no sábado, na primeira vez que ligou o app. Quatro jovens que saíam de uma festa fizeram um chamado no Rio Vermelho. Iam para um hotel na Pituba. “Eles eram de fora, tinham um sotaque do Sul”, contou o uber.
Passava de meia-noite e ele parou na Rua Conselheiro Pedro Luís, próximo à boate Zen. Quando os passageiros entravam no veículo, conta, taxistas se aproximaram. “Eles vinham ‘abafar’ e eu pedi que o pessoal adiantasse o passo. Foi o tempo de eu arrastar o carro. Mas eles ainda xingaram e bateram na porta e no vidro”. Daí em diante, o motorista não ficou mais à disposição. “Desliguei. Não uso enquanto não for criada uma regulamentação. Os taxistas estão tratando a gente como delinquentes”, disse.
Danificado - Também no sábado, outro motorista diz que foi ameaçado e teve o carro danificado no Largo dos Aflitos. “Sofri uma agressão verbal e um taxista babaca deu um murro no lado do carro e amassou um pouco, mas já reparei o dano”. O curioso é que os próprios taxistas gravaram vídeos das ações e compartilharam nas redes sociais.
Em um deles, um Gol branco é cercado e impedido de seguir em frente, também no Rio Vermelho. “Olha o Ubi (sic). Olha o Ubi ativo aqui em Salvador. Ói a placa do Ubi, ói! Chama a polícia, chama a polícia”, avisa um taxista, numa gravação. Nesse momento, uma passageira desce do carro e reivindica o direito de usar o serviço. “Eu tenho o direito de ir e vir”, grita. “Mas é proibido. Você tá errada. Você e ele”, dizem os taxistas.
Tática - Há relatos de ubers que confirmam a tática de emboscada através do cadastramento falso. “Os taxistas usam o aplicativo para fazer uma chamada falsa para fazer o motorista se deslocar até um determinado local. Já recebi várias chamadas assim”, conta um uber. “Estava na Vasco da Gama e recebi um chamado do Largo da Mariquita. Aí, quando cheguei lá e liguei para o cliente, não atendia. Quando percebi que tinham taxistas reunidos, fiz o retorno e fui embora. Cancelei a viagem”, contou outro.
“O pessoal tá com medo. Tanto motoristas quanto usuários. Muitos preferem sair só quando surgir uma liminar. As autoridades estão esperando acontecer alguma coisa grave”, diz o uber Oscar Guedes, 40. Por conta da perseguição, além do medo da fiscalização, ubers começaram a desenvolver estratégias para driblar os problemas. Uma delas é orientar passageiros a fazer chamados em locais afastados de pontos de táxi. Outra é pedir para sentar no banco da frente.
Emergência - Em nota, o Uber informou que orienta seus motoristas “para que não se envolvam em brigas e discussões”. “Para assessorá-los, criamos um número de telefone 0800, de emergência, que aciona a polícia”. A empresa informou ainda que os motoristas possuem uma apólice de seguro com cobertura a partir de R$ 50 mil por passageiro.
Presidente da Associação Metropolitana de Taxistas, Valdeilson Miguel disse que a entidade não orienta que taxistas atuem com violência, mas entende que o Uber é uma “concorrência desleal”. “O taxista é pai de família, tem suas contas para pagar e não aceita de forma nenhuma a deslealdade que esse aplicativo impõe”, declarou.
Quadrilha - Para o delegado Adailton Adan, titular da 1ª Delegacia (Barris), a cruzada dos taxistas ao Uber pode ser considerada formação de quadrilha. “Se há mais de três pessoas utilizando para a prática de violência, isso é crime e tem que ser apurado pela polícia”, disse. O advogado criminalista Domingos Arjones concorda com o delegado e também destaca que “a situação pode evoluir de ameaça para crimes como lesão corporal, tentativa de homicídio”.
Titular da 7ª Delegacia (Rio Vermelho), a delegada Jussara Santos tem opinião contrária. Ela entende que se trata de “um fato relativo para pressionar a prefeitura”. “Não é um crime organizado, com a finalidade de praticar crime grave. Seria mais uma mobilização, como forma de pressão social”, defendeu. A assessoria da Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que qualquer atitude criminosa cometida contra motorista do Uber será investigada. A Polícia Civil disse não ter um balanço sobre os ataques.
Motorista foi espancado em emboscada - A tensão entre taxistas que não aceitam a concorrência do Uber e os motoristas que prestam este tipo de serviço já motivou ameaças e agressões em outras cidades onde o serviço já está disponível. Em Porto Alegre, por exemplo, um motorista do Uber foi agredido por taxistas dentro do estacionamento de um supermercado, em novembro.
Bráulio Pelegrini Escobar, 40 anos, levou socos e pontapés por cerca de dez minutos até ser socorrido por testemunhas e chegou a ser hospitalizado. Dois taxistas foram presos em flagrante pelo ataque. Há casos de violência também nas outras oito cidades (além de Salvador e Porto Alegre) onde o serviço já opera no Brasil. No último final de semana, três veículos do Uber foram apedrejados em diferentes pontos de Belo Horizonte. Segundo a PM, as agressões partiram de taxistas. Em todas as ocorrências, os veículos tiveram vidros danificados por pedras. (As informações do Correio)
terça-feira, 26 de abril de 2016
DILMA JÁ ADMITE DEFENDER CONVOCAÇÃO DE NOVAS ELEIÇÕES
A presidente Dilma Rousseff, que estará em Salvador nesta terça, 26, admite, nos bastidores, a possibilidade de defender a proposta que prevê a convocação de eleições presidenciais para encurtar em dois anos o seu mandato, mas ainda avalia o melhor momento de assumir a estratégia. Ministros próximos a Dilma dizem que isso já é "fato consumado" porque ela não terá governabilidade com o País dividido, mesmo se não sofrer impeachment no julgamento final do Senado. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta segunda-feira, 25, com Dilma e tratou do assunto. Pela primeira vez desde que teve a nomeação suspensa para a Casa Civil, há 41 dias, Lula foi ao Palácio do Planalto. À noite, jantou com Dilma e com ministros, no Alvorada. Para Lula, porém, a hora é de concentrar esforços no movimento de resistência ao impeachment.
A ideia de novas eleições conta com o apoio da maioria do PT e até do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que há anos trava disputa com o vice-presidente Michel Temer sobre os rumos do PMDB. Até recentemente, Dilma resistia a aceitar a abreviação do seu mandato, mas, segundo auxiliares, começou a perceber que precisa fazer um gesto de "pacificação". Ela descarta a renúncia, mas acha que a proposta de eleições diretas pode ser uma contraofensiva ao que chama de "golpe".
Em conversas reservadas, ministros do PT argumentam que o plano, por si só, tem o condão de pôr Temer contra a parede. Além disso, tudo será feito para atrair o PSDB do senador Aécio Neves (MG), que quer vetar a participação de integrantes de seu partido em eventual governo Temer.
Apesar de manter o discurso oficial de que é possível virar o jogo do impeachment, senadores do PT e de partidos da base aliada do governo dão como certa a aprovação do afastamento de Dilma na primeira votação, no plenário do Senado, prevista agora para 15 de maio. Se este cenário for confirmado, a presidente será obrigada a se afastar por até 180 dias.
PEC - Pelo cronograma traçado em gabinetes do Palácio do Planalto, o envio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso, sugerindo eleições presidenciais em outubro - mês das disputas pelas Prefeituras -, ocorreria justamente nesse período. A PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é aprovada se obtiver três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). "Vou lutar até que eleições diretas sejam realizadas, se eu for afastada do cargo, uma situação hipotética, que eu não acredito. Eu acredito que é desconfortável afastar uma pessoa inocente. Eu sou vítima de uma conspiração", afirmou Dilma, em entrevista ao Wall Street Journal.
Para Lula, se a presidente for mesmo afastada, a chance de ela retornar ao Planalto é remota. Mesmo assim, a estratégia consiste em infernizar a vida de Temer durante o provável "exílio" de Dilma, para expor as "fragilidades" do peemedebista e montar uma espécie de "governo paralelo", em oposição ao novo ocupante do Planalto. A ordem é resistir até o julgamento final no Senado - que pode ocorrer em setembro -, entremeando a defesa política com recursos ao Supremo Tribunal Federal. "Se Temer assumir, ele não dura três meses no cargo porque não aceitaremos isso. Haverá protestos em todo o País", insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Nós não imaginamos que o PT queira exercitar a sua capacidade de fazer oposição fora da luta política convencional", provocou o ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer.
De qualquer forma, o PT também já prepara uma narrativa para disputar a eleição presidencial de 2018. Embora seja alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e esteja na mira do Ministério Público, Lula ainda é o único nome do PT com potencial para concorrer à sucessão de Dilma.
Nas fileiras do partido há quem diga que, com a crise se agravando a cada dia, o impeachment da presidente pode representar a "salvação" de Lula. O raciocínio é que, se isso não ocorrer, ela continuará "sangrando" até 2018. Se sair antes, porém, o PT poderá usar o discurso do "golpe" e de que teve uma presidente "apeada do poder". (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
A ideia de novas eleições conta com o apoio da maioria do PT e até do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que há anos trava disputa com o vice-presidente Michel Temer sobre os rumos do PMDB. Até recentemente, Dilma resistia a aceitar a abreviação do seu mandato, mas, segundo auxiliares, começou a perceber que precisa fazer um gesto de "pacificação". Ela descarta a renúncia, mas acha que a proposta de eleições diretas pode ser uma contraofensiva ao que chama de "golpe".
Em conversas reservadas, ministros do PT argumentam que o plano, por si só, tem o condão de pôr Temer contra a parede. Além disso, tudo será feito para atrair o PSDB do senador Aécio Neves (MG), que quer vetar a participação de integrantes de seu partido em eventual governo Temer.
Apesar de manter o discurso oficial de que é possível virar o jogo do impeachment, senadores do PT e de partidos da base aliada do governo dão como certa a aprovação do afastamento de Dilma na primeira votação, no plenário do Senado, prevista agora para 15 de maio. Se este cenário for confirmado, a presidente será obrigada a se afastar por até 180 dias.
PEC - Pelo cronograma traçado em gabinetes do Palácio do Planalto, o envio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso, sugerindo eleições presidenciais em outubro - mês das disputas pelas Prefeituras -, ocorreria justamente nesse período. A PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é aprovada se obtiver três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). "Vou lutar até que eleições diretas sejam realizadas, se eu for afastada do cargo, uma situação hipotética, que eu não acredito. Eu acredito que é desconfortável afastar uma pessoa inocente. Eu sou vítima de uma conspiração", afirmou Dilma, em entrevista ao Wall Street Journal.
Para Lula, se a presidente for mesmo afastada, a chance de ela retornar ao Planalto é remota. Mesmo assim, a estratégia consiste em infernizar a vida de Temer durante o provável "exílio" de Dilma, para expor as "fragilidades" do peemedebista e montar uma espécie de "governo paralelo", em oposição ao novo ocupante do Planalto. A ordem é resistir até o julgamento final no Senado - que pode ocorrer em setembro -, entremeando a defesa política com recursos ao Supremo Tribunal Federal. "Se Temer assumir, ele não dura três meses no cargo porque não aceitaremos isso. Haverá protestos em todo o País", insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Nós não imaginamos que o PT queira exercitar a sua capacidade de fazer oposição fora da luta política convencional", provocou o ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer.
De qualquer forma, o PT também já prepara uma narrativa para disputar a eleição presidencial de 2018. Embora seja alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e esteja na mira do Ministério Público, Lula ainda é o único nome do PT com potencial para concorrer à sucessão de Dilma.
Nas fileiras do partido há quem diga que, com a crise se agravando a cada dia, o impeachment da presidente pode representar a "salvação" de Lula. O raciocínio é que, se isso não ocorrer, ela continuará "sangrando" até 2018. Se sair antes, porém, o PT poderá usar o discurso do "golpe" e de que teve uma presidente "apeada do poder". (As informações são do jornal O Estado de S. Paulo)
PROIBIÇÃO DE LIMITAR BANDA LARGA É PAUSA PARA DEBATE, DIZ GERENTE DA ANATEL
A determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de proibir que as operadoras de telefonia limitem o acesso à banda larga fixa é considerada pelo gerente regional substituto da agência no Ceará, Wanderson Moreira Brito, um “freio de arrumação”, uma pausa para debater o assunto. A declaração foi feita hoje (25) durante audiência pública convocada pela Ordem dos Advogados do Brasil – Secção Ceará (OAB-CE), em Fortaleza. “A partir de hoje, iniciam-se estudos para que a Anatel possa tomar um posicionamento definitivo. Todas as áreas técnicas da agência vão tomar suas posições com base em análises de mercado, medições de consumo, perfis sociais de cada região do Brasil e as particularidades do serviço e de cada operadora. A Anatel vai emitir posição unânime e inequívoca, mas no momento em que dispuser de todos os dados atinentes à execução desses serviços”, disse.
As ponderações do gerente são feitas após o presidente da Anatel, João Rezende, ter dito à imprensa que a era da internet limitada havia acabado. Apesar de ressaltar que a legislação não proíbe nem incentiva a limitação do serviço de banda larga, Brito diz que isso não significa que a agência reguladora vá permitir que isso se concretize. “A Anatel pode não autorizar um plano com base numa limitação de uso de dados. Este é um serviço que notoriamente tem sido ilimitado e tem servido às famílias brasileiras em todas as necessidades, desde educação ao entretenimento, e nós não seriamos insensíveis ao ponto de permitir indiscriminadamente uma limitação.”
Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-CE, Sávio Aguiar, as declarações do gerente da Anatel sinalizam um novo posicionamento da agência. “A Anatel deixou muito clara que não aceita retrocessos nas demandas de consumo. A gente entende que esse retrocesso seria a própria limitação da internet. Temos um serviço muito caro, de péssima qualidade e aceitar qualquer tipo de limitação, sejam planos para usuários leves e pesados, seria prejudicial.”
A OAB-CE, assim como outras seccionais da ordem pelo Brasil, já se posicionaram contra a limitação da banda larga fixa. Órgãos de defesa do consumidor presentes na audiência também ressaltaram os prejuízos da medida. No último dia 15, o Procon Fortaleza enviou recomendação às empresas que prestam serviços de banda larga na capital pedindo que não houvesse a limitação do serviço.
Presente na audiência, a supervisora do departamento jurídico da Mob Telecom, Gabrielly Lessa, defende que a decisão que for tomada pela Anatel permita que as empresas decidam como vão oferecer o serviço. “Queremos que a Anatel regulamente esse assunto, mas que deixe o precedente para que as empresas que não querem limitar a banda larga continuem agindo assim, até como opção para o consumidor, que vai poder escolher. Isso garante a livre concorrência.” A OAB-CE determinou um prazo de diz dias para que todos os órgãos e empresas convidados para a audiência enviem à ordem memoriais com dados diversos sobre o serviço de banda larga. A partir da análise dessas informações, a entidade deverá definir encaminhamentos. (As informações da Agência Brasil)
As ponderações do gerente são feitas após o presidente da Anatel, João Rezende, ter dito à imprensa que a era da internet limitada havia acabado. Apesar de ressaltar que a legislação não proíbe nem incentiva a limitação do serviço de banda larga, Brito diz que isso não significa que a agência reguladora vá permitir que isso se concretize. “A Anatel pode não autorizar um plano com base numa limitação de uso de dados. Este é um serviço que notoriamente tem sido ilimitado e tem servido às famílias brasileiras em todas as necessidades, desde educação ao entretenimento, e nós não seriamos insensíveis ao ponto de permitir indiscriminadamente uma limitação.”
Para o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB-CE, Sávio Aguiar, as declarações do gerente da Anatel sinalizam um novo posicionamento da agência. “A Anatel deixou muito clara que não aceita retrocessos nas demandas de consumo. A gente entende que esse retrocesso seria a própria limitação da internet. Temos um serviço muito caro, de péssima qualidade e aceitar qualquer tipo de limitação, sejam planos para usuários leves e pesados, seria prejudicial.”
A OAB-CE, assim como outras seccionais da ordem pelo Brasil, já se posicionaram contra a limitação da banda larga fixa. Órgãos de defesa do consumidor presentes na audiência também ressaltaram os prejuízos da medida. No último dia 15, o Procon Fortaleza enviou recomendação às empresas que prestam serviços de banda larga na capital pedindo que não houvesse a limitação do serviço.
Presente na audiência, a supervisora do departamento jurídico da Mob Telecom, Gabrielly Lessa, defende que a decisão que for tomada pela Anatel permita que as empresas decidam como vão oferecer o serviço. “Queremos que a Anatel regulamente esse assunto, mas que deixe o precedente para que as empresas que não querem limitar a banda larga continuem agindo assim, até como opção para o consumidor, que vai poder escolher. Isso garante a livre concorrência.” A OAB-CE determinou um prazo de diz dias para que todos os órgãos e empresas convidados para a audiência enviem à ordem memoriais com dados diversos sobre o serviço de banda larga. A partir da análise dessas informações, a entidade deverá definir encaminhamentos. (As informações da Agência Brasil)
COM NOMEAÇÃO, SUSPENSA, LULA RETORNA AO PLANALTO PARA AJUDAR A BARRAR IMPEACHMENT
Pela primeira vez desde que teve sua nomeação suspensa para a Casa Civil, há 41 dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornou nesta segunda-feira, 25, ao Palácio do Planalto. Foi ao gabinete da presidente Dilma Rousseff, no terceiro andar, e conversou com ela e com ministros do PT sobre estratégias para enfrentar o processo de impeachment no Senado. Depois, todos foram jantar a sete quilômetros dali, no Palácio da Alvorada.
Para Lula, Dilma deve denunciar o "golpe" em todos os seus discursos. A ordem é para que o PT e os movimentos sociais não deem trégua ao vice-presidente Michel Temer (PMDB). O ex-presidente vai conversar nesta terça-feira, 26, com senadores do PT, a fim de traçar o roteiro da ofensiva. Ele também terá um encontro, nos próximos dias, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Apesar de manterem o discurso oficial de que é possível virar o jogo do impeachment, parlamentares do PT e de partidos da base aliada do governo dão como certa a aprovação do afastamento de Dilma na primeira votação, no plenário do Senado, prevista para o dia 15 de maio. Se este cenário for confirmado, a presidente será obrigada a se afastar por até 180 dias.
Dilma já admite, nos bastidores, a possibilidade de defender a proposta que prevê a convocação de eleições presidenciais para encurtar em dois anos o seu mandato, mas ainda avalia o melhor momento de assumir a estratégia. Ministros próximos a Dilma, no entanto, afirmam que isso já é "fato consumado" porque ela não terá governabilidade com o País dividido, mesmo se não sofrer impeachment no julgamento final do Senado. Pelo cronograma traçado em gabinetes do Planalto, o envio da proposta de emenda constitucional (PEC) ao Congresso, sugerindo eleições presidenciais em outubro - mês das disputas pelas Prefeituras -, ocorreria justamente no período do provável afastamento de Dilma.
A PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é aprovada se obtiver três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). Na avaliação de Lula, se a presidente for mesmo afastada, a chance de ela retornar ao Planalto é remota. Mesmo assim, a estratégia consiste em infernizar a vida de Temer durante o provável "exílio" de Dilma, para expor as "fragilidades" do peemedebista e montar uma espécie de "governo paralelo", em oposição ao novo ocupante do Planalto.
"Se Temer assumir, ele não dura três meses no cargo porque não aceitaremos isso. Haverá protestos em todo o País", insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Nós não imaginamos que o PT queira exercitar a sua capacidade de fazer oposição fora da luta política convencional", provocou o ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer. (As informações do Estadão)
Para Lula, Dilma deve denunciar o "golpe" em todos os seus discursos. A ordem é para que o PT e os movimentos sociais não deem trégua ao vice-presidente Michel Temer (PMDB). O ex-presidente vai conversar nesta terça-feira, 26, com senadores do PT, a fim de traçar o roteiro da ofensiva. Ele também terá um encontro, nos próximos dias, com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).
Apesar de manterem o discurso oficial de que é possível virar o jogo do impeachment, parlamentares do PT e de partidos da base aliada do governo dão como certa a aprovação do afastamento de Dilma na primeira votação, no plenário do Senado, prevista para o dia 15 de maio. Se este cenário for confirmado, a presidente será obrigada a se afastar por até 180 dias.
Dilma já admite, nos bastidores, a possibilidade de defender a proposta que prevê a convocação de eleições presidenciais para encurtar em dois anos o seu mandato, mas ainda avalia o melhor momento de assumir a estratégia. Ministros próximos a Dilma, no entanto, afirmam que isso já é "fato consumado" porque ela não terá governabilidade com o País dividido, mesmo se não sofrer impeachment no julgamento final do Senado. Pelo cronograma traçado em gabinetes do Planalto, o envio da proposta de emenda constitucional (PEC) ao Congresso, sugerindo eleições presidenciais em outubro - mês das disputas pelas Prefeituras -, ocorreria justamente no período do provável afastamento de Dilma.
A PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é aprovada se obtiver três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49). Na avaliação de Lula, se a presidente for mesmo afastada, a chance de ela retornar ao Planalto é remota. Mesmo assim, a estratégia consiste em infernizar a vida de Temer durante o provável "exílio" de Dilma, para expor as "fragilidades" do peemedebista e montar uma espécie de "governo paralelo", em oposição ao novo ocupante do Planalto.
"Se Temer assumir, ele não dura três meses no cargo porque não aceitaremos isso. Haverá protestos em todo o País", insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Nós não imaginamos que o PT queira exercitar a sua capacidade de fazer oposição fora da luta política convencional", provocou o ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer. (As informações do Estadão)
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