A suspeita de um vazamento de gases tóxicos na empresa DuPont, no Polo Petroquímico de Camaçari, assustou os funcionários do local na noite de quinta-feira, 11, por volta das 20h. De acordo com o diretor do Sindiquímica, José Miranda, mais de mil pessoas estavam no Polo quando o Chi (ciclohexaisocianato) e o Fosgênio, gases altamente tóxicos, reagiram e vazaram de um dos tanques.
Uma equipe formada por 30 operadores, com equipamentos especiais de segurança, tentaram solucionar o problema, mas até a manhã desta sexta, 12, a ordem era de que ninguém entrasse no local.
O Superintendente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente do Polo Petroquímico, Aurinézio Calheira, nega o vazamento e diz que houve um aumento na temperatura e pressão do isotanque e, por precaução, os funcionários foram liberados. "Pedimos que o pessoal da administração não viesse, mas os funcionários da produção não saíram, pois são preparados para lidar com essas situações. A previsão era de que tudo fosse normalizado até 12h, mas, desde a manhã desta sexta, tudo foi normalizado", afirma.
O forte odor e a irritação nos olhos dos funcionários indicam, de acordo com José Miranda, a ocorrência do vazamento. Ele afirma que os funcionários da produção se mobilizaram e não voltaram a trabalhar. O técnico químico da empresa, Jairo Rodrigues de Jesus, informa que a reação adversa ocorrida dentro do isotanque é, ainda, desconhecida.
O vazamento, segundo o diretor do Sindiquímica, formou uma névoa no local, durante o dia, e o caso ainda preocupa. "A situação está sob controle com o resfriamento do tanque, mas, por enquanto, ninguém entra na fábrica", afirma José Miranda. (As informações do A Tarde)
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