Cinco acusados de participar do assassinato do tesoureiro do Sindicato dos Rodoviários Paulo Colombiano e da mulher dele, Catarina Galindo, foram interrogados nesta terça-feira, 17, no Fórum Criminal (Sussuarana), na última audiência de instrução que deverá definir se o caso irá a júri popular.
Presidida pelo juiz Paulo Sérgio Barbosa Oliveira, titular do 2º Juízo da 1ª Vara do Júri, a sessão durou cinco horas, quando foram ouvidos os empresários e irmãos Claudiomiro César e Cássio Antônio Ferreira Santana, apontados pelo Ministério Público da Bahia como mandantes dos crimes.
Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça, ainda não há prazo para a sentença do juiz. No próximo dia 7, os memoriais do processo serão enviados ao MP, que terá dez dias para emitir parecer. O mesmo ocorrerá com a defesa dos acusados. Por fim, o magistrado definirá a sentença.
Além deles, também foram interrogados pelo magistrado três ex-funcionários do supermercado Atacadão Centro Sul, que, segundo a acusação, seriam os executores dos assassinatos: Adailton Araújo de Jesus, Wagner Luís Lopes de Souza e Edílson Duarte de Araújo.
À época das prisões, em 17 de maio de 2012, a Polícia Civil informou que Colombiano foi morto por descobrir fraudes na gestão do sindicato, entre 2009 e 2010, bem como um pagamento de R$ 106 milhões para a Mastermed
(R$ 36 milhões somente para taxas administrativas).
Na ocasião, o então diretor do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Arthur Gallas, afirmou que Colombiano, assassinado em junho de 2010, foi morto dias depois de o sindicalista ter encontrado os empresários para tentar reduzir a taxa administrativa do plano. (As informações do A Tarde)
Nenhum comentário:
Postar um comentário